Dólar abre com volatilidade em Superquarta, com juros do Brasil e EUA no radar | Economia | G1


Dólar abre com volatilidade em Superquarta, com juros do Brasil e EUA no radar

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,15%, cotada em R$ 5,6173. Já o principal índice de ações da bolsa encerrou com um recuo de 0,64%, aos 126.139 pontos.

Por g1

31/07/2024 09h01 Atualizado 31/07/2024

1 de 1 Dólar — Foto: Karolina Kaboompics/Pexels

Dólar — Foto: Karolina Kaboompics/Pexels

O dólar abriu com volatilidade nesta quarta-feira (31), oscilando entre altas e baixas, com investidores à espera das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

A expectativa é que os dois países mantenham suas taxas de juros inalteradas, mas o mercado quer ver os comunicados emitidos pelas instituições para entender quais devem ser os próximos passos em relação aos juros.

No Brasil, destaque também para o cenário fiscal, após o governo detalhar, na véspera, o plano de corte de R$ 15 bilhões em gastos públicos, numa tentativa de equilibrar as contas.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Às 09h10, o dólar subia 0,20%, cotado a R$ 5,6284. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana teve queda de 0,59%, cotada em R$ 5,6245.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,72% na semana;
  • ganho de 0,52% no mês;
  • alta de 15,76% no ano.

Ibovespa

O Ibovespa começa a operar às 10h.

Na véspera, o índice fechou em queda de 0,64%, aos 126.139 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • queda de 0,94% na semana;
  • ganhos de 1,92% no mês;
  • perdas de 5,88% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?

O mercado espera hoje pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

A primeira decisão virá lá de fora, com o Fed divulgando suas taxa de juros às 15h. A expectativa geral do mercado é que os juros continuem entre 5,25% e 5,50% ao ano, mas há grande curiosidade sobre o que a instituição dirá no comunicado da reunião.

É no comunicado que mais detalhes sobre o futuro das taxas de juros são dados. Investidores aguardam uma sinalização sobre quando o Fed deve começar a cortar os juros, o que boa parte dos participantes do mercado acredita que deve acontecer já em setembro, tendo em vista o ambiente inflacionário mais controlado na maior economia do mundo.

O PCE – que é o índice de inflação preferido do Fed, pois considera, em seu cálculo, apenas uma cesta dos bens e serviços mais utilizados pela população em determinado período – desacelerou no último mês a 2,5% na taxa anual, em linha com as projeções.

Segundo a ferramenta de monitoramento das expectativas FedWatch, do CME Group, 89,6% dos participantes do mercado esperam que os juros caíam 0,25 pontos percentuais em setembro, dando início ao ciclo de cortes.

No Brasil, a estimativa também é de que o Copom mantenha a taxa Selic inalterada, em 10,50% ao ano, enquanto as projeções de inflação continuam subindo e a questão fiscal do governo permanece um ponto de cautela e incerteza para o mercado.

O destaque, porém, ficará com o comunicado do comitê, divulgado após a reunião. Investidores querem ver mais detalhes sobre quais foram os pontos de atenção do Copom na análise e o que deve estar no radar nos próximos meses e possa ser determinante para o futuro dos juros no país.

Ainda no cenário doméstico, o fiscal continua chamando a atenção. Em meados de julho, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024. Além disso, anunciou também um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões, totalizando R$ 15 bilhões.

À época, o ministro explicou que as medidas eram necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. De maneira geral, o arcabouço determina que despesas só podem crescer em uma certa proporção das receitas.

Ontem, o governo detalhou os cortes e os ministérios da Saúde e das Cidades foram os mais afetados pelos cortes, com o primeiro tendo uma redução de R$ 4,4 bilhões e o segundo, de R$ 2,1 bilhões. Transportes e Educação também foram atingidos, com queda de R$ 1,5 bilhão e R$ R$ 1,2 bilhão respectivamente.

O PAC, principal programa de obras do governo, teve R$ 4,5 bilhões congelados. Os investimentos do PAC são distribuídos entre várias pastas. Por isso, pode haver cortes nas Cidades e cortes nos Transportes que se refiram ao PAC.

As emendas parlamentares, R$ 1,1 bilhão.

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