{"id":61626,"date":"2024-06-01T11:29:34","date_gmt":"2024-06-01T11:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=61626"},"modified":"2024-06-01T11:29:34","modified_gmt":"2024-06-01T11:29:34","slug":"exigentissima-e-inimaginavel-para-haddad-meta-de-inflacao-de-3-e-adotada-em-paises-como-chile-mexico-china-e-colombia-economia-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2024\/06\/01\/exigentissima-e-inimaginavel-para-haddad-meta-de-inflacao-de-3-e-adotada-em-paises-como-chile-mexico-china-e-colombia-economia-g1\/","title":{"rendered":"&#039;Exigent\u00edssima&#039; e &#039;inimagin\u00e1vel&#039; para Haddad, meta de infla\u00e7\u00e3o de 3% \u00e9 adotada em pa\u00edses como Chile, M\u00e9xico, China e Col\u00f4mbia | Economia | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>&#039;Exigent\u00edssima&#039; e &#039;inimagin\u00e1vel&#039; para Haddad, meta de infla\u00e7\u00e3o de 3% \u00e9 adotada em pa\u00edses como Chile, M\u00e9xico, China e Col\u00f4mbia<\/h1>\n<h2>Declara\u00e7\u00e3o de Haddad adicionou tens\u00e3o aos mercados e gerou d\u00favida se o governo vai, de fato, formalizar a meta cont\u00ednua de 3% a partir de 2025, conforme anunciado.<\/h2>\n<p> Por <a class=\"multi_signatures\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/autores\/alexandro-martello\/\">Alexandro Martello<\/a>, g1 &mdash; Bras\u00edlia <\/p>\n<p>  01\/06\/2024 07h01    Atualizado  01\/06\/2024    <\/p>\n<p>                   1 de 2&#013;Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante debate no Senado \u2014 Foto: TON MOLINA\/FOTOARENA\/FOTOARENA\/ESTAD\u00c3O CONTE\u00daDO    <\/p>\n<p> Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante debate no Senado \u2014 Foto: TON MOLINA\/FOTOARENA\/FOTOARENA\/ESTAD\u00c3O CONTE\u00daDO <\/p>\n<p> Uma meta de infla\u00e7\u00e3o de 3%, considerada &quot;exigent\u00edssima&quot; e &quot;inimagin\u00e1vel&quot; para o Brasil pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, \u00e9 adotada em outros pa\u00edses emergentes como Chile, M\u00e9xico, China e Col\u00f4mbia. <\/p>\n<ul>\n<li>No Peru, a meta \u00e9 menor, de 2%, mas em na\u00e7\u00f5es como \u00cdndia, China e Turquia, a meta \u00e9 mais alta do que 3% (<strong>veja a lista no fim dessa reportagem<\/strong>).<\/li>\n<li><strong>No pr\u00f3prio Brasil, a meta \u00e9 de 3% para 2024 em diante, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5% sem que seja formalmente descumprida.<\/strong><\/li>\n<li>A meta central de 3% (com intervalo de toler\u00e2ncia) foi fixada de <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/06\/29\/entenda-o-que-e-a-meta-continua-de-inflacao-que-passara-a-ser-adotada-pelo-banco-central.ghtml\">forma &quot;cont\u00ednua&quot; a partir de 2025<\/a>, <strong>com voto do pr\u00f3prio ministro da Fazenda, Fernando Haddad.<\/strong><\/li>\n<li>Para atingir as metas de infla\u00e7\u00e3o, o BC utiliza a taxa Selic. <strong>Metas mais baixas tendem a exigir juros em um patamar mais elevado<\/strong> \u2013 <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/05\/01\/lula-discurso-primeiro-de-maio-dia-do-trabalho.ghtml\">alvo de cr\u00edtica do presidente Lula. <\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p> A declara\u00e7\u00e3o do ministro de que a meta de 3% seria &quot;exigent\u00edssima&quot; e &quot;inimagin\u00e1vel&quot; para o Brasil foi dada no \u00faltimo dia 22 durante audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados, e <strong>repercutiu no mercado financeiro<\/strong> \u2013 com aumento nas expectativas de infla\u00e7\u00e3o, pelos analistas de mercado, al\u00e9m de alta no d\u00f3lar e nos juros futuros. <\/p>\n<p>&quot;As contas est\u00e3o mais equilibradas, a infla\u00e7\u00e3o totalmente controlada, os n\u00facleos est\u00e3o rodando abaixo da meta, que \u00e9 exigent\u00edssima. Uma meta para um pa\u00eds com as condi\u00e7\u00f5es do Brasil, de 3%, \u00e9 um neg\u00f3cio inimagin\u00e1vel. Desde o regime de metas constitu\u00eddo, quantas vezes o Brasil teve 3% de infla\u00e7\u00e3o, quantos anos isso aconteceu? Nos 25 anos do regime de metas&quot;, questionou o ministro Haddad na ocasi\u00e3o, no Congresso Nacional. <\/p>\n<ul>\n<li><strong>A meta central de infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, nos 25 anos do regime de metas, entre 1999 e 2023, foi de 4,5%. <\/strong><\/li>\n<li><strong>A infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia registrada nos 25 anos do regime de metas de infla\u00e7\u00e3o, segundo dados oficiais do IBGE, foi de 6,36%.