{"id":56658,"date":"2024-01-23T09:29:39","date_gmt":"2024-01-23T09:29:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=56658"},"modified":"2024-01-23T09:29:39","modified_gmt":"2024-01-23T09:29:39","slug":"poder-de-compra-do-brasileiro-foi-corroido-quase-que-pela-metade-em-10-anos-entenda-economia-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2024\/01\/23\/poder-de-compra-do-brasileiro-foi-corroido-quase-que-pela-metade-em-10-anos-entenda-economia-g1\/","title":{"rendered":"Poder de compra do brasileiro foi corro\u00eddo quase que pela metade em 10 anos; entenda | Economia | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>Poder de compra do brasileiro foi corro\u00eddo quase que pela metade em 10 anos; entenda<\/h1>\n<h2>Sal\u00e1rio m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o teria quase que dobrar para que uma pessoa conseguisse adquirir a mesma quantidade de itens que em 2013. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, subiu quase 90% no per\u00edodo.<\/h2>\n<p> Por <a class=\"multi_signatures\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/autores\/artur-nicoceli\/\">Artur Nicoceli<\/a>, g1 <\/p>\n<p>  23\/01\/2024 05h00    Atualizado  23\/01\/2024    <\/p>\n<p>                             <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-56660\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/poder-de-compra-do-brasileiro-cai-quase-pela-metade-em-10-anos.jpeg\" alt=\"Poder de compra do brasileiro cai quase pela metade em 10 anos\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> Poder de compra do brasileiro cai quase pela metade em 10 anos <\/p>\n<p> O <strong>poder de compra do brasileiro foi corro\u00eddo quase que pela metade entre 2013 e 2023<\/strong>. Isso porque o pre\u00e7o dos produtos nos mercados quase dobrou, enquanto o sal\u00e1rio m\u00e9dio anual ficou praticamente estagnado em termos nominais. <\/p>\n<ul>\n<li><strong>? Mas o que \u00e9 a perda de poder de compra? <\/strong>\u00c9 a sensa\u00e7\u00e3o de que agora se compra menos itens no mercado do que antes com a mesma quantia de dinheiro. Ou que \u00e9 preciso desembolsar mais para comprar a mesma quantidade de produtos.<\/li>\n<\/ul>\n<p> O <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a> montou o infogr\u00e1fico abaixo para mostrar esse efeito. Com R$ 100 a pre\u00e7os de 10 anos atr\u00e1s, foi poss\u00edvel montar uma cesta de 13 produtos b\u00e1sicos para o carrinho do supermercado. Considerando as corre\u00e7\u00f5es at\u00e9 o ano passado, os mesmos R$ 100 n\u00e3o compram metade das mercadorias selecionadas. (veja abaixo) <\/p>\n<p> E essa necessidade de gastar mais enxugou a carteira do brasileiro, j\u00e1 que o sal\u00e1rio m\u00e9dio anual n\u00e3o acompanhou os reajustes de pre\u00e7os. <\/p>\n<ul>\n<li>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, <strong>subiu 88% <\/strong>em 10 anos; <\/li>\n<li>O sal\u00e1rio m\u00e9dio anual do brasileiro, considerando 13\u00ba e f\u00e9rias, por sua vez, <strong>aumentou cerca de 3%<\/strong> no per\u00edodo. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), do IBGE, o valor passou de <strong>R$ 38.484,44 para R$ 39.604,44.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p> O poder de compra do brasileiro<strong> caiu em todos os anos desde 2013<\/strong>, apontou um estudo realizado pela consultoria financeira L4 Capital. (veja mais abaixo) <\/p>\n<p> Em 2013, por exemplo, o brasileiro ganhava um sal\u00e1rio m\u00e9dio anual sem descontar a infla\u00e7\u00e3o de R$ 38.484,44, e tinha dispon\u00edvel para gastar com servi\u00e7os e produtos um total de R$ 3.028,05 por m\u00eas (o equivalente a R$ 36.336,65 por ano, considerando a infla\u00e7\u00e3o). <\/p>\n<p> Essa quantia, inclui itens como mercado, aluguel, combust\u00edvel, despesas pessoais etc. Com o tempo, por\u00e9m, foi cada vez mais necess\u00e1rio cortar itens da lista de compras. <\/p>\n<p> Assim, em 2023, apesar do sal\u00e1rio nominal (sem os descontos da infla\u00e7\u00e3o) ser de R$ 39.604,44, a quantia dispon\u00edvel para gastar com produtos e servi\u00e7os diminuiu 42%, para R$ 1.755 por m\u00eas (R$ 21.064,16 por ano). <strong>Veja abaixo.