{"id":59825,"date":"2024-04-12T10:29:54","date_gmt":"2024-04-12T10:29:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=59825"},"modified":"2024-04-12T10:29:54","modified_gmt":"2024-04-12T10:29:54","slug":"el-nino-x-la-nina-entenda-como-a-mudanca-de-fenomeno-pode-impactar-a-inflacao-no-brasil-economia-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2024\/04\/12\/el-nino-x-la-nina-entenda-como-a-mudanca-de-fenomeno-pode-impactar-a-inflacao-no-brasil-economia-g1\/","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o x La Ni\u00f1a: entenda como a mudan\u00e7a de fen\u00f4meno pode impactar a infla\u00e7\u00e3o no Brasil | Economia | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>El Ni\u00f1o x La Ni\u00f1a: entenda como a mudan\u00e7a de fen\u00f4meno pode impactar a infla\u00e7\u00e3o no Brasil<\/h1>\n<h2>Apesar de ser uma preocupa\u00e7\u00e3o, o La Ni\u00f1a n\u00e3o deve trazer reflexos t\u00e3o severos neste ano, apontam especialistas ouvidos pelo g1. Principal temor \u00e9 que o fen\u00f4meno provoque longos per\u00edodos de seca, esvaziando reservat\u00f3rios e elevando os custos com energia el\u00e9trica.<\/h2>\n<p> Por <a class=\"multi_signatures\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/autores\/andre-catto\/\">Andr\u00e9 Catto<\/a>, g1 <\/p>\n<p>  12\/04\/2024 06h00    Atualizado  12\/04\/2024    <\/p>\n<p>                   1 de 1&#013;Especialistas acreditam que La Ni\u00f1a n\u00e3o deve trazer reflexos t\u00e3o severos nos pre\u00e7os dos alimentos este ano. \u2014 Foto: Adriana Toffetti\/Ato Press\/Estad\u00e3o Conte\u00fado    <\/p>\n<p> Especialistas acreditam que La Ni\u00f1a n\u00e3o deve trazer reflexos t\u00e3o severos nos pre\u00e7os dos alimentos este ano. \u2014 Foto: Adriana Toffetti\/Ato Press\/Estad\u00e3o Conte\u00fado <\/p>\n<p> Al\u00e9m do notici\u00e1rio clim\u00e1tico, o <strong>El Ni\u00f1o<\/strong> ganhou protagonismo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/04\/10\/ipca-precos-sobem-016percent-em-marco.ghtml\">tamb\u00e9m nas \u00faltimas divulga\u00e7\u00f5es da infla\u00e7\u00e3o oficial do Brasil.<\/a> O regime mais intenso de calor e chuvas provocado pelo fen\u00f4meno prejudicou parte da safra de alimentos in natura, o que fez os pre\u00e7os nos supermercados dispararem. <\/p>\n<p> A previs\u00e3o \u00e9 que, neste m\u00eas, o El Ni\u00f1o chegue \u00e0 sua fase final. Mas outro evento clim\u00e1tico come\u00e7a a entrar em cena: o <strong>La Ni\u00f1a<\/strong>. <\/p>\n<p> A chegada do novo fen\u00f4meno est\u00e1 prevista para acontecer a partir de agosto deste ano. Em resumo, o La Ni\u00f1a \u00e9 conhecido por inverter a regi\u00e3o de predom\u00ednio de secas e chuvas em rela\u00e7\u00e3o ao El Ni\u00f1o. <\/p>\n<p> <strong>\u25b6\ufe0f Para entender melhor:<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li>O <strong>El Ni\u00f1o<\/strong> \u00e9 caracterizado pelo aquecimento das \u00e1guas do Pac\u00edfico em 0,5\u00baC ou mais. <strong>Ele costuma levar chuvas intensas ao Sul do Brasil e provocar seca na regi\u00e3o Norte.<\/strong> <\/li>\n<li>O <strong>La Ni\u00f1a<\/strong> acontece quando o Pac\u00edfico est\u00e1 ao menos 0,5\u00baC abaixo<strong> <\/strong>da m\u00e9dia hist\u00f3rica, <strong>trazendo o resultado inverso: chuvas intensas no Norte e Nordeste e estiagem na regi\u00e3o Sul.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p> Economistas ouvidos pelo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a>, contudo, trazem o alento de que a expectativa inicial \u00e9 que os reflexos do La Ni\u00f1a sobre os pre\u00e7os sejam <strong>menos prejudiciais do que suas vers\u00f5es anteriores.