{"id":51040,"date":"2023-07-23T05:29:40","date_gmt":"2023-07-23T05:29:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=51040"},"modified":"2023-07-23T05:29:40","modified_gmt":"2023-07-23T05:29:40","slug":"violencia-domestica-no-campo-isolamento-longas-distancias-vergonha-o-que-impede-mulheres-de-denunciar-e-receber-atendimento-agronegocios-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2023\/07\/23\/violencia-domestica-no-campo-isolamento-longas-distancias-vergonha-o-que-impede-mulheres-de-denunciar-e-receber-atendimento-agronegocios-g1\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia dom\u00e9stica no campo: isolamento, longas dist\u00e2ncias, vergonha&#8230; o que impede mulheres de denunciar e receber atendimento | Agroneg\u00f3cios | G1"},"content":{"rendered":"<p>                <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-51042\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/violencia-domestica-no-campo-a-saga-de-mulheres-para-denunciar-agressoes-no-meio-rural.jpeg\" alt=\"Viol\u00eancia dom\u00e9stica no campo: a saga de mulheres para denunciar agress\u00f5es no meio rural\" width=\"800\" height=\"400\" \/>      <\/p>\n<p> Viol\u00eancia dom\u00e9stica no campo: a saga de mulheres para denunciar agress\u00f5es no meio rural <\/p>\n<p> Horas para chegar at\u00e9 hospitais, delegacias e servi\u00e7os de assist\u00eancia social. Medo de denunciar e n\u00e3o ser acolhida. Isolamento. Falta de recursos financeiros. <\/p>\n<p> Esses s\u00e3o alguns obst\u00e1culos que mulheres de \u00e1reas rurais e de floresta ainda enfrentam para conseguir romper com a viol\u00eancia no ambiente dom\u00e9stico e familiar. <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2023\/07\/22\/saiba-como-denunciar-violencia-domestica.ghtml\">Como denunciar viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a><\/li>\n<li><strong>EXCLUSIVO g1: <\/strong><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2023\/07\/22\/brasil-teve-mais-de-30-mil-denuncias-de-mulheres-vitimas-de-violencia-domestica-no-campo-em-2022.ghtml\">Brasil teve mais de 30 mil den\u00fancias de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica no campo em 2022<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p> O crime passou a ser punido no Brasil em 2006, a partir da implementa\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha. Mas v\u00edtimas e pesquisadoras entrevistadas pelo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a> afirmam que, de l\u00e1 para c\u00e1, pouca estrutura foi criada por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para levar suporte a moradoras do interior do pa\u00eds. <\/p>\n<p> Nesta reportagem, tr\u00eas mulheres moradoras de \u00e1reas rurais relatam como foi viver com os seus agressores durante anos em regi\u00f5es isoladas, sem nenhuma ajuda, e as dificuldades para romper rela\u00e7\u00f5es e conseguir denunciar. <strong>Veja a seguir.<\/strong> <\/p>\n<p> <strong>Clique no player e ou\u00e7a o relato de Ivany.<\/strong> <\/p>\n<p> Ivany Schultz Reichardt, moradora de <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/vales-mg\/cidade\/teofilo-otoni\/\">Te\u00f3filo Otoni (MG)<\/a>, passou boa parte de sua vida em estado de viol\u00eancia. Primeiro, por causa de seu esposo. Depois, por causa do irm\u00e3o. Ela estava gr\u00e1vida quando sofreu a primeira agress\u00e3o do ex-marido, no final dos anos 80. <\/p>\n<p> \u201cEle correu atr\u00e1s de mim e eu fui por um rio. Quando entrei no rio, minha perna n\u00e3o alcan\u00e7ou e eu ca\u00ed de cabe\u00e7a pra baixo, e ele ficou em cima de mim me espancando\u201d, lembra. <\/p>\n<p>As agress\u00f5es tiveram in\u00edcio quando o marido come\u00e7ou a beber. \u201cEu n\u00e3o tinha para quem pedir ajuda. N\u00e3o tinha vizinho e meus pais moravam longe\u201d. <\/p>\n<p> Os dois trabalhavam na ro\u00e7a, como empregados em fazendas da regi\u00e3o. Mas era o esposo quem ficava com todo o dinheiro. Ela chegou a denunci\u00e1-lo algumas vezes. \u201cMas a pol\u00edcia soltava