Congresso aprova Orçamento de 2024 com mais recursos para fundo eleitoral e recorde para emendas | Política | G1


Congresso aprova Orçamento de 2024 com mais recursos para fundo eleitoral e recorde para emendas

Orçamento não apresenta um valor definido para o salário mínimo, pois uma lei já aprovada trata do assunto. Texto também contempla meta de déficit fiscal zero para as contas do governo em 2024.

Por Alexandro Martello, Beatriz Borges, g1 — Brasília

22/12/2023 15h06 Atualizado 22/12/2023

  • O Orçamento destina R$ 4,96 bilhões para o fundo eleitoral em 2024, mantendo o mesmo valor das eleições de 2022.

  • Já para as emendas parlamentares, foram destinados R$ 53 bilhões com aumento de quase R$ 16 bilhões frente ao valor proposto pelo governo federal.

  • Além de aumentar valores para os parlamentares, texto reduz recursos para o novo Programa de Aceleração do Crescimento, entre outros pontos.

  • Proposta inicial do governo para o salário mínimo, de R$ 1.421, tende a recuar e chegar a R$ 1.412, devido à inflação abaixo do estimado.

  • A meta fiscal prevista no Orçamento, de déficit zero, é considerada ousada pelo mercado financeiro, que projeta um rombo de R$ 90 bilhões em 2024.

O Orçamento destina R$ 4,96 bilhões para o fundo eleitoral em 2024, mantendo o mesmo valor das eleições de 2022.

Já para as emendas parlamentares, foram destinados R$ 53 bilhões com aumento de quase R$ 16 bilhões frente ao valor proposto pelo governo federal.

Além de aumentar valores para os parlamentares, texto reduz recursos para o novo Programa de Aceleração do Crescimento, entre outros pontos.

Proposta inicial do governo para o salário mínimo, de R$ 1.421, tende a recuar e chegar a R$ 1.412, devido à inflação abaixo do estimado.

A meta fiscal prevista no Orçamento, de déficit zero, é considerada ousada pelo mercado financeiro, que projeta um rombo de R$ 90 bilhões em 2024.

Congresso aprova Orçamento de 2024

Congresso aprova Orçamento de 2024

O Congresso aprovou nesta sexta-feira (22) o projeto do Orçamento de 2024, que traz estimativa de arrecadação para o próximo ano e fixa limites para gastos públicos. A proposta é analisada em sessão do Congresso Nacional.

O texto aprovado contempla um valor recorde para emendas parlamentares no próximo ano, que, segundo informações da Comissão Mista de Orçamento (CMO), somarão R$ 53 bilhões. Em 2023, o valor foi de R$ 37,3 bilhões (veja abaixo).

Emendas parlamentares Valores em R$ bilhões corrigidos pela inflação Fonte: Painel do Orçamento (Siga Brasil – Portal de orçamento do Senado Federal)

Nesta semana, quando foi aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o relator, deputado Danilo Forte (União-CE), incluiu no texto um calendário para a liberação de emendas impositivas (de pagamento obrigatório).

As emendas impositivas são de dois tipos:

  • as individuais (dirigidas a cada senador e deputado);
  • e as de bancada (destinadas às bancadas estaduais).

Pela regra anterior, não havia prazo para o governo pagá-las. Com isso, o Palácio do Planalto tinha mais liberdade e podia optar por fazer a liberação às vésperas de votações importantes, como um meio de negociação. Agora, terá que cumprir um cronograma definido anteriormente.

Fundão eleitoral

O texto aprovado pelo Congresso Nacional também inflou os valores previstos para o fundo eleitoral em 2024 para R$ 4,96 bilhões.

O valor, que vai financiar as campanhas nas eleições municipais, é igual ao das eleições de 2022 (presidente, governador, senador e deputado federal). O governo tinha proposto uma dotação menor, de R$ 940 milhões. O aumento foi de R$ 4 bilhões.

O incremento ocorreu apesar do pedido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que o valor voltasse a ser de R$ 940 milhões, conforme proposta do governo, e fosse negociado um valor intermediário de cerca de R$ 2,7 bilhões (próximo ao gasto nas eleições municipais de 2020), no decorrer do próximo ano.

Redução no PAC

O Orçamento aprovado pelo Congresso representou para o governo uma derrota no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O PAC é a principal iniciativa do governo para deslanchar obras pelo país e desenvolver a economia através de investimentos.

O governo propôs, em valor arredondado, cerca de R$ 61 bilhões para o PAC.