<\/strong> <\/p>\n<p> O registro mais recente do La Ni\u00f1a durou <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/meio-ambiente\/noticia\/2024\/03\/17\/depois-do-el-nino-intenso-la-nina-deve-trazer-alivio-momentaneo.ghtml\">tr\u00eas anos (2020-2023) <\/a>e, conforme mostrou o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a>, causou <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2022\/01\/22\/seca-e-chuva-aumentam-custos-no-campo-e-devem-pressionar-inflacao-dos-alimentos-em-2022.ghtml\">fortes impactos na produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria<\/a>. O resultado foi percebido no bolso do consumidor com o aumento dos custos no campo e a consequente press\u00e3o sobre a infla\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> A falta de chuvas resultou, inclusive, na <strong>declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia por munic\u00edpios localizados no Centro-Sul do pa\u00eds <\/strong>\u2014 regi\u00e3o que concentra as principais produ\u00e7\u00f5es rurais \u2014, com reflexos em alimentos como <strong>milho, soja, frango, feij\u00e3o, leite e carne bovina.<\/strong> <\/p>\n<p> A estiagem, caracter\u00edstica hist\u00f3rica do La Ni\u00f1a, tamb\u00e9m pode causar um <strong>aumento generalizado nos custos de energia el\u00e9trica<\/strong>, apontam especialistas. Isso devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do volume de \u00e1gua nas represas e \u00e0 consequente redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de energia nas hidrel\u00e9tricas. O receio \u00e9 justamente em rela\u00e7\u00e3o ao Centro-Sul, que concentra cerca de 70% da capacidade de armazenamento de \u00e1gua do pa\u00eds. <\/p>\n<p> Apesar dos temores baseados no hist\u00f3rico do fen\u00f4meno, entretanto, o que se espera para este ano \u00e9 um <strong>La Ni\u00f1a <\/strong>menos prejudicial tanto para as lavouras quanto para os reservat\u00f3rios, com reflexos mais leves sobre os pre\u00e7os para o produtor e o consumidor final ao longo de 2024. <\/p>\n<p> O cen\u00e1rio menos pessimista ganhou for\u00e7a com a cren\u00e7a de que o evento clim\u00e1tico deve ter uma transi\u00e7\u00e3o mais suave, com maior probabilidade de ocorrer s\u00f3 a partir de agosto. Al\u00e9m disso, o per\u00edodo recente de chuvas ajudou na umidifica\u00e7\u00e3o do solo e na manuten\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios, aliviando o caminho para os pr\u00f3ximos meses. <\/p>\n<p> As boas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses \u2014 como a vizinha <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/argentina\/\">Argentina<\/a> \u2014 tamb\u00e9m ajudaram nessa equa\u00e7\u00e3o, colaborando com o controle dos pre\u00e7os de commodities como soja e milho. <\/p>\n<p> Diante desses e outros fatores econ\u00f4micos, a previs\u00e3o para este ano \u00e9 de uma infla\u00e7\u00e3o de alimentos ainda controlada,<strong> <\/strong><strong>inclusive com um processo de defla\u00e7\u00e3o (queda nos pre\u00e7os) para essa categoria entre maio e setembro<\/strong>, segundo proje\u00e7\u00e3o da Warren Investimentos. <\/p>\n<p> <strong>LEIA MAIS<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2022\/01\/23\/de-animais-imersos-a-falta-de-agua-para-beber-entenda-como-o-contraste-climatico-afeta-produtores-rurais.ghtml\">Entenda como o contraste clim\u00e1tico afeta produtores rurais<\/a><\/li>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/02\/09\/ipca-o-que-houve-com-o-preco-dos-alimentos-e-por-que-a-angustia-dos-economistas-e-outra.ghtml\">IPCA: o que houve com o pre\u00e7o dos alimentos \u2014 e por que a ang\u00fastia dos economistas \u00e9 outra<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>                   