{"id":19618,"date":"2019-04-11T08:48:25","date_gmt":"2019-04-11T08:48:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/cca_post\/"},"modified":"2019-04-11T08:48:28","modified_gmt":"2019-04-11T08:48:28","slug":"a-formula-das-empresas-com-melhor-reputacao-no-pais-exame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2019\/04\/11\/a-formula-das-empresas-com-melhor-reputacao-no-pais-exame\/","title":{"rendered":"A f\u00f3rmula das empresas com melhor reputa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds | EXAME"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19620\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/fabrica-da-toyota-em-sao-paulo.jpeg\" alt=\"F&aacute;brica da Toyota, em S&atilde;o Paulo\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><\/p>\n<p>F&aacute;brica da Toyota, em S&atilde;o Paulo: bons resultados no neg&oacute;cio e inova&ccedil;&atilde;o&nbsp;(Toyota\/Divulga&ccedil;&atilde;o)<\/p>\n<p><b><\/b>Construir a reputa&ccedil;&atilde;o de uma empresa n&atilde;o &eacute; tarefa simples. Exige um esfor&ccedil;o constante e coerente para cativar todos os p&uacute;blicos com os quais a companhia se relaciona. Mas perd&ecirc;-la tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. &ldquo;Se a empresa &eacute; s&oacute;lida em todas as frentes, dificilmente perder&aacute; a reputa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Lylian Brand&atilde;o, diretora-geral da Merco, empresa dedicada a avaliar a imagem corporativa. &ldquo;Somente uma grave crise pode p&ocirc;r tudo a perder.&rdquo; Publicado com exclusividade por EXAME, o <strong>ranking da Merco sobre reputa&ccedil;&atilde;o<\/strong> est&aacute; em sua quinta edi&ccedil;&atilde;o no Brasil.<\/p>\n<p>Uma crise grave &eacute; o caso da mineradora Vale. Do segundo lugar no ranking de 2013, e sexto no ano seguinte, a Vale caiu para o 70o em 2016, logo ap&oacute;s o rompimento da barragem de Mariana. O ranking deste ano ainda n&atilde;o reflete a cat&aacute;strofe de Brumadinho, ocorrida no fim de janeiro &mdash; a Vale est&aacute; no 46o lugar. &ldquo;Isso mostra que, depois de uma crise, a queda &eacute; r&aacute;pida; e a recupera&ccedil;&atilde;o, demorada&rdquo;, diz Lylian. &ldquo;Com Brumadinho, ela deve despencar novamente.&rdquo;<\/p>\n<p><a href='https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2019\/04\/1183_mkt-merco_1.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19621\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/imagem11-04-2019-08-04-26.png\" alt=\"imagem11-04-2019-08-04-26\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><\/a><\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m o caso do setor de constru&ccedil;&atilde;o. Os esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o derrubaram a Odebrecht de 2015 em diante. E a crise do setor imobili&aacute;rio escanteou a Gafisa, que esteve na lista em 2017 e 2018. Outra empresa que vem sofrendo desgaste &eacute; o Facebook, atingida por esc&acirc;ndalos de fake news e falta de seguran&ccedil;a nos dados dos usu&aacute;rios: tudo isso a fez cair da 20a para a 44a posi&ccedil;&atilde;o na lista.<\/p>\n<p>Poderia ser considerado um esc&acirc;ndalo tamb&eacute;m o fato de que n&atilde;o h&aacute;, no ranking nacional, nenhuma empresa do setor da educa&ccedil;&atilde;o. Na Col&ocirc;mbia existem 14. No Peru, sete. Na Espanha s&atilde;o cinco. &Eacute; um alerta de como o Brasil est&aacute; longe de ter a educa&ccedil;&atilde;o como prioridade. E um sinal das enormes oportunidades nesse setor.<\/p>\n<p>Tirando esses casos extremos, a lista da Merco est&aacute; se tornando mais est&aacute;vel. H&aacute; apenas 16 novas empresas entre as 100 primeiras &mdash; no ano passado foram 20; e no ano anterior, 30. As ascens&otilde;es e quedas tamb&eacute;m est&atilde;o mais discretas. Em 2018 havia ganhos de mais de 50 posi&ccedil;&otilde;es e perdas de mais de 70 posi&ccedil;&otilde;es. Neste ano, as oscila&ccedil;&otilde;es m&aacute;ximas ficaram entre 20 e 31 posi&ccedil;&otilde;es. &ldquo;&Eacute; uma tend&ecirc;ncia internacional. As empresas brasileiras est&atilde;o fazendo trabalhos s&oacute;lidos para melhorar a reputa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz Lylian.