{"id":19787,"date":"2019-04-13T14:46:56","date_gmt":"2019-04-13T14:46:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/cca_post\/"},"modified":"2019-04-13T14:46:57","modified_gmt":"2019-04-13T14:46:57","slug":"ha-50-anos-ruth-rocha-dedica-se-a-escrever-livros-para-criancas-exame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2019\/04\/13\/ha-50-anos-ruth-rocha-dedica-se-a-escrever-livros-para-criancas-exame\/","title":{"rendered":"H\u00e1 50 anos, Ruth Rocha dedica-se a escrever livros para crian\u00e7as | EXAME"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19789\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ruth-rocha.jpeg\" alt=\"Ruth Rocha\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><\/p>\n<p>Ruth Rocha: com obras adotadas por escolas ao longo de d&eacute;cadas, escritora ajudou na forma&ccedil;&atilde;o de milhares de crian&ccedil;as&nbsp;(Facebook\/Divulga&ccedil;&atilde;o)<\/p>\n<p>Ela faz gin&aacute;stica e RPG para manter a sa&uacute;de; recorre a audiolivros em dias em que a vis&atilde;o est&aacute; mais comprometida; e tem, ainda hoje, a folha em branco como seu maior desafio. Falamos de Ruth Rocha, consagrada escritora de <strong><a href='https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/livros\/' target='_blank' rel='noopener'>livros<\/a><\/strong> infantojuvenis que, em 2019, completa 50 anos de carreira. A autora de cl&aacute;ssicos como Marcelo, Marmelo, Martelo e O Reizinho Mand&atilde;o recebeu o jornal <strong>O Estado de S. Paulo<\/strong> para uma entrevista exclusiva em sua casa, em S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>Soci&oacute;loga de forma&ccedil;&atilde;o, Ruth Rocha trabalhou como orientadora educacional no Col&eacute;gio Rio Branco, em S&atilde;o Paulo. Mas foi na revista Recreio que nasceu a escritora: sua amiga Sonia Robatto, que &agrave; &eacute;poca editava a publica&ccedil;&atilde;o, em tom de brincadeira, a trancou em uma sala e disse que s&oacute; a libertaria de l&aacute; caso Ruth escrevesse uma hist&oacute;ria. Assim surgiu, em 1969, Romeu e Julieta, um conto sobre duas borboletas de cores diferentes, que juntas enfrentam o preconceito. A partir da&iacute;, o c&eacute;u virou o limite &ndash; j&aacute; s&atilde;o 212 livros publicados e vendas na casa dos milh&otilde;es de exemplares, no Brasil e no exterior.<\/p>\n<p>Veja tamb&eacute;m<\/p>\n<ul>\n<li><a class='widget-news-thumb mini' href='https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/o-que-esperar-da-literatura-brasileira-em-2019\/' rel='bookmark'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19790\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/o-que-esperar-da-literatura-brasileira-em-2019.jpeg\" alt=\"O que esperar da literatura brasileira em 2019\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><\/a><a href='\/brasil' class='widget-news-item-category color-theme'>BRASIL<\/a><a href='https:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/o-que-esperar-da-literatura-brasileira-em-2019\/' class=''>O que esperar da literatura brasileira em 2019?<\/a><i>query_builder<\/i> 12 jan 2019 &#8211; 12h01<\/li>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p>Com obras adotadas por escolas ao longo de d&eacute;cadas, Ruth Rocha ajudou na forma&ccedil;&atilde;o de milhares de crian&ccedil;as. &ldquo;Sinto a responsabilidade, &eacute; claro, mas eu acho que sempre escrevi coisas positivas e importantes. Eu falo sobre justi&ccedil;a, verdade, amizade, sustentabilidade, direitos humanos. Eu condeno o autoritarismo&rdquo;, diz a escritora, oito vezes vencedora do Pr&ecirc;mio Jabuti e membro da Academia Paulista de Letras. J&aacute; lan&ccedil;ou livros na ONU e no Sal&atilde;o Negro do Congresso Nacional.