{"id":20543,"date":"2019-04-20T18:20:59","date_gmt":"2019-04-20T18:20:59","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/cca_post\/"},"modified":"2019-04-20T18:21:00","modified_gmt":"2019-04-20T18:21:00","slug":"aplicativo-de-doacoes-digitais-combate-pobreza-nas-ruas-de-londres-tecnologia-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2019\/04\/20\/aplicativo-de-doacoes-digitais-combate-pobreza-nas-ruas-de-londres-tecnologia-g1\/","title":{"rendered":"Aplicativo de doa\u00e7\u00f5es digitais combate pobreza nas ruas de Londres | Tecnologia | G1"},"content":{"rendered":"<p> Os moradores de rua de Londres j&aacute; n&atilde;o recebem esmolas dos pedestres. &#8220;N&atilde;o tenho trocado&#8221;, ouvem. E, embora soe como uma desculpa, &eacute; realmente o reflexo de uma sociedade na qual quase ningu&eacute;m mais anda com dinheiro no bolso. <\/p>\n<p> Mas, e se a tecnologia permitisse que este coletivo pudesse continuar recebendo doa&ccedil;&otilde;es sem que os transeuntes precisem ter dinheiro na m&atilde;o? <\/p>\n<p> Agora, isso &eacute; poss&iacute;vel com um smartphone e um c&oacute;digo QR, gra&ccedil;as &agrave; espanhola Irene L&oacute;pez e sua equipe, que desenvolveram o &#8220;Giving Streets&#8221;, um aplicativo que ser&aacute; lan&ccedil;ado na capital brit&acirc;nica em setembro. <\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20545\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/grego-pede-esmola-em-atenas-foto-afp.jpeg\" alt=\"Grego pede esmola em Atenas &mdash; Foto: AFP\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20546\" src=\"http:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/grego-pede-esmola-em-atenas-foto-afp-1.jpeg\" alt=\"Grego pede esmola em Atenas &mdash; Foto: AFP\" width=\"800\" height=\"400\" \/><\/img> <\/p>\n<p> Grego pede esmola em Atenas &mdash; Foto: AFP <\/p>\n<p> &#8220;O futuro do dinheiro &eacute; virtual&#8221;, disse L&oacute;pez em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia Efe, &#8220;e n&oacute;s n&atilde;o pod&iacute;amos olhar para outro lado enquanto havia pessoas que estavam sendo exclu&iacute;das de uma realidade na qual &eacute; cada vez mais dif&iacute;cil ser espont&acirc;neo na hora de dar donativos&#8221;. <\/p>\n<p> Diante deste cen&aacute;rio e a fim de fomentar uma sociedade sem dinheiro mais inclusiva, o projeto &#8220;Giving Streets&#8221; surgiu h&aacute; dois anos, quando esta soci&oacute;loga industrial e seus companheiros se deram conta de que este era um &#8220;problema global&#8221; que ficava mais evidente em pa&iacute;ses como o Reino Unido, o terceiro do mundo com menos dinheiro em esp&eacute;cie. <\/p>\n<p> Para L&oacute;pez e sua equipe, a solu&ccedil;&atilde;o para esta exclus&atilde;o social estava na tecnologia, nos aplicativos e, especificamente, nos c&oacute;digos QR (Quick Response &#8211; Resposta R&aacute;pida), que s&atilde;o c&oacute;digos de barras bidimensionais que, ao serem escaneados, d&atilde;o acesso imediato a seu conte&uacute;do. <\/p>\n<p> &#8220;Optarmos por este formato ao inv&eacute;s de pagamentos &#8216;contactless&#8217; transforma a iniciativa em um projeto muito mais sustent&aacute;vel, flex&iacute;vel e barato, pois n&atilde;o dependemos de nenhum terminal com hardware que precisa de conex&atilde;o com a internet e que consome energia&#8221;, explicou L&oacute;pez. <\/p>\n<p> O &#8220;Giving Streets&#8221; come&ccedil;a com uma f&oacute;rmula que &eacute; muito simples: abrir a c&acirc;mera do celular, escanear &#8211; fotografar &#8211; o c&oacute;digo QR que te leva a um site e, por &uacute;ltimo, doar a quantia que quiser ap&oacute;s fazer um cadastro ou de forma