<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/01\/23\/poder-de-compra-do-brasileiro-foi-corroido-quase-que-pela-metade-em-10-anos-entenda.ghtml#1\"><strong>? Saiba nesta reportagem se voc\u00ea perdeu poder de compra<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><h2>Por que isso acontece? <\/h2>\n<\/p>\n<p> Segundo especialistas entrevistados pelo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a>, a perda de poder de compra foi t\u00e3o consider\u00e1vel por dois motivos: <strong>infla\u00e7\u00e3o relevante e baixa produtividade profissional. <\/strong> <\/p>\n<p> O Brasil n\u00e3o teve um per\u00edodo deflacion\u00e1rio nos \u00faltimos 10 anos. Ou seja, ano ap\u00f3s ano, os pre\u00e7os de itens compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) subiram. Apenas em alguns meses se viu alguma queda, mas em itens localizados e sem for\u00e7a suficiente para haver um recuo na m\u00e9dia anual. <\/p>\n<p> Para Rachel de S\u00e1, chefe de economia da Rico Investimentos, \u00e9 preciso dar um destaque especial a dois per\u00edodos, em que a infla\u00e7\u00e3o subiu acelerou ainda mais: a <strong>crise de 2015<\/strong> e a <strong>pandemia de Covid-19<\/strong>. Nos dois per\u00edodos, os pre\u00e7os subiram por volta de 10% no ano, e n\u00e3o houve um aumento salarial equivalente.  <\/p>\n<p>&quot;[H\u00e1 cerca de oito anos], as escolhas econ\u00f4micas da ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff (PT), como excesso de gastos p\u00fablicos e est\u00edmulos a demanda privada, reduziram a pot\u00eancia da pol\u00edtica monet\u00e1ria do pa\u00eds&quot;, afirmou a especialista.<\/p>\n<p> \u00c0 \u00e9poca, o governo tomou medidas como a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para autom\u00f3veis e o est\u00edmulo de uso de bancos p\u00fablicos, como o BNDES, para subsidiar empr\u00e9stimos \u00e0s custas do Tesouro Nacional. <\/p>\n<p> Ao mesmo tempo, o BC manteve uma pol\u00edtica monet\u00e1ria expansionista, com redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic a despeito da infla\u00e7\u00e3o acima da meta, incentivando a demanda agregada e contribuindo para a alta de pre\u00e7os. <\/p>\n<p> Na pandemia, por sua vez, a situa\u00e7\u00e3o era outra. Houve um aumento forte da infla\u00e7\u00e3o tanto no Brasil quanto no mundo porque diversos pa\u00edses fecharam fronteiras dado o excesso de casos de Covid-19, causando um desajuste completo da oferta de produtos. <\/p>\n<p>&quot;Houve um desequil\u00edbrio em toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o e, consequentemente, nos pre\u00e7os [dos produtos]&quot;, diz Rachel, da Rico. <\/p>\n<p> Entre os alunos brasileiros de 15 anos (ou seja, que acabaram de cursar o ensino fundamental II), 73%, por exemplo, ficaram abaixo do n\u00edvel 2 em<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/noticia\/2023\/12\/05\/7-de-cada-10-alunos-brasileiros-de-15-anos-nao-sabem-resolver-problemas-matematicos-simples-mostra-pisa.ghtml\"> conhecimentos matem\u00e1ticos no Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes 2022<\/a> (o Pisa, em ingl\u00eas). <\/p>\n<p> Isso significa que esses adolescentes n\u00e3o conseguem fazer opera\u00e7\u00f5es simples, como: <\/p>\n<ul>\n<li>converter moedas: dizer, por