<\/p>\n<p>De fato, para ela, dedicar-se a livros infantojuvenis nunca foi impeditivo para tratar de temas s&eacute;rios. Ruth Rocha escreveu s&aacute;tiras &agrave; ditadura militar, em meio &agrave; censura e &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o a opositores dos anos de chumbo. &ldquo;Fazer isso me deixava tensa, claro, eu tinha um medo danado. Mas tinha de fazer.&rdquo;<\/p>\n<p>Uma das cr&iacute;ticas ao regime &eacute; o livro O Reizinho Mand&atilde;o, inclu&iacute;do na lista de honra do pr&ecirc;mio internacional Hans Christian Andersen. A hist&oacute;ria traz um l&iacute;der que mandava todo mundo calar a boca; o povo, de t&atilde;o calado, esqueceu como falar. A escritora conta um epis&oacute;dio que viveu em uma escola, quando comentava sobre a obra com crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>&ldquo;Esse &eacute; o presidente?&rdquo;, perguntou um menino.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute;, digamos que pode ser um pai, um irm&atilde;o mand&atilde;o&hellip;&rdquo;, respondi, evasiva, pois est&aacute;vamos no auge da ditadura.<\/p>\n<p>&ldquo;Mas esse &eacute; o presidente&rdquo;, insistiu a crian&ccedil;a.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute;&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;Voc&ecirc; n&atilde;o tem medo da pol&iacute;cia, n&atilde;o?&rdquo;<\/p>\n<p>Hoje, Ruth ri da passagem, mas lembra-se de que tinha medo, de fato, de retalia&ccedil;&otilde;es do governo. &ldquo;N&atilde;o viram o que eu estava dizendo. Na verdade, eles n&atilde;o olharam hist&oacute;ria infantil, s&oacute; vigiavam a m&uacute;sica popular.&rdquo;<\/p>\n<p>Outro sucesso da autora &ndash; o maior em termos de vendas, com mais de 20 milh&otilde;es de exemplares comercializados at&eacute; hoje &ndash; &eacute; Marcelo, Marmelo, Martelo. J&aacute; foi adaptado para o teatro e ser&aacute; transformado em s&eacute;rie pela produtora Coiote, mas n&atilde;o &eacute; o preferido de sua criadora. &ldquo;Na verdade, n&atilde;o sei dizer de qual eu gosto mais. V&aacute;rios fizeram &eacute;poca.&rdquo;<\/p>\n<p>O que Ruth Rocha diria a pais que querem incentivar filhos a ler? &ldquo;Leiam. Comprem livros, contem hist&oacute;rias. Crian&ccedil;a gosta de novidade, de aprender&rdquo;, afirma. A escritora gosta da liberdade com a qual as crian&ccedil;as s&atilde;o criadas hoje em dia &ndash; &ldquo;tudo bem que, &agrave;s vezes, extrapola&rdquo;, diz, mas, para ela, isso ainda &eacute; melhor do que o autoritarismo de antigamente.<\/p>\n<p>Ruth Rocha gosta de ler poesias de Manuel Bandeira, Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes e Cec&iacute;lia Meirelles, mas tamb&eacute;m se dedica a best-sellers, como Sapiens e Homo Deus, duas publica&ccedil;&otilde;es de Yuval Harari. &ldquo;Quem n&atilde;o l&ecirc;, n&atilde;o escreve&rdquo;, diz. Aos 88 anos, n&atilde;o pensa, nem de longe, em parar de fazer o que ama: produzir literatura infantojuvenil. &ldquo;&Eacute; quase como parar de viver!&rdquo;<\/p>\n<p>Pouco afeita ao computador, est&aacute; escrevendo, &agrave; m&atilde;o, um novo livro, o Almanaque do Marcelo, com piadas, historinhas e curiosidades. O &lsquo;novo filho&rsquo; deve ser lan&ccedil;ado at&eacute; o final do ano, para sorte das crian&ccedil;as &ndash; e dos adultos tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal <strong>O Estado de S. Paulo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ruth Rocha: com obras adotadas por escolas ao longo de d&eacute;cadas, escritora ajudou na forma&ccedil;&atilde;o de milhares de crian&ccedil;as&nbsp;(Facebook\/Divulga&ccedil;&atilde;o) Ela faz gin&aacute;stica e RPG para manter a sa&uacute;de; recorre a audiolivros em dias em que a vis&atilde;o est&aacute; mais comprometida; e tem, ainda hoje, a folha em branco como seu maior desafio. 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