{"id":51692,"date":"2023-08-25T22:09:34","date_gmt":"2023-08-25T22:09:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=51692"},"modified":"2023-08-25T22:09:34","modified_gmt":"2023-08-25T22:09:34","slug":"americanos-criam-tecnologia-para-recuperar-fotos-nunca-reveladas-antes-para-reviver-memorias-familiares-tecnologia-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2023\/08\/25\/americanos-criam-tecnologia-para-recuperar-fotos-nunca-reveladas-antes-para-reviver-memorias-familiares-tecnologia-g1\/","title":{"rendered":"Americanos criam tecnologia para recuperar fotos nunca reveladas antes para reviver mem\u00f3rias familiares | Tecnologia | G1"},"content":{"rendered":"<p>      1 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP    <\/p>\n<p> Slides digitalizados \u2014 Foto: AP <\/p>\n<p> Essa talvez pare\u00e7a uma hist\u00f3ria triste, porque come\u00e7a com um menino com poucas lembran\u00e7as de seu pai, que morreu quando ele tinha 7 anos. \u00c9 por isso que Mitch Goldstone valoriza tanto a \u00fanica foto que tem com o pai \u2014 tirada na Disneyl\u00e2ndia no final da d\u00e9cada de 1960, quando o conceito de pessoas buscarem automaticamente no bolso as c\u00e2meras de seus smartphones s\u00f3 poderia existir na \u00e1rea do parque chamada Tomorrowland (&quot;Futurol\u00e2ndia&quot;). <\/p>\n<p> Mas esta hist\u00f3ria, e as hist\u00f3rias pessoais a seguir, n\u00e3o s\u00e3o nada tristes. E mais de cinquenta anos depois, Goldstone fez alguma coisa com essa lembran\u00e7a. <\/p>\n<p> Ele est\u00e1 seguindo uma carreira voltada para a alegria da redescoberta. Ele e seu parceiro de longa data, Carl Berman, administram a empresa ScanMyPhotos, que faz parte de um nicho especializado em transformar bilh\u00f5es de slides anal\u00f3gicos, negativos n\u00e3o revelados e fotos impressas, tirados na \u00e9poca anterior aos smartphones, em ba\u00fas do tesouro digitais repletos de lembran\u00e7as que haviam sido esquecidas. <\/p>\n<p> &quot;N\u00e3o h\u00e1 nada igual, h\u00e1 t\u00e3o poucas empresas produzindo alguma coisa que faz as pessoas chorarem quando recebem o produto de volta&quot;, diz Goldstone. &quot;Felizmente, costumam ser l\u00e1grimas de alegria.&quot; <\/p>\n<p> <strong>Veja tamb\u00e9m <\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/noticia\/2023\/08\/19\/dia-mundial-da-fotografia-conheca-a-primeira-foto-a-registrar-pessoas-na-historia-feita-ha-mais-de-180-anos.ghtml\"> Conhe\u00e7a a primeira foto a registrar pessoas na hist\u00f3ria, feita h\u00e1 mais de 180 anos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p> Dar uma nova vida digital \u00e0s fotos anal\u00f3gicas pode trazer \u00e0 tona lembran\u00e7as guardadas h\u00e1 muito tempo, e dar a elas uma sensa\u00e7\u00e3o de atualidade. Pode trazer de volta o estrondo da \u00e1gua em antigas fotos de f\u00e9rias, ressuscitar em sua melhor forma familiares que se foram h\u00e1 muito tempo, e a reavivar a chama do amor incondicional de um animal de estima\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia. Pode lembrar as pessoas da complexidade das rela\u00e7\u00f5es familiares, evocar momentos esquecidos, e, talvez a melhor parte, facilitar compartilh\u00e1-los. <\/p>\n<p> Aconteceu comigo. Finalmente encerrei os anos de procrastina\u00e7\u00e3o e confiei a profissionais a digitaliza\u00e7\u00e3o dos slides Kodachrome que herdei do meu pai de 81 anos quando ele morreu, em 2019. <\/p>\n<p> Eu n\u00e3o havia conseguido olhar para