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>   Infla\u00e7\u00e3o oficial desde o in\u00edcio do regime de metas, em 1999 Em %   Fonte: IBGE   <\/p>\n<p> No Congresso, Haddad avaliou que, a partir de um ponto, quando a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 baixa, ela &quot;come\u00e7a a ficar insens\u00edvel \u00e0 taxa de juros&quot;. <strong>E que, neste caso, \u00e9 preciso pensar em &quot;desvincula\u00e7\u00f5es&quot; de recursos or\u00e7ament\u00e1rios \u2013 como, por exemplo, as verbas &quot;carimbadas&quot; para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. <\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li>O Tesouro Nacional <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/de-olho-no-orcamento\/noticia\/2023\/04\/11\/governo-enviara-pec-no-2o-semestre-para-mudar-piso-de-gastos-em-saude-e-educacao-diz-secretario-do-tesouro.ghtml\">j\u00e1 defendeu o fim de recursos vinculados diretamente \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o<\/a>, mas ainda n\u00e3o encaminhou proposta neste sentido ao Legislativo. <\/li>\n<li>Segundo c\u00e1lculo do pr\u00f3prio Tesouro, <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/03\/28\/saude-e-educacao-podem-perder-r-500-bilhoes-em-nove-anos-com-eventual-mudanca-sobre-o-piso-mostra-tesouro-nacional.ghtml\">a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o podem deixar de receber at\u00e9 R$ 504 bilh\u00f5es em nove anos, entre 2025 e 2033, caso as regras atuais para o piso sejam alteradas.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p> O objetivo das desvincula\u00e7\u00f5es citadas pelo ministro seria manter o arcabou\u00e7o fiscal (nova regra para as contas p\u00fablicas) em vigor nos pr\u00f3ximos anos. Isso evitaria, em tese, uma alta maior na <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/05\/14\/governo-e-mercado-veem-divida-publica-em-tendencia-de-alta-entenda-efeitos-na-economia-e-comparacao-com-outros-paises.ghtml\">d\u00edvida brasileira \u2013 um term\u00f4metro para investidores<\/a>. Sem ajustes em regras, o espa\u00e7o para gastos livres, dentro da nova regra fiscal, pode acabar nos pr\u00f3ximos anos. <\/p>\n<p>&quot;Quem sabe a gente encontra uma regra melhor que essa para que seja respeitada por todo governo, um pacto, para que seja sustent\u00e1vel no longo prazo. Isso tem a ver com meta de infla\u00e7\u00e3o, por exemplo. Se queremos uma meta de 3%, ousada para a hist\u00f3ria do Brasil, temos de abrir um pouco o debate e ver quest\u00f5es institucionais: ver regra de vincula\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis ao longo do tempo. \u00c9 disso que se trata, tratar com seriedade. N\u00e3o \u00e9 fla flu&quot;, declarou o ministro.<\/p>\n<p> <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/09\/17\/economistas-pedem-ao-governo-maior-enfase-na-reducao-de-gastos-e-indicam-possiveis-cortes.ghtml\">Economistas avaliam, por\u00e9m, que h\u00e1 outras op\u00e7\u00f5es \u00e0 desvincula\u00e7\u00e3o de recursos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/a> <strong>Eles citam, por exemplo, uma reforma administrativa, uma nova reforma previdenci\u00e1ria, o fim do abono salarial e reforma em gastos sociais.<\/strong> <\/p>\n<p><h2>Infla\u00e7\u00e3o e o sistema de metas<\/h2>\n<\/p>\n<p> O Banco Central avalia, em seus documentos oficiais, que a infla\u00e7\u00e3o alta prejudica principalmente as fam\u00edlias de baixa renda, uma vez que estas t\u00eam mais dificuldade de se proteger contra a perda do valor real da moeda. E que o controle da infla\u00e7\u00e3o, por sua vez, favorece o crescimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel e o planejamento das empresas e fam\u00edlias. <\/p>\n<p> O principal instrumento do BC para conter a alta da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic, fixada a cada 45 dias nas reuni\u00f5es do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) &#8212; formado pelos diretores e pelo presidente da autarquia. <\/p>\n<p>                   