{"id":55643,"date":"2023-12-25T15:30:37","date_gmt":"2023-12-25T15:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=55643"},"modified":"2023-12-25T15:30:37","modified_gmt":"2023-12-25T15:30:37","slug":"consciencia-racial-cresce-mostra-censo-2022-mas-desigualdades-persistem-censo-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2023\/12\/25\/consciencia-racial-cresce-mostra-censo-2022-mas-desigualdades-persistem-censo-g1\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia racial cresce, mostra Censo 2022, mas desigualdades persistem | Censo | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>Consci\u00eancia racial cresce, mostra Censo 2022, mas desigualdades persistem<\/h1>\n<h2>Pretos e pardos s\u00e3o maioria da popula\u00e7\u00e3o do Brasil, mas indicadores de renda, trabalho e educa\u00e7\u00e3o apontam perman\u00eancia da desigualdade racial hist\u00f3rica de oportunidades. <\/h2>\n<p> Por <a class=\"multi_signatures\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/autores\/marina-pinhoni\/\">Marina Pinhoni<\/a>, g1 <\/p>\n<p>  24\/12\/2023 07h13    Atualizado  24\/12\/2023    <\/p>\n<p>                   1 de 2&#013;Mulheres com turbantes em evento de comemora\u00e7\u00e3o ao Dia da Consci\u00eancia Negra, no Rio de Janeiro. \u2014 Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil    <\/p>\n<p> Mulheres com turbantes em evento de comemora\u00e7\u00e3o ao Dia da Consci\u00eancia Negra, no Rio de Janeiro. \u2014 Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n<p> Os dados do <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/censo\/\"><strong>Censo 2022<\/strong><\/a> divulgados pelo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\">IBGE<\/a> na sexta-feira (22) mostram<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/censo\/noticia\/2023\/12\/22\/censo-2022-cor-ou-raca.ghtml\"> o aumento da popula\u00e7\u00e3o que se declara n\u00e3o branca no Brasil<\/a> cresceu desde 2010. <\/p>\n<ul>\n<li>Os <strong>pardos passaram a ser o maior grupo racial do Brasil<\/strong>, 45,3% da popula\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Os <strong>brancos <\/strong>ca\u00edram e hoje s\u00e3o 43,5%; em 2010, eram 47,7%;<\/li>\n<li>Os <strong>pretos <\/strong>cresceram e passaram a ser 10,2% da popula\u00e7\u00e3o, ante 7,6% em 2010;<\/li>\n<li>Os <strong>ind\u00edgenas <\/strong>agora s\u00e3o 1,7 milh\u00e3o, ou 0,8% ante 0,5% em 2010 (parte do aumento \u00e9 explicado por uma mudan\u00e7a de metodologia);<\/li>\n<li>Os <strong>amarelos <\/strong>ca\u00edram de 1,1% para 0,4% da popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p> Segundo o IBGE, a <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ba\/bahia\/noticia\/2023\/12\/22\/ibge-detalha-dados-de-cor-e-raca-do-censo-2022-na-bahia.ghtml\">mudan\u00e7a no perfil racial do Brasil mostrada pelo Censo revela a conscientiza\u00e7\u00e3o racial da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/a>. <\/p>\n<p> Indicadores de renda, trabalho e educa\u00e7\u00e3o apontam, entretanto, que a<strong> desigualdade racial persiste. <\/strong> <\/p>\n<p> Pretos e pardos s\u00e3o mais afetados pelo desemprego e ganham menos por hora trabalhada, por exemplo. E, entre as pessoas que n\u00e3o podem estudar (nem trabalhar) porque precisam cuidar de casa ou dos parentes, as mulheres pretas ou pardas s\u00e3o a maioria (veja os n\u00fameros abaixo). <\/p>\n<p> Durante lan\u00e7amento dos dados de ra\u00e7a do Censo 2022, o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Palmares, Jo\u00e3o Jorge, destacou a import\u00e2ncia dos dados para a forma\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cEsses n\u00fameros [que mostram o aumento da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-branca] v\u00e3o ajudar a dizer que a pobreza tem cor, que o desemprego tem cor\u201d, disse, na ocasi\u00e3o. <\/p>\n<p><h2>Desemprego maior<\/h2>\n<\/p>\n<p> O desemprego \u00e9 maior entre pretos e pardos do que entre brancos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua apontou que <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/02\/28\/brasil-encerra-2022-com-taxa-de-desemprego-media-de-93percent.ghtml\">a taxa m\u00e9dia nacional de desemprego foi de 9,3% em 2022<\/a>. J\u00e1 a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o por cor ou ra\u00e7a ficou abaixo da m\u00e9dia nacional para os brancos (7,6%) e acima para os pretos e pardos (11,1%). <\/p>\n<p> A situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era desigual desde 2012, in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa. Naquele ano, a taxa de desemprego nacional foi de 7,4%, enquanto a de pretos e pardos de 8,6%; e a de brancos, 6,1% (veja no gr\u00e1fico abaixo). <\/p>\n<p><h2>Renda e trabalho<\/h2>\n<\/p>\n<p> Segundo a S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), tamb\u00e9m do IBGE, os profissionais brancos ganharam em m\u00e9dia 61,4% a mais por hora trabalhada que pretos e pardos em 2022, considerando todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> A m\u00e9dia geral \u00e9 de R$ 20 por hora para brancos e de R$ 12,40 para pretos e pardos. A maior diferen\u00e7a se d\u00e1 para quem tem n\u00edvel superior completo: R$ 35,30 para brancos, e R$ 25,70 para pretos e pardos. <\/p>\n<p> A