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-59827\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ipca-precos-sobem-016-em-marco-com-alta-de-alimentos-mais-branda-2.jpeg\" alt=\"IPCA: pre\u00e7os sobem 0,16% em mar\u00e7o, com alta de alimentos mais branda\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> IPCA: pre\u00e7os sobem 0,16% em mar\u00e7o, com alta de alimentos mais branda <\/p>\n<p><h2>Balan\u00e7o do El Ni\u00f1o<\/h2>\n<\/p>\n<p> O \u00faltimo registro do El Ni\u00f1o havia sido oito anos atr\u00e1s, entre 2015 e 2016. O fen\u00f4meno costuma preocupar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola global. Mas, em alguns casos, as perdas de alimentos cultivados em determinadas partes do mundo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2023\/07\/31\/o-impacto-do-el-nino-na-producao-global-de-alimentos.ghtml\">podem ser compensadas pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o em outras regi\u00f5es<\/a>, dadas as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas distintas que sofrem com o fen\u00f4meno. <\/p>\n<p>&quot;Em geral, o El Ni\u00f1o \u00e9 ruim para o nosso Centro-Oeste, para a Austr\u00e1lia, para a \u00cdndia. E, de fato, n\u00f3s vimos diversos acontecimentos nesse sentido, como a quebra da nossa safra de gr\u00e3os&quot;, explica Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro. &quot;As chuvas tardias, por outro lado, ajudaram a aliviar.&quot;<\/p>\n<p> Em 2023, o mercado esperava um El Ni\u00f1o com impactos &quot;muito mais fortes&quot; do que o registrado. Andr\u00e9a Angelo, estrategista de infla\u00e7\u00e3o da Warren Investimentos, afirma que as proje\u00e7\u00f5es eram de uma vers\u00e3o semelhante \u00e0 de 2015 e 2016, quando o fen\u00f4meno causou &quot;efeitos devastadores&quot; nos pre\u00e7os de alimentos. <\/p>\n<p>&quot;Embora o El Ni\u00f1o atual tenha sido classificado climatologicamente como forte, o efeito dele foi pequeno quando observamos os reflexos na infla\u00e7\u00e3o&quot;, diz.<\/p>\n<p> &quot;N\u00f3s estamos vindo de algumas safras recordes de gr\u00e3os. Al\u00e9m disso, o fen\u00f4meno foi muito ben\u00e9fico para a Argentina. Ent\u00e3o, o que quebrou ou prejudicou safra por aqui, o pa\u00eds vizinho mais que supriu a oferta.&quot; <\/p>\n<p> Ao mesmo tempo, a economia mundial observou uma <strong>desacelera\u00e7\u00e3o do consumo na China<\/strong>. Com a queda na demanda de um parceiro comercial t\u00e3o importante, o resultado foi uma sobra maior de produtos no Brasil, ajudando a equilibrar os pre\u00e7os por aqui, explica Andr\u00e9a. <\/p>\n<p> Apesar dos impactos mais suaves no \u00edndice geral, algumas altas passaram a pressionar os pre\u00e7os no subgrupo <strong>Alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio <\/strong>do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ipca\/\">IPCA<\/a>), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estat\u00edstica (<a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\">IBGE<\/a>). <\/p>\n<p> Os dados mostram aumentos importantes nos pre\u00e7os a partir de outubro de 2023, sendo que as <strong>maiores altas foram sentidas nos lares brasileiros entre dezembro e fevereiro<\/strong>, conforme as varia\u00e7\u00f5es a baixo: <\/p>\n<p> Entre os vil\u00f5es da eleva\u00e7\u00e3o do \u00edndice, est\u00e3o os <strong>alimentos in natura<\/strong>, como hortali\u00e7as, legumes e frutas, tradicionalmente mais atingidos nessa \u00e9poca do ano devido a fatores clim\u00e1ticos. <\/p>\n<p>&quot;Entre janeiro e fevereiro, a infla\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio acumula quase 3% de alta. Apesar de comuns nesse per\u00edodo do ano, as altas foram muito maiores do que o sugerido pela sazonalidade. Ent\u00e3o, isso \u00e9 o El Ni\u00f1o&quot;, explica Andr\u00e9a, da Warren.