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-61628\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/taxa-selic-entenda-o-que-e-a-taxa-basica-de-juros-da-economia-brasileira.jpeg\" alt=\"Taxa Selic: entenda o que \u00e9 a taxa b\u00e1sica de juros da economia brasileira\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> Taxa Selic: entenda o que \u00e9 a taxa b\u00e1sica de juros da economia brasileira <\/p>\n<p> Para definir o n\u00edvel da taxa Selic, o Banco Central trabalha com o sistema de metas de infla\u00e7\u00e3o. Se as estimativas para o comportamento dos pre\u00e7os est\u00e3o em linha com as metas pr\u00e9-definidas, \u00e9 poss\u00edvel reduzir a taxa. Se as previs\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o come\u00e7am a subir, a op\u00e7\u00e3o \u00e9 manter ou subir os juros. <\/p>\n<p> <strong>Apesar do an\u00fancio, feito em junho do ano passado, de que a meta ser\u00e1 cont\u00ednua em 3% a partir de 2025, o governo ainda n\u00e3o publicou decreto formalizando esse objetivo. <\/strong> <\/p>\n<p><h2>D\u00favidas no mercado<\/h2>\n<\/p>\n<p> <strong>A declara\u00e7\u00e3o do ministro Haddad na semana passada no Congresso Nacional, de que uma meta de 3% para o Brasil seria &quot;exigent\u00edssima&quot; e &quot;inimagin\u00e1vel&quot;, gerou d\u00favidas no mercado se ela ser\u00e1 adotada de fato pelo Executivo. <\/strong> <\/p>\n<p> A declara\u00e7\u00e3o de Haddad sobre a meta de infla\u00e7\u00e3o brasileira foi precedida de eventos que tamb\u00e9m adicionaram tens\u00e3o nos mercados, e que est\u00e3o pressionando para cima as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o. S\u00e3o eles: <\/p>\n<li>Em meados de abril, o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/04\/15\/ldo-2025-governo-propoe-reduzir-metas-para-as-contas-publicas-e-mira-deficit-zero-no-ano-que-vem.ghtml\">governo federal prop\u00f4s <strong>reduzir as metas de super\u00e1vit prim\u00e1rio<\/strong> para as contas p\u00fablicas dos pr\u00f3ximos anos<\/a>. <strong>Se confirmadas pelo Legislativo, as novas metas possibilitar\u00e3o um aumento de despesas de cerca de R$ 160 bilh\u00f5es em 2025 e 2026<\/strong>. Mais gastos, por sua vez, tendem a pressionar a infla\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>As<strong> enchentes no Rio Grande do Sul <\/strong>tamb\u00e9m est\u00e3o pressionando a infla\u00e7\u00e3o, pois alguns itens de alimenta\u00e7\u00e3o com origem no estado, <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2024\/05\/28\/edital-compra-arroz-importado.ghtml\">como arroz por exemplo<\/a>, tendem a ter aumento de pre\u00e7os. <strong>O pr\u00f3prio <\/strong><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/05\/16\/sem-considerar-impacto-da-enchente-no-rs-governo-eleva-para-25percent-estimativa-de-crescimento-do-pib-em-2024.ghtml\"><strong>Minist\u00e9rio da Fazenda j\u00e1 elevou sua estimativa de infla\u00e7\u00e3o por conta disso<\/strong><\/a><strong>, assim como os agentes do mercado est\u00e3o fazendo.<\/strong><\/li>\n<li>Houve um<strong> <\/strong><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/05\/14\/racha-no-copom-veja-os-argumentos-dos-diretores-do-bc-que-foram-voto-vencido-e-buscavam-um-corte-maior-no-juro.ghtml\"><strong>&quot;racha&quot; na diretoria do BC na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom<\/strong><\/a>, quando aconteceu uma diminui\u00e7\u00e3o no ritmo de corte dos juros \u2013 fixando a Selic em 10,50% ao ano. Quatro diretores indicados pelo presidente Lula votaram por um corte maior nos juros, de 0,5 ponto percentual, para 10,25% ao ano, mas foram voto vencido.<strong> O temor do mercado \u00e9 que a diretoria do BC indicada pelo presidente Lula \u2013 com maioria no Copom a partir de 2026 \u2013, possa ser mais leniente com a infla\u00e7\u00e3o, em busca de um ritmo maior de crescimento da economia.