ele na estrada. Ele voltava\u201d. <\/p>\n<p> Em um dos epis\u00f3dios mais dram\u00e1ticos, o ex-marido a agrediu com uma enxada. O golpe chegou a afundar a cabe\u00e7a do filho rec\u00e9m-nascido que Ivany segurava nos bra\u00e7os. <\/p>\n<p> A partir daquele momento foram mais de 10 horas de terror at\u00e9 ela conseguir ajuda. O marido a trancou no quarto com medo de ser descoberto, mas Ivany conseguiu fugir pela janela com o filho. <\/p>\n<p> \u201cPassei a noite velando o meu filho\u201d, lembra. De manh\u00e3, ela finalmente seguiu viagem e foram mais 3 horas de espera. \u201cQuando eu cheguei, meu filho estava com o rostinho todo azul, mas respirava\u201d. <\/p>\n<p> O filho de Ivany conseguiu ser operado e hoje, com mais de 30 anos, vive sem sequelas. Mas ela s\u00f3 rompeu o casamento 16 anos ap\u00f3s este epis\u00f3dio. O ex-marido morreu h\u00e1 alguns anos. <\/p>\n<p>\u201cPensei que eu estava livre, mas era s\u00f3 no pensamento, porque eu tinha um irm\u00e3o muito agressivo tamb\u00e9m. Ele me amea\u00e7ava com fac\u00e3o, me pisoteava com cavalo\u201d. <\/p>\n<p> Em 2018, Ivany ganhou for\u00e7as para denunciar o irm\u00e3o, uma decis\u00e3o que contrariou toda a sua fam\u00edlia. Isso aconteceu gra\u00e7as a um projeto criado por uma policial militar, chamado<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/monitor-da-violencia\/noticia\/2021\/08\/07\/quatro-iniciativas-para-o-combate-a-violencia-contra-a-mulher-veja-como-elas-funcionam.ghtml\"> Mulher Livre de Viol\u00eancia (MLV)<\/a>, que parou na pandemia, e est\u00e1 retomando, aos poucos, as atividades. <\/p>\n<p> A iniciativa leva informa\u00e7\u00f5es sobre a Lei Maria da Penha a mulheres rurais, com o objetivo de prevenir e combater casos como o de Ivany. <\/p>\n<p> \u201cQuando tinha encontro era uma festa. Mulheres que moravam distante sa\u00edam cedinho pra poder participar. Chegavam cheia de lama, empoeiradas, de bicicleta, mas iam, porque eram mulheres iguais mim, que tinham medo\u201d, lembra Ivany sobre o projeto. <\/p>\n<p> <strong>Clique no player e ou\u00e7a o relato da Luzia. <\/strong> <\/p>\n<p> Ser amea\u00e7ada com uma arma foi o estopim para Luzia Derc\u00edlia Costa, de <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ac\/acre\/cidade\/rio-branco\/\">Rio Branco<\/a> (Acre), decidir terminar a rela\u00e7\u00e3o, que durou 8 anos. Na \u00e9poca, ela morava em uma \u00e1rea de floresta em Bujari, a cerca de 51 km da capital. <\/p>\n<p>Primeiro, o ex-marido era agressivo com as palavras. &quot;Mas a gente nunca pensa que isso \u00e9 uma agress\u00e3o&quot;, diz a mulher.<\/p>\n<p> Quando ele arranjou uma amante, come\u00e7ou a ficar ciumento e a amea\u00e7ar Luzia. O companheiro sa\u00eda de casa com uma faca na mochila, dizendo que iria mat\u00e1-la se descobrisse que tinha outro homem. Em outra ocasi\u00e3o, ele colocou uma arma em cima da mesa, repetindo o discurso.<strong> <\/strong> <\/p>\n<p> Quando o ex-marido resolveu assumir a sua amante, a expulsou de casa, colocou seus bens na estrada e trocou a fechadura. Foi o que motivou a professora a ir \u00e0 delegacia pela primeira vez. <strong>Sem servi\u00e7os de seguran\u00e7a pr\u00f3ximos<\/strong>, a professora rural precisou esperar o dia seguinte, pois precisava fretar um transporte. <\/p>\n<p> Apesar do esfor\u00e7o, o marido n\u00e3o foi chamado para depor. Luzia, ent\u00e3o, resolveu invadir a pr\u00f3pria casa, mas recebeu mais amea\u00e7as e suas coisas foram novamente colocadas para fora. Al\u00e9m disso, o marido a denunciou por invas\u00e3o e ela foi chamada para depor. <\/p>\n<p>\u201cUma coisa que me deixou triste, n\u00e9? No meio disso tudo, foi que ele s\u00f3 foi chamado para a delegacia quando ele foi l\u00e1 fazer queixa de mim e, ent\u00e3o de imediato, eu fui chamada para fazer o depoimento, quando ele ainda nem sabia que eu tinha feito uma queixa contra ele\u201d, relata. <\/p>\n<p> Apesar de o marido j\u00e1 ter a propriedade quando se casaram, Luzia investia seu sal\u00e1rio na produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Ainda assim, o marido vendeu parte das cabe\u00e7as de gado e repassou um valor inferior a ela.  <\/p>\n<p> Com medo de ele preparar alguma emboscada em meio \u00e0 mata, a professora decidiu deixar a zona rural e se mudar para Rio Branco, onde d\u00e1 aulas hoje. <\/p>\n<p> \u201cTudo o que me aconteceu me afetou muito. Eu pesava 60 kg na \u00e9poca, dentro de 1 m\u00eas perdi 8,6 kg. Eu fui muito afetada tamb\u00e9m no meu trabalho\u201d. <\/p>\n<p> Atualmente, Luzia tem uma liminar que impede que o ex-marido se aproxime dela. <\/p>\n<p> A pris\u00e3o da produtora rural Helena Jos\u00e9 Gomes, de <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/triangulo-mineiro\/cidade\/joao-pinheiro\/\">Jo\u00e3o Pinheiro (MG)<\/a>, era o seu relacionamento, que durou 9 anos. <\/p>\n<p>Ela vivia em isolamento. O companheiro n\u00e3o permitia que ela convivesse com outras pessoas, nem mesmo uma filha j\u00e1 adulta de um relacionamento anterior. A produtora tamb\u00e9m n\u00e3o podia ter redes sociais ou at\u00e9 um celular. <\/p>\n<p> Helena explica que essa pris\u00e3o foi constru\u00edda aos poucos e de forma subliminar: \u201cEle n\u00e3o falava que n\u00e3o queria que eu fosse na vizinha, mas, se eu fosse l\u00e1, quando chegasse em casa, ele estaria bravo\u201d. E, para evitar brigas, ela n\u00e3o ia. <\/p>\n<p> A produtora rural foi diagnosticada com depress\u00e3o, mas o marido n\u00e3o permitia que ela tratasse a doen\u00e7a, para ele \u201cdepress\u00e3o se cura com reza\u201d. <\/p>\n<p> A agricultora era constantemente ofendida pelo marido, chamada de \u201cidiota\u201d, por exemplo. Mas fora de casa, ningu\u00e9m sabia como era a verdadeira conviv\u00eancia do casal. <\/p>\n<p> \u201cEu fiquei calada durante os nove anos. Os vizinhos j\u00e1 disseram que pensavam que n\u00f3s dois viv\u00edamos bem. E quando eu resolvi dar o grito, eu n\u00e3o tinha falado antes de vergonha, porque a gente era considerado aqui o casal nota 10\u201d, relata. <\/p>\n<p> <strong>Clique no player e ou\u00e7a relato da Helena. <\/strong> <\/p>\n<p> A princ\u00edpio, ela creditava o comportamento violento \u00e0s d\u00edvidas, mas, quando os pagamentos da propriedade foram quitados, Helena entendeu que era algo a mais. Foi a\u00ed que o \u201cgrito\u201d aconteceu e ela resolveu fugir de casa e ir morar com a filha. <\/p>\n<p> Contudo, como muitas mulheres do campo, <strong>todos os bens e dinheiro eram controlados pelo marido<\/strong>, que decidiu vender parte das cabe\u00e7as de gado do casal e ficar com todo o valor, dinheiro que nunca foi recuperado por Helena. <\/p>\n<p> Hoje, a agricultora tem uma medida protetiva contra o ex-marido, enfrenta o processo de div\u00f3rcio na Justi\u00e7a e recuperou o direito \u00e0 sua casa. <\/p>\n<p><h2>Tr\u00eas hist\u00f3rias, um drama social<\/h2>\n<\/p>\n<p> As hist\u00f3rias de Ivany, Luzia e Helena, apesar de muito particulares, revelam um drama que milhares de mulheres passam em sil\u00eancio no interior do Brasil. <\/p>\n<p> Relatos como o delas s\u00e3o comuns, por exemplo, no dia a dia de trabalho das pesquisadoras do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/universidade\/ufsm\/\">UFSM<\/a>) Marta Cocco da Costa e Jaqueline Arboit. <\/p>\n<p> Elas estudam como se d\u00e1 a viol\u00eancia dom\u00e9stica em \u00e1reas rurais do Sul do Brasil e o acesso das v\u00edtimas \u00e0 rede de sa\u00fade. <\/p>\n<p> J\u00e1 a pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Juliana Lemes da Cruz estuda o tema no Vale do Mucuri, no nordeste de Minas Gerais. Ela \u00e9 policial militar e conselheira do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP). <\/p>\n<p> Segundo as tr\u00eas, o que \u00e9<strong> comum entre as v\u00edtimas s\u00e3o<\/strong>: <\/p>\n<p> <strong>\u27a4 o isolamento:<\/strong> o fato de muitas mulheres do campo morarem distantes de vizinhos, familiares e de espa\u00e7os de coletivos de conviv\u00eancia dificulta o pedido de socorro e