<\/p>\n<p> A expectativa da Warren \u00e9 que o subgrupo de <strong>Alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio <\/strong>do IPCA encerre 2024 com <strong>infla\u00e7\u00e3o de 4,8%<\/strong>. J\u00e1 para o \u00edndice geral de pre\u00e7os, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de <strong>varia\u00e7\u00e3o de 3,85% no ano<\/strong>. <\/p>\n<p>                   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-59828\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/o-efeito-do-el-nino-no-aumento-de-preco-dos-alimentos.jpeg\" alt=\"O efeito do El Ni\u00f1o no aumento de pre\u00e7o dos alimentos\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> O efeito do El Ni\u00f1o no aumento de pre\u00e7o dos alimentos <\/p>\n<p><h2>Per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<\/p>\n<p> Para Gabriel Pestana, analista econ\u00f4mico da Genial Investimentos, a curta dura\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o ajudou a amenizar os reflexos do fen\u00f4meno. <\/p>\n<p>&quot;O balan\u00e7o dos impactos do El Ni\u00f1o \u00e9 negativo. Mas esper\u00e1vamos que fosse muito pior. O r\u00e1pido arrefecimento do evento clim\u00e1tico foi, de fato, uma boa not\u00edcia&quot;, afirma.<\/p>\n<p> O fen\u00f4meno come\u00e7ou a perder for\u00e7a em abril deste ano, conforme apontam \u00f3rg\u00e3os internacionais de monitoramento clim\u00e1tico. A institui\u00e7\u00e3o norte-americana NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), por exemplo, aponta que a probabilidade de o El Ni\u00f1o ocorrer no trimestre a partir de maio \u00e9 de 7%, <strong>caindo a menos de 5% nos trimestres m\u00f3veis seguintes.<\/strong> <\/p>\n<p> A proje\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mostra a predomin\u00e2ncia de um cen\u00e1rio de neutralidade entre abril e julho. Enquanto isso, o <strong>La Ni\u00f1a<\/strong> ganha mais espa\u00e7o a partir do segundo semestre, <strong>com chances de 60% de ocorrer entre julho e setembro e de 74% entre setembro e novembro.<\/strong> (veja no gr\u00e1fico abaixo) <\/p>\n<p> A previs\u00e3o, claro, pode sofrer altera\u00e7\u00f5es. Mas o cen\u00e1rio que se desenha \u00e9 o de uma mudan\u00e7a suave, com uma transi\u00e7\u00e3o ancorada, por meses, em um per\u00edodo de neutralidade \u2014 ou seja, temperatura nem acima nem abaixo da m\u00e9dia no Oceano Pac\u00edfico. <\/p>\n<p>&quot;Essa proje\u00e7\u00e3o j\u00e1 aparece tamb\u00e9m nos mapas clim\u00e1ticos. Em setembro, era para come\u00e7ar a vir chuva, para iniciar o plantio. Mas cad\u00ea as chuvas? N\u00e3o est\u00e3o nas previs\u00f5es. Ou seja, isso \u00e9 a cara do La Ni\u00f1a&quot;, explica Felippe Serigati, do FGV Agro.<\/p>\n<p> As altas chances de fortalecimento do fen\u00f4meno em outubro deixou, inclusive, agricultores argentinos em alerta, conforme relat\u00f3rio publicado em mar\u00e7o pela bolsa de gr\u00e3os de Ros\u00e1rio. <\/p>\n<p> O pa\u00eds \u00e9 um dos maiores exportadores de gr\u00e3os do mundo. Poss\u00edveis secas provocadas pelo La Ni\u00f1a no fim do ano afetariam parte da safra de trigo e o plantio de milho e soja para a pr\u00f3xima safra 2024\/25. \u201cA informa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante\u201d, informou a bolsa. <\/p>\n<p><h2>La Ni\u00f1a e seus reflexos no campo<\/h2>\n<\/p>\n<p> Com base nos registros hist\u00f3ricos do La Ni\u00f1a, a previs\u00e3o \u00e9 que, quando efetivamente em vigor, o fen\u00f4meno leve chuvas acima da m\u00e9dia \u00e0s regi\u00f5es Norte e Nordeste do Brasil e cause seca no Centro-Sul. <\/p>\n<p> Levando em conta a safra j\u00e1 em vigor e o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre os fen\u00f4menos, os impactos nas produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas do Brasil tendem a ser moderados este ano, conforme aponta Serigati, da FGV Agro. <\/p>\n<p> <strong>A an\u00e1lise do especialista para algumas safras 2023\/24 \u00e9:<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><strong>Soja: <\/strong>Produ\u00e7\u00e3o menor, mas sem reflexos nos pre\u00e7os, j\u00e1 que a Argentina est\u00e1 com uma boa safra.