eles, n\u00e3o de uma perspectiva emocional, mas porque n\u00e3o tinha o equipamento adequado para examinar slides anal\u00f3gicos. Convert\u00ea-los em m\u00eddia digital acess\u00edvel me levou a uma jornada de volta \u00e0 minha inf\u00e2ncia e ao passado dos meus pais, av\u00f3s e bisav\u00f3s. Isso, por sua vez, est\u00e1 me permitindo uma melhor compreens\u00e3o de como me tornei quem sou. <\/p>\n<p> \u00c9 um fen\u00f4meno compartilhado por outras pessoas que tamb\u00e9m tomaram medidas para preservar fotos anal\u00f3gicas que haviam sido cuidadosamente tiradas d\u00e9cadas antes que os smartphones permitissem \u00e0s pessoas tirar fotos de tudo regularmente. <\/p>\n<p> N\u00e3o \u00e9 barato. Mas se voc\u00ea tiver os 200 a 300 d\u00f3lares (930 a 1450 reais) que o processo possivelmente custar\u00e1, e se conseguir encontrar tempo para vasculhar caixas, gavetas e arm\u00e1rios mofados, poder\u00e1 encontrar uma porta de entrada para experi\u00eancias assim. <\/p>\n<p>         2 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP    <\/p>\n<p> Slides digitalizados \u2014 Foto: AP <\/p>\n<p><h2>A \u00faltima cena de um ator <\/h2>\n<\/p>\n<p>         3 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP    <\/p>\n<p> Slides digitalizados \u2014 Foto: AP <\/p>\n<p> Durante sua premiada carreira de ator, Ed Asner ficou famoso por interpretar personagens ranzinzas, mas ador\u00e1veis, sendo o mais famoso deles Lou Grant \u2014 o chefe de reda\u00e7\u00e3o em duas populares s\u00e9ries de TV, &quot;The Mary Tyler Moore Show&quot;, entre 1970 e 1977, e um spinoff de mesmo nome, entre 1977 e 1982. Asner tamb\u00e9m dublou o rabugento Carl Fredricksen na anima\u00e7\u00e3o da Pixar de 2009, &quot;Up: Altas Aventuras&quot;, que trazia uma cena comovente sobre o poder da fotografia de reavivar mem\u00f3rias. <\/p>\n<p> Ap\u00f3s a morte de Asner, em 2021, uma cena semelhante se tornou realidade. Seu filho, Matt, encontrou centenas de negativos n\u00e3o revelados. Ele decidiu digitaliz\u00e1-los, juntamente com um acervo de fotos impressas. <\/p>\n<p> &quot;Honestamente, eu n\u00e3o sabia o que receberia de volta&quot;, diz Matt Asner. &quot;\u00c9 um pouco espantoso. Voc\u00ea recebe de volta esse tesouro que abre seus olhos para um passado de que voc\u00ea meio que se lembra. Mas tem muita coisa de que voc\u00ea n\u00e3o se lembra.&quot; <\/p>\n<p> Olhar as fotos de seu pai reavivou lembran\u00e7as que Matt n\u00e3o sabia que estavam guardadas em seu inconsciente. Certo dia, ele estava olhando algumas fotos tiradas dele pr\u00f3prio quando tinha 3 ou 4 anos de idade em uma casa de praia no sul da Calif\u00f3rnia, que seu pai alugava para a fam\u00edlia no ver\u00e3o. Uma foto em especial abriu as comportas. <\/p>\n<p> &quot;Tem uma foto minha segurando um peixe morto, e eu tive essa lembran\u00e7a maluca de encontr\u00e1-lo na praia e carreg\u00e1-lo comigo por quatro dias&quot;, ele se recorda. &quot;Minha m\u00e3e finalmente o jogou fora enquanto eu dormia, porque estava fedendo muito. Era uma lembran\u00e7a muito forte, que eu tinha esquecido.