o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre como romper o ciclo de agress\u00f5es. <\/p>\n<p> <strong>\u27a4 a dist\u00e2ncia dos servi\u00e7os de sa\u00fade:<\/strong> hospitais com mais estrutura dificilmente est\u00e3o localizados nos munic\u00edpios das v\u00edtimas e os postos de sa\u00fade, em geral, tem hor\u00e1rio de funcionamento limitado. Al\u00e9m disso, muitas n\u00e3o t\u00eam carro e dependem de \u00f4nibus e barcos fretados, que passam em hor\u00e1rios espec\u00edficos. <\/p>\n<p> <strong>\u27a4 a dist\u00e2ncia de delegacias e o medo de denunciar: <\/strong>de mesma forma que na sa\u00fade, as mulheres est\u00e3o, em geral, distantes de delegacias e t\u00eam medo de a den\u00fancia n\u00e3o dar em nada. <\/p>\n<p> <strong>\u27a4 impedimento de acessar bens e dinheiro:<\/strong> nas \u00e1reas rurais, ainda \u00e9 comum que o homem centralize os recursos financeiros e impe\u00e7a que a mulher tenha acesso a bens. Apesar disso, elas trabalham junto aos maridos e cuidam das casas e dos filhos. <\/p>\n<p><h2>O que diz o governo federal<\/h2>\n<\/p>\n<p> O<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong> g1<\/strong><\/a> entrou em contato com o Minist\u00e9rio das Mulheres para saber se o governo tem algum plano para dar suporte \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar no campo. <\/p>\n<p> Em resposta, o \u00f3rg\u00e3o afirmou que est\u00e1 retomando o Programa Mulher Viver sem Viol\u00eancia, que funcionou at\u00e9 2016, oferecendo, por meio de unidade m\u00f3veis, atendimento especializado em sa\u00fade, seguran\u00e7a p\u00fablica, justi\u00e7a, assist\u00eancia social e autonomia financeira. <\/p>\n<p> &quot;At\u00e9 2016, o Programa Mulher Viver sem Viol\u00eancia distribuiu cerca de 60 unidades m\u00f3veis para as capitais dos estados e DF com o objetivo de atender mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia em \u00e1reas rurais e de floresta&quot;. <\/p>\n<p> &quot;Neste momento, o Minist\u00e9rio das Mulheres est\u00e1 realizando um levantamento dessas unidades m\u00f3veis, a fim de reavaliar as melhores estrat\u00e9gias para levar o atendimento&quot;. <\/p>\n<p><h2>Cr\u00e9ditos do especial viol\u00eancia dom\u00e9stica no campo<\/h2>\n<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Coordena\u00e7\u00e3o editorial:<\/strong> Luciana de Oliveira<\/li>\n<li><strong>Reportagem: <\/strong>Paula Salati e Vivian Souza<\/li>\n<li><strong>Coordena\u00e7\u00e3o de arte: <\/strong>Guilherme Gomes<\/li>\n<li><strong>Dire\u00e7\u00e3o de arte e ilustra\u00e7\u00f5es: <\/strong>Luisa Rivas e Veronica Medeiros<\/li>\n<li><strong>Roteiro do v\u00eddeo: <\/strong>Paula Paiva<\/li>\n<li><strong>Edi\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo: <\/strong>Marih Oliveira<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/topico\/acre\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Acre\"> Acre <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/triangulo-mineiro\/cidade\/joao-pinheiro\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Jo\u00e3o Pinheiro\"> Jo\u00e3o Pinheiro <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/vales-mg\/cidade\/novo-cruzeiro\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Novo Cruzeiro\"> Novo Cruzeiro <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ac\/acre\/cidade\/rio-branco\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Rio Branco\"> Rio Branco <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/vales-mg\/cidade\/teofilo-otoni\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Te\u00f3filo Otoni\"> Te\u00f3filo Otoni <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/universidade\/ufsm\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"UFSM\"> UFSM <\/a> <\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia dom\u00e9stica no campo: a saga de mulheres para denunciar agress\u00f5es no meio rural Horas para chegar at\u00e9 hospitais, delegacias e servi\u00e7os de assist\u00eancia social. 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