<\/li>\n<li><strong>Milho: <\/strong>Poss\u00edveis perdas, mas de uma forma moderada, tendo em vista que muitos produtores plantaram antecipadamente. Al\u00e9m disso, a Argentina vem tendo bons resultados e os <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a> tamb\u00e9m t\u00eam chances de uma boa safra.<\/li>\n<li><strong>A\u00e7\u00facar: <\/strong>A safra atual de cana-de-a\u00e7\u00facar n\u00e3o foi muito afetada, e o La Ni\u00f1a tende a favorecer essa cultura.<\/li>\n<li><strong>Arroz: <\/strong>Em n\u00edvel global, a produ\u00e7\u00e3o de arroz n\u00e3o tende a ser prejudicada pelo La Ni\u00f1a. No Brasil, no entanto, os efeitos podem ser negativos, devido \u00e0 sua cultura ser concentrada no Rio Grande do Sul.<\/li>\n<li><strong>Feij\u00e3o: <\/strong>O gr\u00e3o \u00e9 produzido em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, com destaque para o Paran\u00e1, Goi\u00e1s e Bahia. Isso significa poss\u00edveis maiores perdas no Paran\u00e1, mas produtividade maior em Goi\u00e1s e na Bahia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&quot;Chuvas demais ou secas tendem a gerar perdas e, portanto, custo maior na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, incluindo cereais, leguminosas, oleaginosas, tub\u00e9rculos e frutas. Os pre\u00e7os das carnes tamb\u00e9m sentem os reflexos, j\u00e1 que a ra\u00e7\u00e3o fica mais cara&quot;, explica Gabriel Pestana, da Genial Investimentos.<\/p>\n<p>                   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-59829\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/apesar-de-previsao-de-enfraquecimento-efeitos-do-el-nino-devem-ser-sentidos-ate-abril.jpeg\" alt=\"Apesar de previs\u00e3o de enfraquecimento, efeitos do El Ni\u00f1o devem ser sentidos at\u00e9 abril\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> Apesar de previs\u00e3o de enfraquecimento, efeitos do El Ni\u00f1o devem ser sentidos at\u00e9 abril <\/p>\n<p><h2>E os pre\u00e7os nos supermercados?<\/h2>\n<\/p>\n<p> Apesar dos diferentes impactos para cada produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola,<strong> a expectativa \u00e9 de defla\u00e7\u00e3o (queda nos pre\u00e7os)<\/strong> para o subgrupo de <strong>Alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio<\/strong> do IPCA nos pr\u00f3ximos meses. <\/p>\n<p> A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 da Warren Investimentos, que aponta <strong>pre\u00e7os mais baixos j\u00e1 a partir de maio<\/strong> \u2014 em especial para os que subiram muito no \u00faltimo trimestre. Segundo a estimativa, as quedas devem ser registradas m\u00eas a m\u00eas,<strong> at\u00e9 setembro.<\/strong> <\/p>\n<p> Os c\u00e1lculos valem, claro, desde que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e econ\u00f4micas sigam os rumos j\u00e1 esperados. <\/p>\n<p> A previs\u00e3o para a janela de maio a setembro, segundo a Warren, \u00e9 a seguinte: <\/p>\n<ul>\n<li><strong>Defla\u00e7\u00e3o de 1,60% <\/strong>no grupo de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio;<\/li>\n<li><strong>Defla\u00e7\u00e3o de mais de 20% <\/strong>entre os tub\u00e9rculos (batata, mandioca, cenoura e afins);<\/li>\n<li><strong>Defla\u00e7\u00e3o de 1% <\/strong>nas frutas;<\/li>\n<li><strong>Defla\u00e7\u00e3o de 15%<\/strong> nas hortali\u00e7as folhosas;<\/li>\n<li><strong>Defla\u00e7\u00e3o