&quot; <\/p>\n<p> A convers\u00e3o digital das fotos antigas de Ed Asner tamb\u00e9m produziu uma s\u00e9rie de outras imagens interessantes, como uma do ator quando jovem, observando a si mesmo em um espelho pensativamente, talvez enquanto se preparava para um papel. Matt agora compartilha algumas de suas fotos favoritas do pai em seu perfil no Twitter, mas o que ele mais gosta de fazer \u00e9 envi\u00e1-las aos familiares, algo que o formato digital facilitou. <\/p>\n<p> &quot;Algumas dessas fotos n\u00e3o eram vistas h\u00e1 40, 50, ou at\u00e9 60 anos&quot;, diz Matt Asner, deslumbrado. &quot;\u00c9 como abrir um mundo estranho para todos, e nos aproxima como fam\u00edlia. Meu pai e minha m\u00e3e eram como uma cola para a fam\u00edlia inteira. Agora, essas fotos substituem um pouco da cola que se foi.&quot; <\/p>\n<p>         4 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP    <\/p>\n<p> Slides digitalizados \u2014 Foto: AP <\/p>\n<p><h2>A jornada de um diplomata <\/h2>\n<\/p>\n<p>         5 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP    <\/p>\n<p> Slides digitalizados \u2014 Foto: AP <\/p>\n<p> Ap\u00f3s sua aposentadoria em 2021 de uma longa carreira como diplomata pelos EUA, trabalhando no mundo inteiro, Lyne Paquette voltou para sua casa em Chapel Hill, no estado da Carolina do Norte, e resgatou 12.000 fotos que ela havia tirado com sua c\u00e2mera anal\u00f3gica durante suas muitas viagens. Depois de meses fazendo uma sele\u00e7\u00e3o, Paquette enviou cerca de 3.500 para serem digitalizadas. <\/p>\n<p> Quando as recebeu de volta, ela se viu transportada novamente para muitos lugares onde esteve por designa\u00e7\u00e3o ou a passeio \u2014 v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e do Sul, Austr\u00e1lia, Alemanha, Bangladesh, S\u00edria e Vietn\u00e3. Embora ela adore relembrar todos os bons momentos com os amigos que fez, algumas de suas fotos favoritas s\u00e3o de seus falecidos pais. <\/p>\n<p> &quot;Traz de volta tanta felicidade, mas \u00e0s vezes tamb\u00e9m tristeza&quot;, diz Paquette, de 67 anos. &quot;Eu vejo agora: tive uma vida muito, muito rica.&quot; <\/p>\n<p><h2>Portf\u00f3lio de um correspondente de guerra <\/h2>\n<\/p>\n<p> Russell Gordon trabalhou em 20 pa\u00edses como fot\u00f3grafo, fazendo coberturas que o enviaram a guerras, como a da B\u00f3snia. Ent\u00e3o, sim, em sua carreira ele acumulou muitas fotos anal\u00f3gicas, slides e negativos. Ele entregou para digitaliza\u00e7\u00e3o 200 das suas favoritas, incluindo registros \u00fanicos, como a foto de um colega jornalista no Afeganist\u00e3o, que acabou sendo assassinado pelo homem que estava entrevistando na foto. <\/p>\n<p> &quot;Eu fiquei como uma crian\u00e7a no Natal, aguardando com muita expectativa&quot;, diz Gordon, de 58 anos, ao relembrar a espera pela convers\u00e3o digital. <\/p>\n<p> Ele n\u00e3o se decepcionou. As lembran\u00e7as embutidas nas fotos s\u00e3o ainda mais valiosas para ele, que sofre de transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico depois de anos cobrindo guerras terr\u00edveis. &quot;Tenho um pouco de qualidade de vida agora, mas minha vida atualmente \u00e9 em grande parte estruturada ao redor da nostalgia&quot;, diz Gordon. &quot;Ent\u00e3o, isso \u00e9 um grande presente.&quot; <\/p>\n<p> A experi\u00eancia o convenceu ainda mais de que todas as pessoas com fotos anal\u00f3gicas devem digitaliz\u00e1-las assim que tiverem oportunidade. <\/p>\n<p> &quot;A vida acontece, e as pessoas morrem&quot;, diz ele, com um suspiro. &quot;Quando voc\u00ea se vai, a menos que esteja deixando dinheiro, a \u00fanica coisa que vai deixar para tr\u00e1s ser\u00e3o algumas fotos.