<\/p>\n<p>Nesse contexto de estabilidade, entrar no clube das dez melhores reputa&ccedil;&otilde;es &eacute; um feito. Foi o que se deu com a Toyota, no ano em que comemorou 60 anos no Brasil. A montadora japonesa subiu nove posi&ccedil;&otilde;es, para o d&eacute;cimo lugar. Em boa medida, a melhora no ranking tem a ver com os &oacute;timos resultados da Toyota no pa&iacute;s e seu trabalho de aproxima&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia com os consumidores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19622\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/imagem11-04-2019-08-04-27.jpeg\" alt=\"imagem11-04-2019-08-04-27\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img>Regi&atilde;o de Brumadinho: o novo desastre dever&aacute; anular a recupera&ccedil;&atilde;o da imagem da Vale | Washington Alves\/Reuters<\/p>\n<p>A Merco investiga uma s&eacute;rie de quesitos, com base em 3.164 entrevistas realizadas com tr&ecirc;s grandes grupos: executivos de grandes empresas, especialistas de v&aacute;rios setores (analistas financeiros, membros do governo, acad&ecirc;micos e representantes de ONGs, entre outros) e consumidores. O resultado &eacute; auditado pela consultoria KPMG. De todas as vari&aacute;veis, no entanto, duas s&atilde;o cruciais. Entre os empres&aacute;rios os resultados comerciais e financeiros foram os mais citados como essenciais &agrave; reputa&ccedil;&atilde;o. Entre os consumidores as quest&otilde;es de &eacute;tica e de transpar&ecirc;ncia foram os fatores positivos mais mencionados.<\/p>\n<p>E isso explica a ascens&atilde;o da Toyota. A empresa terminou o ano com recorde hist&oacute;rico de 200.000 carros vendidos, 5,3% mais do que em 2017. Tamb&eacute;m exportou para a Am&eacute;rica Latina 65.000 unidades. Em 2019, ela espera elevar as vendas em 9,5%. No ano passado, come&ccedil;ou a testar, no modelo Prius, a tecnologia h&iacute;brido-flex, que une o motor el&eacute;trico ao motor a combust&atilde;o (tanto a gasolina quanto a &aacute;lcool). Neste ano, o sistema ser&aacute; aplicado a um modelo ainda n&atilde;o divulgado. &ldquo;O Brasil ser&aacute; o primeiro pa&iacute;s a produzir carros com essa tecnologia&rdquo;, diz Rafael Chang, presidente local da Toyota. A empresa tamb&eacute;m fortaleceu o debate sobre mobilidade urbana e energias limpas nos comit&ecirc;s internos de governan&ccedil;a. E intensifica a comunica&ccedil;&atilde;o com consumidores. &ldquo;O pessoal quer que eu fale diretamente com nossos clientes nas redes sociais. Ainda prefiro papel e caneta, mas topei o desafio&rdquo;, afirma Chang.<\/p>\n<p><a href='https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2019\/04\/1183_mkt-merco_2.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19623\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/imagem11-04-2019-08-04-27.png\" alt=\"imagem11-04-2019-08-04-27\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><\/a><\/p>\n<p>O Bradesco tamb&eacute;m entrou no clube das dez primeiras. Recuperando-se de uma queda abrupta em 2018, o banco subiu 23 posi&ccedil;&otilde;es, para o oitavo lugar. Novamente, a ascens&atilde;o pode ser explicada por resultados financeiros, inova&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o ao consumidor. No balan&ccedil;o mais recente, bateu recorde de lucro (21,6 bilh&otilde;es de reais, 13,4% mais do que em 2017), embora tenha sido ultrapassado em rentabilidade pelo Santander. A carteira expandida de cr&eacute;dito cresceu 7,8%, para 351 bilh&otilde;es. O Bradesco investiu 6 bilh&otilde;es de reais em tecnologia, com a assistente virtual Bia, o banco digital Next e a atualiza&ccedil;&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;A Bia j&aacute; tem 90% de acur&aacute;cia e completou 100 milh&otilde;es de transa&ccedil;&otilde;es com 8,3 milh&otilde;es de clientes&rdquo;, diz Leandro Miranda, diretor executivo do Bradesco. O banco tamb&eacute;m criou um novo logo, de inspira&ccedil;&atilde;o mais inclusiva. &ldquo;Agora h&aacute; um degrad&ecirc; que passa pelo vermelho, mas vai do roxo ao rosa. &Eacute; a maneira de mostrar nossa diversidade de colaboradores e clientes&rdquo;, afirma. Hoje, 51% dos funcion&aacute;rios s&atilde;o mulheres e 26% s&atilde;o negros.<\/p>\n<p>A Merco tamb&eacute;m produz um ranking dos <strong>100 l&iacute;deres com melhor reputa&ccedil;&atilde;o<\/strong>, com as opini&otilde;es de diretores de empresas. Essa lista mudou pouco. Luiza Trajano, do Magazine Luiza, manteve a lideran&ccedil;a. Roberto Setubal, do Ita&uacute; Unibanco, assumiu o segundo lugar. S&oacute; um nome saiu da lista dos dez primeiros: Silvio Santos, que caiu da oitava para a 11a posi&ccedil;&atilde;o. Em seu lugar entrou Bernardo Pinto Paiva, da Ambev, em nono. Apesar de Luiza estar no topo, a lista &eacute; dominada por homens. A segunda mulher, Paula Bellizia, da Microsoft, aparece em 14o lugar. A porcentagem de mulheres &eacute; baix&iacute;ssima, mas reflete a propor&ccedil;&atilde;o delas em cargos de lideran&ccedil;a, segundo Sofia Esteves, fundadora da consultoria de carreira Cia de Talentos. &Eacute; uma ascens&atilde;o ainda a ser constru&iacute;da.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F&aacute;brica da Toyota, em S&atilde;o Paulo: bons resultados no neg&oacute;cio e inova&ccedil;&atilde;o&nbsp;(Toyota\/Divulga&ccedil;&atilde;o) Construir a reputa&ccedil;&atilde;o de uma empresa n&atilde;o &eacute; tarefa simples. Exige um esfor&ccedil;o constante e coerente para cativar todos os p&uacute;blicos com os quais a companhia se relaciona. 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