O relator, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), reduziu para R$ 44 bilhões, também em valores arredondados.

Após negociações entre integrantes de governo e o relator, o corte foi reduzido a cerca de R$ 6 bilhões e, com isso, o PAC deverá contar com cerca de R$ 55 bilhões em 2024. R$ 6 bilhões a menos do que o governo queria.

Salário mínimo

O Orçamento aprovado não traz um valor para o salário mínimo. A proposta do governo contemplava R$ 1.421. Entretanto, com base nas regras definidas em lei, tende a recuar para R$ 1.412, pois a inflação ficou abaixo do estimado anteriormente. Um decreto presidencial fixará o valor até o fim do ano.

Congresso aprova as regras do Orçamento de 2024 com déficit zero

Congresso aprova as regras do Orçamento de 2024 com déficit zero

Meta para as contas públicas

O orçamento mantém a meta fiscal próxima de zero (pequeno superávit de R$ 3,5 bilhões), conforme propôs a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse objetivo é considerado ousado pelo mercado financeiro, que projeta um rombo de R$ 90 bilhões em 2024.

Para que a meta de equilibrar as contas em 2024 seja atingida, o governo busca R$ 168 bilhões em receitas extraordinárias, além de, entre outros pontos, subir o imposto sobre o óleo diesel e gás de cozinha em janeiro.

O orçamento aponta, porém, que existe um intervalo de tolerância de R$ 28,8 bilhões para mais ou para menos em relação à meta para as contas públicas, de acordo com o fixado pelo arcabouço fiscal, a nova regra aprovada neste ano.

Há uma pressão da ala política do governo para que a meta fiscal passe a prever déficit. Essa alteração ainda pode ser feita no início do próximo ano.

Uma eventual mudança na meta, para prever rombo nas contas em um ano eleitoral, ajudaria o governo a minimizar bloqueios de gastos para cumprir o prometido. E com isso, reduzir o impacto nos investimentos em infraestrutura.

Principais gastos

Veja abaixo algumas das principais despesas previstas no Orçamento de 2024:

  • Investimentos com recursos da União somam aproximadamente 73 bilhões, de acordo com a Comissão Mista de Orçamento, valor maior do que o proposto pela equipe econômica em agosto (R$ 58,9 bilhões).
  • Ministério da Educação terá cerca de R$ 180 bilhões, mesmo valor proposto pelo governo federal.
  • Ministério da Saúde poderá contar com aproximadamente R$ 231 bilhões, valor que ficou pouco acima do proposto pelo Executivo.
  • Ministério da Defesa teve um orçamento de R$ 126 bilhões aprovado para 2024, mesmo patamar proposto pelo governo federal.
  • Ministério do Meio Ambiente terá R$ 3,72 bilhões em recursos, em comparação com os R$ 3,64 bilhões propostos pelo governo.
  • Programa Bolsa Família poderá contar com quase R$ 170 bilhões em 2024, com benefício mensal de R$ 600, e adicional de R$ 150 por criança de até seis anos. É o mesmo valor proposto pelo governo.

Empresas estatais

O orçamento também traz uma meta de déficit de R$ 7,2 bilhões para as empresas estatais não dependentes, integrantes do Programa de Dispêndios Globais (PDG).

"Não estão incluídas no cômputo dessa meta, as empresas dos grupos Petrobras e Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional – ENBPar, nem as despesas do orçamento de investimento destinadas ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento até o montante de R$ 5 bilhões", acrescentou o relator.

Neste ano, as estatais devem registrar um déficit R$ 4,5 bilhões, ainda acima do previsto no orçamento de 2023.

Números gerais

O Orçamento também traz números gerais para o governo no ano que vem, como o valor total de todas as despesas previstas. Veja abaixo:

  • A receita total estimada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 5,4 trilhões.
  • O valor total da despesa é de R$ 5,4 trilhões, dos quais R$ 1,73 trilhão refere-se ao refinanciamento da dívida pública. Após separar os valores para a dívida, restam R$ 3,66 trilhões para os orçamentos fiscal e da seguridade social.
  • O valor para as despesas sujeitas à regra do arcabouço fiscal, que fixa um teto para gastos, é de R$ 2,06 trilhões.
  • O limite para despesas do Executivo é de R$ 1,97 trilhão, do Legislativo é de R$ 16,3 bilhões e do Judiciário é de R$ 56,1 bilhões, além de outros R$ 8,5 bilhões para o Ministério Público da União e de R$ 710 milhões para a Defensoria Pública.

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