&quot; <\/p>\n<p><h2>A descoberta de um ge\u00f3logo <\/h2>\n<\/p>\n<p> Clifford Cuffey herdou a paix\u00e3o pela geologia e pela fotografia de seu pai, que morreu no ano passado. <\/p>\n<p> Essas caracter\u00edsticas em comum se fundiram, e Cuffey se viu com mais de 100.000 fotos, incluindo 70.000 slides Kodachrome que ele tirou entre 1985 e 2009 usando c\u00e2meras equipadas com lentes manuais Olympus e Nikon. Muitas das fotos foram tiradas durante suas viagens e est\u00e3o vinculadas ao seu interesse pela geologia, a profiss\u00e3o que escolheu. <\/p>\n<p> E seu pai, professor de geologia na Universidade Estadual da Pensilv\u00e2nia, havia deixado fotografias semelhantes, tiradas durante as viagens de f\u00e9rias, quando Cuffey e seu irm\u00e3o o acompanhavam, ainda crian\u00e7as. Mas tamb\u00e9m havia outras fotos dedicadas a hobbies, como trens e ferrovias que n\u00e3o existem mais, animais de estima\u00e7\u00e3o antigos, e, claro, fotos de fam\u00edlia. <\/p>\n<p> Cuffey, de 55 anos, gastou mais de US$20.000 (R$100.000) digitalizando as melhores fotos anal\u00f3gicas de sua cole\u00e7\u00e3o para ajudar a realizar seu objetivo de criar um site focado em geologia. Mas o investimento tamb\u00e9m est\u00e1 rendendo importantes dividendos emocionais. <\/p>\n<p> &quot;Essas foram coisas divertidas que eu fiz durante a inf\u00e2ncia&quot;, diz Cuffey. &quot;Toda vez que olho minhas fotos escaneadas, fico com um grande sorriso no rosto e muito feliz por ter feito isso.&quot; <\/p>\n<p><h2>Op\u00e7\u00f5es para digitalizar suas fotos antigas <\/h2>\n<\/p>\n<p>         6 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP    <\/p>\n<p> Slides digitalizados \u2014 Foto: AP <\/p>\n<p> Com tantas fotos, slides e outras m\u00eddias visuais ainda limitadas ao anal\u00f3gico, a digitaliza\u00e7\u00e3o se tornou uma ind\u00fastria caseira. Como acontece com qualquer servi\u00e7o ou produto, \u00e9 recomend\u00e1vel pesquisar para descobrir qual fornecedor atende melhor \u00e0s suas necessidades. Mas aqui v\u00e3o algumas dicas. <\/p>\n<ul>\n<li>Caso n\u00e3o se sinta confort\u00e1vel entregando suas fotos antigas a estranhos, ou ache que os servi\u00e7os de digitaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito caros, existem maneiras de fazer isso por conta pr\u00f3pria. Mas isso requer algum conhecimento t\u00e9cnico, paci\u00eancia e equipamento adequado.<\/li>\n<li>Se voc\u00ea gosta de usar a Amazon, o site de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico re\u00fane os produtos que considera os melhores em seu estoque. A revista PC Magazine recomenda alguns desses produtos. Usando o Google e outras ferramentas de pesquisa, \u00e9 poss\u00edvel encontrar muitas sugest\u00f5es para digitalizar fotos por conta pr\u00f3pria.<\/li>\n<\/ul>\n<p> Esta mat\u00e9ria foi originalmente publicada em ingl\u00eas em 18 de agosto de 2023. <\/p>\n<ul> <\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 de 6&#013;Slides digitalizados \u2014 Foto: AP Slides digitalizados \u2014 Foto: AP Essa talvez pare\u00e7a uma hist\u00f3ria triste, porque come\u00e7a com um menino com poucas lembran\u00e7as de seu pai, que morreu quando ele tinha 7 anos. \u00c9 por isso que Mitch Goldstone valoriza tanto a \u00fanica foto que tem com o pai \u2014 tirada na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-51692","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51692"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51692\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51694,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51692\/revisions\/51694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}