{"id":11416,"date":"2018-09-16T06:27:29","date_gmt":"2018-09-16T06:27:29","guid":{"rendered":"http:\/\/corretoraideal.com.br\/blog\/index.php\/2018\/09\/16\/cca_post\/"},"modified":"2018-09-16T06:27:57","modified_gmt":"2018-09-16T06:27:57","slug":"a-crise-de-2008-levou-a-desindustrializacao-e-crise-fiscal-no-brasil-exame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2018\/09\/16\/a-crise-de-2008-levou-a-desindustrializacao-e-crise-fiscal-no-brasil-exame\/","title":{"rendered":"A crise de 2008 levou \u00e0 desindustrializa\u00e7\u00e3o e crise fiscal no Brasil | exame"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11418\" src=\"http:\/\/corretoraideal.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/foto-de-arquivo-de-pessoas-em-uma-feira-de-automoveis-em-sao-paulo.jpeg\" alt=\"Foto de arquivo de pessoas em uma feira de autom&oacute;veis em S&atilde;o Paulo\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><\/p>\n<p>Foto de arquivo de pessoas no sal&atilde;o do autom&oacute;vel em S&atilde;o Paulo 7\/09\/2008 Reuters\/Rodrigo Paiva \/ (Rodrigo Paiva\/Reuters)<\/p>\n<p>Desenvolvimento do sistema financeiro que n&atilde;o existem na maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos no in&iacute;cio salvou o Brasil da pior crise financeira mundial desde a Grande Guerra. No entanto, o baixo valor do d&oacute;lar e o errado, a gest&atilde;o da economia levou &agrave; desindustrializa&ccedil;&atilde;o em um buraco nas contas p&uacute;blicas no Brasil, de acordo com especialistas em Economia Internacional, ouvido pela Ag&ecirc;ncia Brasil.<\/p>\n<p>Professor da Escola Brasileira de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica e de neg&oacute;cios da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV), Istvan Kasznar diz que o Brasil adotou um modelo de uma rea&ccedil;&atilde;o diferente do resto do mundo, na avalia&ccedil;&atilde;o de especialistas em economia internacional. &#8220;Naquele tempo, o Brasil n&atilde;o foi afetado &agrave; primeira vista, porque ele foi adiada a liberaliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica aplica&ccedil;&otilde;es das Finan&ccedil;as&#8221;. O problema principal, pontos de press&atilde;o, ocorreu a introdu&ccedil;&atilde;o dos cr&eacute;ditos tribut&aacute;rios, enquanto outros pa&iacute;ses t&ecirc;m redu&ccedil;&atilde;o de gastos, e buscaram a austeridade.<\/p>\n<p>Em uma tentativa de manter a economia aquecida em meio a crise que tomou propor&ccedil;&otilde;es mundiais, o governo Brasileiro adotou uma s&eacute;rie de medidas, como cortes de impostos para estimular o consumo, congelou os pre&ccedil;os do petr&oacute;leo taxas de juros subsidiadas para a energia el&eacute;ctrica e de expans&atilde;o das isen&ccedil;&otilde;es fiscais. &#8220;Apesar de haver uma pol&iacute;tica monet&aacute;ria rigorosa e o direito, a pol&iacute;tica fiscal &eacute; um dos piores legados que temos hoje de forma errada para interpretar o desenvolvimento c&iacute;clico da economia&#8221;, diz Kasznar.<\/p>\n<p>No meio da Crise Internacional, o governo anunciou a redu&ccedil;&atilde;o do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para carros, eletrodom&eacute;sticos e materiais de constru&ccedil;&atilde;o. Antes da crise de cr&eacute;dito, houve uma redu&ccedil;&atilde;o em dep&oacute;sitos compuls&oacute;rios (dinheiro que os bancos s&atilde;o obrigados a pagar o banco central) imposto sobre opera&ccedil;&otilde;es financeiras (IOF), al&eacute;m do est&iacute;mulo ao cr&eacute;dito por meio de bancos p&uacute;blicos.