{"id":57320,"date":"2024-02-08T00:29:35","date_gmt":"2024-02-08T00:29:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=57320"},"modified":"2024-02-08T00:29:35","modified_gmt":"2024-02-08T00:29:35","slug":"tecnologia-e-clima-dao-vantagem-competitiva-ao-agronegocio-brasileiro-sobre-paises-europeus-jornal-nacional-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2024\/02\/08\/tecnologia-e-clima-dao-vantagem-competitiva-ao-agronegocio-brasileiro-sobre-paises-europeus-jornal-nacional-g1\/","title":{"rendered":"Tecnologia e clima d\u00e3o vantagem competitiva ao agroneg\u00f3cio brasileiro sobre pa\u00edses europeus | Jornal Nacional | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>Tecnologia e clima d\u00e3o vantagem competitiva ao agroneg\u00f3cio brasileiro sobre pa\u00edses europeus<\/h1>\n<h2>Plantar v\u00e1rias safras ao longo do ano em uma mesma \u00e1rea \u00e9 uma vantagem do Brasil em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses que enfrentam inverno rigoroso, como a Fran\u00e7a &#8211; onde os produtores rurais protestam contra um poss\u00edvel aumento da importa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas.<\/h2>\n<p> Por Jornal Nacional <\/p>\n<p>  07\/02\/2024 21h04    Atualizado  07\/02\/2024    <\/p>\n<p>                                <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-57322\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/tecnologia-e-clima-dao-vantagem-competitiva-ao-agronegocio-do-brasil-sobre-paises-europeus.jpeg\" alt=\"Tecnologia e clima d\u00e3o vantagem competitiva ao agroneg\u00f3cio do Brasil sobre pa\u00edses europeus\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> Tecnologia e clima d\u00e3o vantagem competitiva ao agroneg\u00f3cio do Brasil sobre pa\u00edses europeus <\/p>\n<p> No <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/brasil\/\">Brasil<\/a>, a produtividade do <strong>agroneg\u00f3cio brasileiro<\/strong> aumentou muito nos \u00faltimos anos. A tecnologia e o clima s\u00e3o alguns dos fatores que fazem o pa\u00eds ter vantagem competitiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa. <\/p>\n<p> \u00c9 na terra ainda com os restos da soja rec\u00e9m-colhida que as plantadeiras semeiam a pr\u00f3xima safra. O milho precisa ir para o solo a tempo de aproveitar a chuva. <\/p>\n<p>\u201cEu quero colher a minha soja e plantar o milho no m\u00e1ximo at\u00e9 o dia 15 de fevereiro, que eu acredito, pela experiencia que eu tenho, que a chuva este ano vai cortar cedo\u201d, diz o produtor rural Sidney Flach.<\/p>\n<p> Plantar na hora certa para garantir \u00e1gua, o insumo mais b\u00e1sico para lavoura, \u00e9 o primeiro passo para uma boa colheita. S\u00f3 que para que a mesma \u00e1rea produza mais sacas de milho a cada ano, \u00e9 preciso ir al\u00e9m. <\/p>\n<p>&quot;Melhorei a tecnologia tanto de semente como de adubo. Eu melhorei a aduba\u00e7\u00e3o do milho. Eu quero ver se eu colho mais do que eu colhi ano passado. Eu quero ver se eu colho a\u00ed uns 10% na m\u00e9dia a mais do que no ano passado\u201d, conta Sidney Flach.<\/p>\n<p> Esse milho que o Sidney vai colher em Sinop, Mato Grosso, em pleno inverno, era impens\u00e1vel anos atr\u00e1s. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1970, o Brasil colhia apenas a safra de ver\u00e3o. Foi com a conquista das terras do Cerrado, nos anos seguintes, que isso come\u00e7ou a mudar, e o Brasil passou a colher <strong>duas safras<\/strong> por ano: uma no inverno e outra no ver\u00e3o. <\/p>\n<p> Naquela \u00e9poca, aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos era uma necessidade urgente do pa\u00eds, como conta o pesquisador do Centro de Estudos FGV Agro Felippe Serigati. <\/p>\n<p> \u201cN\u00f3s \u00e9ramos importadores l\u00edquidos de alimentos. Ao longo dos anos 1980, teve situa\u00e7\u00e3o ali, na crise da d\u00edvida, de a gente ter que decidir o que a gente faz: importa alimento ou importa combust\u00edvel? Como \u00e9 que a gente conseguiu virar o jogo? Justamente com tecnologia, teve um grande papel a conquista do Cerrado brasileiro. E n\u00e3o s\u00f3 que a gente deixou de ser importador l\u00edquido de alimento, n\u00e3o. De acordo com a FAO, desde 2017, n\u00f3s somos, de forma individual, o maior exportador l\u00edquido de alimentos para o resto do mundo. Como \u00e9 que a gente conseguiu fazer isso? Justamente com tecnologia\u201d, afirma. <\/p>\n<p> Foi uma revolu\u00e7\u00e3o. O Brasil passou de importador para o posto de maior exportador de milho do planeta em 2023, ultrapassando os <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>. A safra de inverno, que antigamente era tida como uma aposta, foi quase quatro vezes maior do que a safra de ver\u00e3o em 2023. <\/p>\n<p> Em pouco mais de quatro d\u00e9cadas, a produtividade das lavouras de milho da safra de inverno aumentou 11 vezes. Isso abriu espa\u00e7o para que a soja &#8211; outra <strong>gigante nacional <\/strong>&#8211; ocupasse a maior parte dos campos no ver\u00e3o, principalmente no Cerrado. <\/p>\n<p> O pesquisador da Embrapa J\u00falio Albrecht explica que a tecnologia ajudou a regi\u00e3o a se especializar em culturas t\u00edpicas de climas mais amenos. <\/p>\n<p>\u201cHoje, n\u00f3s temos aqui na regi\u00e3o o grande produtor de soja, que antigamente era o Sul do pa\u00eds. N\u00f3s temos produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, que era Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo, hoje o grande produtor de caf\u00e9 \u00e9 o Cerrado brasileiro. E mais recentemente tem a hist\u00f3ria do trigo tamb\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n<p> O engenheiro agr\u00f4nomo Domingos Ribeiro de Carvalho participou dos primeiros programas que deram in\u00edcio \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o do Cerrado. <\/p>\n<p>\u201cO fator clim\u00e1tico, n\u00f3s temos sol o ano inteiro, nosso inverno \u00e9 onde voc\u00ea tem mais ilumina\u00e7\u00e3o. Chega a partir de abril, voc\u00ea praticamente n\u00e3o v\u00ea nuvem no c\u00e9u. Ent\u00e3o tem um sol ali direto, incid\u00eancia direto do sol. Ent\u00e3o, isso assusta, assusta aqueles europeus. A gente sabe que por mais que eles queiram, nunca v\u00e3o concorrer com a gente, porque a capacidade nossa, potencial de produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito alta\u201d, explica.<\/p>\n<p> Plantar v\u00e1rias safras ao longo do ano em uma mesma \u00e1rea \u00e9 uma vantagem do Brasil em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses que enfrentam <strong>inverno rigoroso<\/strong>, como a Fran\u00e7a, onde os <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2024\/02\/02\/especialistas-explicam-por-que-o-agronegocio-europeu-se-opoe-tao-fortemente-ao-acordo-comercial-entre-uniao-europeia-e-mercosul.ghtml\">produtores rurais protestam<\/a> contra um poss\u00edvel aumento da importa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas. O <strong>frio extremo<\/strong> inviabiliza uma segunda safra, que aqui no Brasil reduz os custos, aumenta a escala de produ\u00e7\u00e3o e, assim, a agropecu\u00e1ria fica mais competitiva. <\/p>\n<p> \u201cN\u00f3s conseguimos diluir bastante esse custo de produ\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a