an&ocirc;nima. <\/p>\n<p> Desta forma, &eacute; efetuada uma transa&ccedil;&atilde;o virtual que s&oacute; precisa de dois elementos: um telefone celular nas m&atilde;os do doador e um cart&atilde;o de papel pessoal e intransfer&iacute;vel com tal c&oacute;digo QR entregue previamente ao beneficiado por uma das organiza&ccedil;&otilde;es beneficentes, hot&eacute;is ou entidades associadas ao projeto. <\/p>\n<p> Neste sentido, L&oacute;pez destacou a import&acirc;ncia destes intermedi&aacute;rios, que atuam como canais de distribui&ccedil;&atilde;o e que se encarregam de cadastrar e identificar os moradores de rua que vivem de esmolas, para garantir ao usu&aacute;rio um processo transparente e confi&aacute;vel.&#8221;O cart&atilde;o com o c&oacute;digo QR do receptor atua como uma carteira digital na qual o dinheiro doado vai sendo acumulado e essa quantia virtual pode ser trocada depois, por exemplo, por comida em um supermercado ou por uma noite em um hotel&#8221;, detalhou L&oacute;pez sobre o procedimento do &#8220;Giving Streets&#8221;, que, em nenhum caso, inclui dinheiro vivo. <\/p>\n<p> Deste modo, elimina-se ao mesmo tempo a barreira digital de acesso a novas tecnologias que existe para os sem-teto, pois estes n&atilde;o t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de dispor de um celular para receber uma doa&ccedil;&atilde;o, simplesmente devem ter &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o um cart&atilde;o de papel.Neste ponto, a espanhola tamb&eacute;m ressaltou a possibilidade de fazer microdoa&ccedil;&otilde;es &#8220;para que os cidad&atilde;os com menos recursos ou as pessoas jovens possam transferir cotas pequenas se assim desejarem&#8221;. <\/p>\n<p> Al&eacute;m da doa&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea, o &#8220;Giving Streets&#8221; tamb&eacute;m oferece ao usu&aacute;rio um painel de acompanhamento do dinheiro transferido. <\/p>\n<p> &#8220;O indiv&iacute;duo que doa sabe onde vai investir sua ajuda porque recebe uma notifica&ccedil;&atilde;o de onde a esmola foi gasta, um aspecto que gera uma resposta positiva espl&ecirc;ndida e faz o usu&aacute;rio se sentir &agrave; vontade doando porque tem informa&ccedil;&otilde;es do destino da sua doa&ccedil;&atilde;o&#8221;, comentou L&oacute;pez, acrescentando que existem controles que pro&iacute;bem gastar em &aacute;lcool, entre outros produtos. <\/p>\n<p> Esta solu&ccedil;&atilde;o moderna s&oacute; conta com dois inconvenientes, segundo a espanhola, que s&atilde;o a ado&ccedil;&atilde;o e o financiamento. <\/p>\n<p> A primeira &eacute; quest&atilde;o de tempo e, para a segunda, L&oacute;pez e sua equipe v&atilde;o levar o &#8220;Giving Streets&#8221; na primeira semana de maio a Amsterd&atilde;, na Holanda, onde acontecer&aacute; a final do concurso &#8220;The Chivas Venture&#8221;, &agrave; qual chegaram ap&oacute;s vencerem em dezembro do ano passado o pr&ecirc;mio de empreendedores do ano na Inglaterra. <\/p>\n<p> L&oacute;pez &eacute; especialmente positiva quanto ao &#8220;Voto do P&uacute;blico&#8221;, pois espera que v&aacute;rias pessoas visitem o &#8220;Giving Streets&#8221; para apoiar sua iniciativa antes de 30 de abril e ganhar assim os US$ 100 mil desta categoria. <\/p>\n<p> Esta recompensa econ&ocirc;mica seria usada no futuro para transformar os cart&otilde;es de c&oacute;digo QR em cadernetas de poupan&ccedil;a e ajudar as pessoas sem-teto a pagar um aluguel gra&ccedil;as &agrave;s doa&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias. <\/p>\n<ul><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os moradores de rua de Londres j&aacute; 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