diferen\u00e7a mudou pouco em uma d\u00e9cada. Em 2012, o rendimento m\u00e9dio por hora trabalhada era de R$ 20,10 para brancos, e R$11,8 para pretos e pardos. <\/p>\n<p> A propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores em ocupa\u00e7\u00f5es informais tamb\u00e9m reflete desigualdades historicamente constitu\u00eddas, como a maior propor\u00e7\u00e3o de pessoa de cor ou ra\u00e7a preta ou parda na ocupa\u00e7\u00e3o de trabalhadores dom\u00e9sticos, sem carteira de trabalho assinada, al\u00e9m de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregadores que n\u00e3o contribuem para a previd\u00eancia social. <\/p>\n<p> Em 2022, 40,9% dos trabalhadores do pa\u00eds estava em ocupa\u00e7\u00f5es informais. Para as mulheres pretas ou pardas (46,8%) e os homens pretos ou pardos (46,6%), essa propor\u00e7\u00e3o foi acima da m\u00e9dia nacional. Entre as trabalhadoras de cor branca (34,5%) e os homens brancos (33,3%), essas propor\u00e7\u00f5es estavam abaixo da m\u00e9dia nacional. <\/p>\n<p> As mulheres pretas ou pardas representam 41,3% dos pobres no pa\u00eds, e 8,1% dos extremamente pobres em 2022. O IBGE define como pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza aquelas que vivem com at\u00e9 R$ 637 por m\u00eas; e em extrema pobreza, as que vivem com menos de R$ 200 por m\u00eas. <\/p>\n<p> O patamar geral de pessoas pretas ou pardas pobres (40%) \u00e9 duas vezes superior \u00e0 taxa da popula\u00e7\u00e3o branca (21%), assim como a dos extremamente pobres, 7,7% contra 3,5%. <\/p>\n<p><h2>Jovens sobrecarregadas com o cuidado<\/h2>\n<\/p>\n<p> Tamb\u00e9m de acordo com o SIS, dos 10,9 milh\u00f5es de jovens com idade entre 15 e 29 anos que n\u00e3o estudam nem trabalham \u2014 conhecidos popularmente como &quot;nem-nem&quot;\u2014 , a maioria \u00e9 de mulheres (6,7 milh\u00f5es). <\/p>\n<p> O <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/12\/06\/ibge-sintese-de-indicadores-sociais-2023.ghtml\">principal motivo que tirou essas jovens do mercado de trabalho foi ter que cuidar dos afazeres dom\u00e9sticos ou tomar conta de parentes<\/a>. <\/p>\n<p> Somada \u00e0 desigualdade de g\u00eanero, h\u00e1 a desigualdade de cor ou ra\u00e7a que n\u00e3o tem se alterado: em 2022, 66,6% das pessosa que n\u00e3o estudavam nem trabalhavam para cuidar de casa ou de parentes eram mulheres negras. Em 2016 (primeiro ano da s\u00e9rie hist\u00f3rica), esse percentual era de 66,7%. <\/p>\n<p><h2>Trabalho infantil<\/h2>\n<\/p>\n<p>         2 de 2&#013;Crian\u00e7a trabalhando, em foto de arquivo \u2014 Foto: Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil    <\/p>\n<p> Crian\u00e7a trabalhando, em foto de arquivo \u2014 Foto: Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n<p> Em 2022, a Pnad Cont\u00ednua registrou <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/trabalho-e-carreira\/noticia\/2023\/12\/20\/quase-5percent-das-criancas-e-adolescentes-do-pais-estao-em-situacao-de-trabalho-infantil-aponta-ibge.ghtml\">1,9 milh\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes entre 5 a 17 anos em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil no pa\u00eds<\/a>. Isso representa 4,9% da popula\u00e7\u00e3o nessa faixa et\u00e1ria. <\/p>\n<p> Mas a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as pretas ou pardas em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil (66,3%) supera o percentual desse grupo no total de crian\u00e7as e adolescentes (58,8%) do pa\u00eds. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de brancos no trabalho infantil (33%) \u00e9 inferior \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o no total de crian\u00e7as e adolescentes (40,3%). <\/p>\n<p> Em 2016 (primeiro ano da s\u00e9rie hist\u00f3rica da PNAD Cont\u00ednua), 68,4% das crian\u00e7as e adolescentes que trabalhavam eram pretas ou pardas e 31,%, brancas. <\/p>\n<p><h2>Viol\u00eancia<\/h2>\n<\/p>\n<p> Segundo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/noticia\/2023\/07\/20\/brasil-registra-queda-de-24percent-em-mortes-violentas-intencionais-em-2022-aponta-anuario.ghtml\">dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP)<\/a>, a maioria das v\u00edtimas de mortes violentas no pa\u00eds \u00e9 formada por homens negros, representando 76,9% dos 47,4 mil mortos em 2022. Al\u00e9m disso, s\u00e3o 83,1% das v\u00edtimas de mortes por interven\u00e7\u00f5es policiais. <\/p>\n<ul>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"IBGE\"> IBGE <\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consci\u00eancia racial cresce, mostra Censo 2022, mas desigualdades persistem Pretos e pardos s\u00e3o maioria da popula\u00e7\u00e3o do Brasil, mas indicadores de renda, trabalho e educa\u00e7\u00e3o apontam perman\u00eancia da desigualdade racial hist\u00f3rica de oportunidades. Por Marina Pinhoni, g1 24\/12\/2023 07h13 Atualizado 24\/12\/2023 1 de 2&#013;Mulheres com turbantes em evento de comemora\u00e7\u00e3o ao Dia da Consci\u00eancia Negra, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-55643","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55643"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55645,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55643\/revisions\/55645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}