Dólar fecha em queda, após dados de inflação e falas de Powell | Economia | G1

1 de 1 Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (25), após passar boa parte da sessão oscilando entre altas e baixas.

Investidores repercutiram a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial do mês e avaliaram falas recentes do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, sobre o rumo da política monetária nos EUA.

Ao final da sessão, a moeda norte-americana recuou 0,10%, cotada a R$ 4,8750. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar encerrou o pregão com alta de 0,51%, vendido a R$ 4,8798. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

  • alta de 3,09% no mês;
  • quedas de 1,85% na semana e de 7,64% no ano.

No mercado acionário, o Ibovespa fechou em queda de 1,02%, aos 115.837 pontos.

O que está mexendo com os mercados?

Na agenda doméstica, o destaque ficou com divulgação do IPCA-15, que registrou uma alta de 0,28%, bem acima das projeções do mercado, de até 0,15%. O avanço veio puxado pela alta na conta de luz, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a alta maior que o esperado, os juros futuros (que são contratos negociados com base nas expectativas dos investidores para a taxa Selic) abriram o dia em alta. O mercado acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) deve ser um pouco mais firma no ciclo de corte de juros.

Em sua última reunião, no começo de agosto, o Copom cortou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, passando de 13,75% para 13,25% ao ano. Depois, na ata do evento, o comitê sinalizou que previa novos cortes de mesma magnitude nos próximos meses.

Embora a sinalização tenha sido de mais baixas de 0,50 ponto percentual, Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos, destaca que boa parte do mercado acreditava que ainda era possível um corte mais amplo, de 0,75.

No entanto, com a prévia da inflação já acima do esperado, essas expectativas se frustraram e levaram mais gente para os juros brasileiros, inclusive os estrangeiros, o que ajuda a explicar o dólar mais fraco neste pregão.

No exterior, as atenções ficaram voltadas para o discurso de Powell no Simpósio de Jackson Hole, evento que reúne autoridades políticas e econômicas do mundo todo para falar sobre o futuro da maior economia do mundo.

Em sua fala, Powell indicou que o Fed pode precisar aumentar ainda mais os juros para garantir que a inflação seja contida nos EUA. O banqueiro central afirmou que as autoridades de política monetária do BC norte-americano "procederão com cuidado" e indicou que a taxa básica do país ainda não está alta suficiente para garantir a convergência dos preços para a meta de 2%.

"A função do Fed é reduzir a inflação para nossa meta de 2%, e é o que faremos", disse Powell.

"Embora a inflação tenha diminuído em relação ao seu pico — um desenvolvimento bem-vindo — ela continua muito alta. Estamos preparados para aumentar ainda mais os juros, se for o caso, e pretendemos manter a política monetária em um nível restritivo até estarmos confiantes de que a inflação está se movendo de forma sustentável em direção ao nosso objetivo", acrescentou.

Na China, os mercados fecharam no vermelho por conta da piora da percepção sobre o setor imobiliário do país, que é o mais importante para a atividade da segunda maior economia do mundo.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

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