<\/p>\n<h3>Pontos fracos<\/h3>\n<p>A crise de 2008 levou para o final de um dos principais a ajuda externa tem alimentado o crescimento do Brasil no ano 2000: superciclo de paz. O decl&iacute;nio dos pre&ccedil;os internacionais de produtos agr&iacute;colas e Minerais tem exposto o pa&iacute;s para o qual o Economista Reinaldo Gonsalves chamada &#8220;press&atilde;o de natureza estrutural. &#8220;Nos &uacute;ltimos 20 anos, o Brasil para aprofundar o processo de download gratuito de sua economia, o pa&iacute;s tornou-se mais dependente [produtos prim&aacute;rios]&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>O brasil afetados pela crise com o fim do superciclo das commodities arquivo\/Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n<p>A queda do d&oacute;lar resultante da enorme de dinheiro nos pa&iacute;ses desenvolvidos, &eacute; um complexo quadro. Com o Norte-Americano obra barata, os Brasileiros come&ccedil;aram a viajar mais no exterior e importa&ccedil;&atilde;o de mais, deixando a ind&uacute;stria nacional com todas as condi&ccedil;&otilde;es para competir com os produtos estrangeiros. O fechamento de f&aacute;bricas para trabalhar a desindustrializa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, o que levou ao aumento da depend&ecirc;ncia de commodities.<\/p>\n<p>De acordo com Gon&ccedil;alves, o que explica a dificuldade de coopera&ccedil;&atilde;o da economia Brasileira, mesmo com a situa&ccedil;&atilde;o internacional mais favor&aacute;vel do que era h&aacute; alguns anos atr&aacute;s. Ele diz que n&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o de curto prazo, defende projeto de desenvolvimento de longo prazo. De acordo com o professor da UFRJ, se o pa&iacute;s tenta ajustar o imposto &eacute; muito forte e r&aacute;pido, com cortes nos gastos p&uacute;blicos e a privatiza&ccedil;&atilde;o das grandes estatais do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico poderia piorar mais nos pr&oacute;ximos dois anos.<\/p>\n<p>&#8220;A pretexto de um desejo de resolver uma s&eacute;rie de problemas que exigem a longo prazo, tais como a previd&ecirc;ncia e o limite m&aacute;ximo de despesas que pode ocorrer &eacute; o efeito do uso e de acesso aos segmentos da sociedade mais vulner&aacute;vel. Os ricos est&atilde;o a proteger-se atrav&eacute;s do envio de dinheiro para o exterior, mas as medidas de austeridade atingiu o pequeno empres&aacute;rio, o burocrata, o n&uacute;mero de trabalhadores desempregados. H&aacute; um risco de aumento de muita tens&atilde;o social, que j&aacute; &eacute; alta&#8221;, diz Gonsalves.<\/p>\n<h3>Diversifica&ccedil;&atilde;o<\/h3>\n<p>O Professor de macroeconomia e Economia Internacional da Universidade Federal Fluminense (Uff), Andr&eacute; Nassif diz que os efeitos da industrializa&ccedil;&atilde;o continuam aparecendo no Brasil. Recusou-se carro de isen&ccedil;&otilde;es fiscais para alguns setores que foram no primeiro governo do ex-Presidente da rep&uacute;blica, Dilma Rousseff, ainda, sob o pretexto de est&iacute;mulo econ&ocirc;mico que se iniciou em 2009, o que reduziu as receitas sem levar para o crescimento.<\/p>\n<p>&#8220;Esse tipo de pol&iacute;tica funciona por um tempo, mas a longo prazo, gera infla&ccedil;&atilde;o e baixo crescimento. N&atilde;o h&aacute; garantias de que o projeto de levar o dinheiro de isen&ccedil;&otilde;es fiscais para a gera&ccedil;&atilde;o de emprego. A infla&ccedil;&atilde;o aumenta, devido &agrave; alta demanda, sem a produ&ccedil;&atilde;o de acompanhar o crescimento. A solu&ccedil;&atilde;o para o Brasil seria a de alterar a estrutura da economia e a diversifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e a restaura&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria nacional&#8221;, e as convers&otilde;es.<\/p>\n<p>Gon&ccedil;alves, Rio de Janeiro, Universidade Federal concorda e acrescenta que os cart&eacute;is da economia Brasileira que afetam a inova&ccedil;&atilde;o e o investimento. &#8220;Nenhum grande grupo econ&ocirc;mico no Brasil &eacute; uma refer&ecirc;ncia em inova&ccedil;&atilde;o e tecnologia. Aqui prevalece a explora&ccedil;&atilde;o dos Recursos Naturais e a gest&atilde;o das bandas, que a bancos, passando por setores agr&iacute;colas, de minera&ccedil;&atilde;o para o lado do mercado imobili&aacute;rio&#8221;, critica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto de arquivo de pessoas no sal&atilde;o do autom&oacute;vel em S&atilde;o Paulo 7\/09\/2008 Reuters\/Rodrigo Paiva \/ (Rodrigo Paiva\/Reuters) Desenvolvimento do sistema financeiro que n&atilde;o existem na maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos no in&iacute;cio salvou o Brasil da pior crise financeira mundial desde a Grande Guerra. 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