entre 2% e 2,5%<\/strong> nas carnes;<\/li>\n<li><strong>Defla\u00e7\u00e3o de 4,5%<\/strong> no grupo das carnes com a inclus\u00e3o de ovos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><h2>Estiagem e custo de energia el\u00e9trica<\/h2>\n<\/p>\n<p> Enquanto os pre\u00e7os dos alimentos deixam de ser uma grande preocupa\u00e7\u00e3o para este ano, a chegada do La Ni\u00f1a tamb\u00e9m acende um alerta para poss\u00edveis reflexos nas contas de energia el\u00e9trica e no abastecimento de \u00e1gua. <\/p>\n<p> O receio \u00e9 justamente que os per\u00edodos de seca ganhem for\u00e7a no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul do pa\u00eds, regi\u00f5es que concentram 70% dos reservat\u00f3rios em territ\u00f3rio nacional, afirma Gabriel Pestana, da Genial Investimentos. <\/p>\n<p>&quot;Esse \u00e9 outro fator que torna o La Ni\u00f1a um pouco mais preocupante do que o El Ni\u00f1o em termos de impactos&quot;, diz. &quot;Se temos reservat\u00f3rios mais vazios, fica mais caro produzir energia el\u00e9trica \u2014 categoria que pesa bastante no IPCA \u2014, podendo exercer uma press\u00e3o importante sobre o \u00edndice.&quot;<\/p>\n<p> Esse tamb\u00e9m \u00e9 um alerta destacado por Andr\u00e9a Angelo, da Warren Investimentos. Ela aponta efeitos secund\u00e1rios na infla\u00e7\u00e3o, com poss\u00edveis reflexos no setor de servi\u00e7os \u2014 o que mais emprega no pa\u00eds e representa 70% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. <\/p>\n<p> &quot;O pre\u00e7o muito elevado de energia acaba encarecendo os servi\u00e7os depois de algum tempo, j\u00e1 que os custos tendem a ser repassados ao consumidor. Al\u00e9m disso, uma poss\u00edvel alta na conta de luz pode afetar, por exemplo, os pre\u00e7os dos eletroeletr\u00f4nicos. Ent\u00e3o, caso a gente tenha um La Ni\u00f1a mais forte com reflexos na energia, bens industriais e at\u00e9 de vestu\u00e1rio podem ficar mais caros&quot;, explica. <\/p>\n<p> Com base nas previs\u00f5es dispon\u00edveis at\u00e9 o momento, espera-se que os maiores impactos do fen\u00f4meno nos pre\u00e7os fiquem para o in\u00edcio de 2025, em caso de estiagem mais severa no Brasil no \u00faltimo trimestre deste ano. <\/p>\n<p>&quot;Inclusive, o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico [ONS] j\u00e1 informou que est\u00e1 em alerta e gerenciando os sistemas h\u00eddricos. A aten\u00e7\u00e3o \u00e9 para que a gente entre em 2025 em uma situa\u00e7\u00e3o diferente do que foi 2021, quando tivemos crise h\u00eddrica&quot;, conclui a especialista.<\/p>\n<ul>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/argentina\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Argentina\"> Argentina <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Estados Unidos\"> Estados Unidos <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"IBGE\"> IBGE <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ipca\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"IPCA\"> IPCA <\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El Ni\u00f1o x La Ni\u00f1a: entenda como a mudan\u00e7a de fen\u00f4meno pode impactar a infla\u00e7\u00e3o no Brasil Apesar de ser uma preocupa\u00e7\u00e3o, o La Ni\u00f1a n\u00e3o deve trazer reflexos t\u00e3o severos neste ano, apontam especialistas ouvidos pelo g1. Principal temor \u00e9 que o fen\u00f4meno provoque longos per\u00edodos de seca, esvaziando reservat\u00f3rios e elevando os custos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-59825","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59825"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59830,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59825\/revisions\/59830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}