exemplo, quantos reais equivalem a 2 d\u00f3lares, sabendo que 1 d\u00f3lar = R$ 4,93;<\/li>\n<li>Ou comparar as dist\u00e2ncias percorridas por um carro em dois caminhos diferentes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&quot;Para melhorarmos a renda do brasileiro, \u00e9 preciso melhorar na produtividade e, para tal, o pa\u00eds precisa ter uma qualidade melhor de ensino. E um jovem que tem dificuldade de fazer as quatro opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas, por exemplo, tende a n\u00e3o alcan\u00e7ar sal\u00e1rios maiores&quot;, diz a professora. <\/p>\n<p><h2>E o futuro do poder de compra? <\/h2>\n<\/p>\n<p> O professor e economista da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-USP) Paulo Feldmann, acredita que a situa\u00e7\u00e3o de renda m\u00e9dia pode piorar no futuro. <strong>Para ele, o grande vil\u00e3o do mercado de trabalho \u00e9 a intelig\u00eancia artificial.<\/strong> <\/p>\n<p> Ele acredita que, a cada ano, as novas tecnologias ser\u00e3o empregadas com mais \u00edmpeto e &quot;isso tornar\u00e1 cada vez mais desnecess\u00e1ria a m\u00e3o de obra do brasileiro. J\u00e1 que as empresas est\u00e3o automatizando seus neg\u00f3cios&quot;. <\/p>\n<p> Dessa forma, nas palavras de Feldmann, <strong>&quot;deve haver uma queda no sal\u00e1rio m\u00e9dio do brasileiro&quot;<\/strong>. <\/p>\n<p> J\u00e1 Carla Beni, da FGV, ainda v\u00ea o horizonte com mais otimismo. Para ela, o jovem que vai integrar o mercado de trabalho precisa<strong> fazer um esfor\u00e7o extra para procurar capacita\u00e7\u00e3o para trabalhar com novas tecnologias, sejam cursos \u2014 pagos ou gratuitos \u2014, aulas extracurriculares ou qualquer tipo de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. <\/strong> <\/p>\n<p>&quot;H\u00e1 vagas dispon\u00edveis e que pagam bem, mas n\u00e3o h\u00e1 muitos profissionais aptos para os cargos&quot;, declarou Carla. <\/p>\n<p>         1 de 1&#013;Infla\u00e7\u00e3o prejudicou bolso do trabalhador \u2014 Foto: Pixels    <\/p>\n<p> Infla\u00e7\u00e3o prejudicou bolso do trabalhador \u2014 Foto: Pixels <\/p>\n<p><h2>Eu perdi poder de compra? <\/h2>\n<\/p>\n<p> Para que o brasileiro n\u00e3o perdesse poder de compra, segundo a plataforma de investimentos Rico, o sal\u00e1rio <strong>precisaria ter aumentado aproximadamente 88% no per\u00edodo de dez anos<\/strong> \u2014 percentual equivalente ao acumulado do IPCA de 2013 a 2023. <\/p>\n<p> Por exemplo, quem ganhava R$ 3 mil h\u00e1 10 anos, precisaria, no ano passado, ter recebido aproximadamente R$ 5.640,00. <\/p>\n<ul>\n<li>Se o sal\u00e1rio for <strong>maior <\/strong>que o resultado da conta, n\u00e3o houve perda no poder de compra. <\/li>\n<li>Se o sal\u00e1rio for <strong>menor<\/strong>, o poder foi corro\u00eddo.<\/li>\n<\/ul>\n<p> Na pr\u00e1tica, o<strong> sal\u00e1rio teria quase que dobrar para a pessoa recuperar o poder de compra e conseguir adquirir a mesma quantidade de itens que em 2013<\/strong>. <\/p>\n<p> Vale destacar que a mesma conta pode ser feita nos outros anos, basta considerar a infla\u00e7\u00e3o acumulada no per\u00edodo escolhido. Caso queira calcular, o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a> tem uma calculadora <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/07\/11\/calculadora-da-inflacao.ghtml\">dispon\u00edvel aqui<\/a>. <\/p>\n<ul> <\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poder de compra do brasileiro foi corro\u00eddo quase que pela metade em 10 anos; entenda Sal\u00e1rio m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o teria quase que dobrar para que uma pessoa conseguisse adquirir a mesma quantidade de itens que em 2013. 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