Embrapa conseguiu mostrar esse potencial da agricultura tropical com muita efici\u00eancia, pesquisando, principalmente, gen\u00e9tica, manejo das culturas, pesquisando muito os solos. E temos aqui tamb\u00e9m muita rota\u00e7\u00e3o de cultura e a rota\u00e7\u00e3o de cultura \u00e9 muito eficiente porque ela quebra ciclo de doen\u00e7as, pragas e doen\u00e7as, e se torna uma agricultura mais sustent\u00e1vel. O que na Europa eles n\u00e3o conseguem fazer. Tanto \u00e9 que nos \u00faltimos dois anos a gente tem recebido v\u00e1rias empresas da Europa &#8211; principalmente da Alemanha, da Fran\u00e7a, da Inglaterra &#8211; buscando informa\u00e7\u00f5es aqui sobre esse potencial, por exemplo, do trigo, essa r\u00e9gua de produtividade. Porque eles est\u00e3o sabendo do potencial que n\u00f3s temos aqui, sabem que tem uma Embrapa pesquisando, trabalhando e buscando uma agricultura cada vez mais eficiente\u201d, afirma J\u00falio Albrecht. <\/p>\n<p>\u201cVamos nos colocar no lugar daquele produtor europeu. Ele est\u00e1 olhando um gigante que est\u00e1 tentando entrar agora nesse mercado, \u00e9 natural que eles v\u00e3o pedir alguma prote\u00e7\u00e3o, alguma barreira, para conseguir se proteger. Se colocar em p\u00e9 de igualdade, eles v\u00e3o ter enormes dificuldades de competir com produto brasileiro\u201d, diz Felippe Serigati.<\/p>\n<p> Quando a fam\u00edlia do produtor rural Cl\u00e1udio Guerra come\u00e7ou a plantar gr\u00e3os em Dourados, Mato Grosso do Sul, o solo europeu era considerado mais f\u00e9rtil que o solo onde ele planta. Hoje, com mais safras no ano e muita tecnologia, o solo brasileiro produz mais do que o da Europa. E o Cl\u00e1udio se prepara para a colheita da soja j\u00e1 pensando em aumentar a produtividade no futuro. <\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 o grande desafio que n\u00f3s temos daqui a para frente. Haja vista que n\u00f3s n\u00e3o temos muita \u00e1rea para abrir, n\u00e9? Ent\u00e3o, n\u00f3s vamos ter que ser mais eficientes na nossa profiss\u00e3o e conseguirmos um aumento de produ\u00e7\u00e3o na mesma \u00e1rea dispon\u00edvel\u201d, diz.<\/p>\n<p> <strong>LEIA TAMB\u00c9M<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2024\/02\/02\/especialistas-explicam-por-que-o-agronegocio-europeu-se-opoe-tao-fortemente-ao-acordo-comercial-entre-uniao-europeia-e-mercosul.ghtml\"><strong>Especialistas explicam por que o agroneg\u00f3cio europeu se op\u00f5e t\u00e3o fortemente ao acordo comercial entre Uni\u00e3o Europeia e Mercosul<\/strong><\/a><\/li>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2024\/02\/03\/o-que-o-agro-brasileiro-tem-a-perder-se-o-acordo-mercosul-uniao-europeia-for-por-agua-abaixo.ghtml\"><strong>O que o agro brasileiro tem a perder se o acordo Mercosul-Uni\u00e3o Europeia for por \u00e1gua abaixo<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/brasil\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Brasil\"> Brasil <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Estados Unidos\"> Estados Unidos <\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia e clima d\u00e3o vantagem competitiva ao agroneg\u00f3cio brasileiro sobre pa\u00edses europeus Plantar v\u00e1rias safras ao longo do ano em uma mesma \u00e1rea \u00e9 uma vantagem do Brasil em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses que enfrentam inverno rigoroso, como a Fran\u00e7a &#8211; onde os produtores rurais protestam contra um poss\u00edvel aumento da importa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas. 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