Cohousing ou co-lares para idosos: moradias com laços afetivos

Cohousing ou co lares para idosos: moradias com laços afetivos
Cohousing ou co lares para idosos: moradias com laços afetivos

Cada um tem a sua casa, mas todos os vizinhos, compartilhar espaços, criar regras e ajuda. O que os une são os laços afetivos criados por interesses comuns. Este é o conceito de cohousing, é ainda pouco conhecido no Brasil, mas que está a despertar o interesse, especialmente de idosos. A idéia é que os grupos com os mesmos objetivos para construir casas ou apartamentos a viver juntos e a cada um cuidar do outro.

Por décadas, o arquiteto e urbanista Lilian Avivia Lubochinski, de 69 anos, residente de São Paulo, estudos de modelos de edifícios para a terceira idade. Há alguns anos ela tem sido a união dos grupos etários mais velhos, com um interesse em cohousing (que ela chama em português co-casas) para colocar em prática o conceito.

imagem16-06-2018-19-06-37(Foto: Shutterstock)

“Co-casas é quando você vive em sua própria casa, seus vizinhos são seus amigos, que partilham valores e objetivos, e todos têm um pouco dos lugares onde vivem, que são de propriedade da colaboração. O que se pretende co-casas é a qualidade da relação com os vizinhos, confiança, amizade e familiaridade. O coração da coisa é a arquitetura social”, diz Lilian.

De acordo com o arquiteto, não há confusão com o nome de cohousing, que é usado geralmente. Ela explica que há duas classes de casas urbanas de colaboração. A primeira é uma casa grande, onde um grupo passa a viver, chamado de casa compartilhada ou co-casa. O segundo, que ela defende, é o co-casas, que são conjuntos de casas colaborativo.

“O tempo mínimo para que um projeto possa acontecer com segurança é de três anos. Vai demorar um ano a trabalhar em grupo, a determinação de desejos, contratos internos, decidir poder financeiro, o dimensionamento, a criação de confiança”.

O segundo ano, ela diz, serve para comprar o imóvel e fazer o projeto arquitetônico, iniciando a etapa de participação com a comunidade. E dar entrada no pedido de aprovação na prefeitura local, bem como escolher a empresa de construção civil. “Pense em um momento sensível de mais de um ano para a construção”.

Alternativa interessante

A psicóloga e gerontóloga Margherita de Cassia Mizan, de 57 anos, acredita que cohousing é uma solução interessante para idosos, que estão a cada dia mais independente, e não quero viver com crianças. De acordo com ela, hoje eles têm apenas como uma alternativa para as instituições de longa permanência (antigos asilos), mas para ficar em um local onde eles podem estabelecer ligações e ainda ter o cuidado de que necessitam, seria muito melhor.

“Cohousin é como se fosse uma aldeia, um condomínio fechado com todos os serviços voltados para atender as necessidades do envelhecimento. Já existe em alguns países do mundo, e não só os idosos, mas também outros grupos que têm outras necessidades. Pessoas por afinidades”, detalha.

De acordo com o psicólogo, cada idoso tem sua característica, e nem sempre os condomínios tradicionais, em sua infra-estrutura, você está preparado para atendê-los. Assim como há o estímulo da relação com os vizinhos.

“O fato de você ter pessoas que se relacionam, que entendem o momento que você está passando, é importante. O princípio básico de cohousing é que as pessoas de lá têm algo que os liga. Os laços afetivos são importantes quando você está bem e saudável, imagine quando ele é mais fraco, frágil e vulnerável”, diz Margherita.

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