<\/strong><\/li>\n<p>         2 de 2&#013;\u00daltima reuni\u00e3o do Copom para decidir taxa Selic teve diretoria dividida. \u2014 Foto: Raphael Ribeiro\/BCB    <\/p>\n<p> \u00daltima reuni\u00e3o do Copom para decidir taxa Selic teve diretoria dividida. \u2014 Foto: Raphael Ribeiro\/BCB <\/p>\n<p><h2>O que dizem analistas<\/h2>\n<\/p>\n<p> O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, avalia que \u00e9 absolutamente poss\u00edvel ter uma meta de infla\u00e7\u00e3o de 3% no Brasil, mas que, para isso, \u00e9 preciso fazer o trabalho requerido \u2013 que \u00e9 ajustar as contas p\u00fablicas. <\/p>\n<p>&quot;Com uma infla\u00e7\u00e3o baixa e est\u00e1vel de foma em geral, precisa ter contas p\u00fablicas em ordem. Isso a gente n\u00e3o tem n\u00e3o tem perspectiva de ter. O problema n\u00e3o \u00e9 a meta, mas n\u00e3o ter as contas ajustadas (&#8230;) Controlar gasto \u00e9 praticamente uma an\u00e1tema, um pecado para o atual governo&quot;, afirmou Alexandre Schwartsman.<\/p>\n<p> <strong>Para ele, uma tentativa de se trocar um pouco mais de crescimento por mais infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel no m\u00e9dio e longo prazos<\/strong>. &quot;Consegue fazer por intervalos curto, mas ao longo do tempo, a capacidade de crescimento n\u00e3o depende da meta de infla\u00e7\u00e3o. Depende de quanto investe, depende da produtividade&quot;, concluiu. <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/05\/17\/em-debate-sobre-30-anos-do-plano-real-ex-presidentes-do-bc-dizem-que-e-preciso-resolver-problema-do-deficit-nas-contas-publicas.ghtml\">Em debate sobre os 30 anos do Real, ex-presidentes do BC tamb\u00e9m avaliaram que \u00e9 preciso resolver problema do d\u00e9ficit nas contas p\u00fablicas<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p> Para Jos\u00e9 Luis Oreiro, professor do Departamento de Economia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), a meta de infla\u00e7\u00e3o brasileira poderia ser um pouco mais alta, de 4%, com um intervalo de toler\u00e2ncia menor, de um ponto percentual. Com isso, a infla\u00e7\u00e3o poderia oscilar entre 2% e 5% sem que a meta fosse descumprida. <\/p>\n<p>&quot;Com um horizonte de j\u00e1 25 anos do sistema de metas, com infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 6%, o que que leva as pessoas a acharem que esse ano a gente vai conseguir uma infla\u00e7\u00e3o de 3% [meta fixada]. Ou por forte valoriza\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio ou aumento colossal da taxa de desemprego. Ano passado ficou no limite, 4,4%. Para voc\u00ea reduzir a infla\u00e7\u00e3o de 4,4% para 3%, precisa ou uma valoriza\u00e7\u00e3o muito forte do c\u00e2mbio, ou de produzir uma recess\u00e3o forte na economia brasileira, que me parece que \u00e9 o que o BC vem querendo fazer&quot;, declarou Jos\u00e9 Luis Oreiro.<\/p>\n<p><h2>Metas de infla\u00e7\u00e3o em pa\u00edses emergentes<\/h2>\n<\/p>\n<p> Veja as metas de infla\u00e7\u00e3o vigentes para o ano de 2024: <\/p>\n<ul>\n<li><strong>Peru:<\/strong> 2%, podendo oscilar entre 1% e 3% sem que seja descumprida<\/li>\n<li><strong>Indon\u00e9sia:<\/strong> 1,5% a 3,5%<\/li>\n<li><strong>Brasil<\/strong>: 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5% sem que seja descumprida<\/li>\n<li><strong>M\u00e9xico: <\/strong>3%, podendo oscilar entre 2% e 4% sem que seja descumprida<\/li>\n<li><strong>Chile<\/strong>: 3%<\/li>\n<li><strong>China:<\/strong> 3%<\/li>\n<li><strong>Col\u00f4mbia: <\/strong>3% <\/li>\n<li><strong>\u00c1frica do Sul:<\/strong> 3% a 6%<\/li>\n<li><strong>Uruguai<\/strong>: 3% a 6%<\/li>\n<li><strong>\u00cdndia<\/strong>: 4%<\/li>\n<li><strong>R\u00fassia<\/strong>: 4%<\/li>\n<li><strong>Turquia<\/strong>: 5%<\/li>\n<li><strong>Egito<\/strong>: 7%, podendo oscilar entre 5% e 9% sem que seja descumprida<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/banco-central-do-brasil\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Banco Central do Brasil\"> Banco Central do Brasil <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ministerio-da-fazenda\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Minist\u00e9rio da Fazenda\"> Minist\u00e9rio da Fazenda <\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#039;Exigent\u00edssima&#039; e &#039;inimagin\u00e1vel&#039; para Haddad, meta de infla\u00e7\u00e3o de 3% \u00e9 adotada em pa\u00edses como Chile, M\u00e9xico, China e Col\u00f4mbia Declara\u00e7\u00e3o de Haddad adicionou tens\u00e3o aos mercados e gerou d\u00favida se o governo vai, de fato, formalizar a meta cont\u00ednua de 3% a partir de 2025, conforme anunciado. 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