Com Selic inalterada, Brasil cai para 3º no ranking de maiores juros reais do mundo; veja lista
País ocupava a segunda posição até o mês passado, conforme levantamento do MoneYou. O topo está agora com a Turquia, enquanto a Rússia vem em segundo lugar. A Argentina, que enfrenta uma inflação altíssima, segue na última posição.
Por André Catto, g1
31/07/2024 18h36 Atualizado 31/07/2024
Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
O Brasil passou a ter o terceiro maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa básica de juros inalterada. O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses.
O Banco Central do Brasil (BC) decidiu nesta quarta-feira (31) manter a Selic na faixa de 10,50% ao ano. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 7,36%. O líder do ranking é a Turquia, com taxa real de 12,13%.
Na última divulgação, em 19 de junho, o Brasil ocupava a segunda colocação da lista. A combinação de inflação mais forte e cenário externo desafiador continua a pressionar o fechamento da taxa real de juros, informou o MoneYou.
A Argentina continuou com o último lugar no ranking. Apesar de, em junho, ter perdido para a Turquia o posto de maiores taxas nominais da lista (40% ao ano, frente aos 50% da Turquia — veja mais abaixo), o país também enfrenta uma inflação altíssima, o que acaba derrubando as taxas reais.
Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.
Manutenção da Selic
Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros na casa de 10,50% ao ano.
Na decisão anterior, em junho, a autoridade monetária encerrou um ciclo de sete cortes consecutivos da taxa básica. Antes do início das reduções, a Selic havia permanecido, por cerca de um ano, em 13,75%.
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira permaneceu na 6ª posição. Veja abaixo:
- Argentina
- Banco Central do Brasil
- Chile
- Colômbia
- Copom
- Filipinas
- Hong Kong
- Indonésia
- México
- Rússia
- África do Sul
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