{"id":62375,"date":"2024-06-19T09:30:45","date_gmt":"2024-06-19T09:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=62375"},"modified":"2024-06-19T09:30:45","modified_gmt":"2024-06-19T09:30:45","slug":"os-profissionais-que-abandonaram-industria-da-carne-para-abrir-negocios-veganos-agronegocios-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2024\/06\/19\/os-profissionais-que-abandonaram-industria-da-carne-para-abrir-negocios-veganos-agronegocios-g1\/","title":{"rendered":"Os profissionais que abandonaram ind\u00fastria da carne para abrir neg\u00f3cios veganos | Agroneg\u00f3cios | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>Os profissionais que abandonaram ind\u00fastria da carne para abrir neg\u00f3cios veganos<\/h1>\n<h2>Mercado de alimentos de origem exclusivamente vegetal est\u00e1 em crescimento em todo o mundo.<\/h2>\n<p>       <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">    <\/a>   <\/p>\n<p> Por Christine Ro <\/p>\n<p>  19\/06\/2024 05h30    Atualizado  19\/06\/2024    <\/p>\n<p>                      1 de 4&#013;Os profissionais que abandonaram ind\u00fastria da carne para abrir neg\u00f3cios veganos \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC    <\/p>\n<p> Os profissionais que abandonaram ind\u00fastria da carne para abrir neg\u00f3cios veganos \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC <\/p>\n<p> Em 2016, Andy Shovel sentia que estava sem rumo. <\/p>\n<p> Ele e seu s\u00f3cio Pete Sharman venderam sua empresa de hamb\u00fargueres no Reino Unido e sentiam que seu <strong>pr\u00f3ximo neg\u00f3cio precisava ser mais sustent\u00e1vel.<\/strong> <\/p>\n<p> Primeiro, eles pensaram em gest\u00e3o de reciclagem de res\u00edduos e carros esporte el\u00e9tricos. At\u00e9 que as discuss\u00f5es se voltaram para as prote\u00ednas alternativas. <\/p>\n<p> A dupla percebeu que esta \u00e9 uma ind\u00fastria em crescimento e que eles poderiam fazer uso da sua experi\u00eancia na \u00e1rea aliment\u00edcia. Os dois come\u00e7aram ent\u00e3o a trabalhar em pesquisa e desenvolvimento. <\/p>\n<p> Alguns meses depois, a namorada de Shovel mostrou a ele um v\u00eddeo com pintinhos sendo abatidos na ind\u00fastria de produ\u00e7\u00e3o de ovos. <\/p>\n<p>&quot;Achei que fosse algum tipo de v\u00eddeo alarmista e que eu n\u00e3o deveria assistir&quot;, ele conta. &quot;Acho que, como muitas pessoas, eu tinha o que \u00e9 chamado de disson\u00e2ncia cognitiva.&quot;<\/p>\n<p> A disson\u00e2ncia cognitiva \u00e9 um vi\u00e9s psicol\u00f3gico que surge quando as pessoas tentam defender duas ou mais cren\u00e7as contradit\u00f3rias ao mesmo tempo \u2013 neste caso, <strong>&quot;eu gosto de animais&quot; e &quot;eu gosto de comer carne&quot;<\/strong>. <\/p>\n<p> &quot;Ou seja, eu basicamente tinha uma esp\u00e9cie de desconhecimento deliberadamente autoinfligido sobre o que acontece nos bastidores da nossa ind\u00fastria aliment\u00edcia&quot;, explica Shovel. E o v\u00eddeo dos pintinhos, para ele, trouxe uma reviravolta. <\/p>\n<p> Enquanto trabalhava nos planos para o novo neg\u00f3cio com bases vegetais, <strong>&quot;parti naquela \u00e9poca para uma jornada pessoal&quot;<\/strong>. E foi assim que, de amante do KFC e ex-funcion\u00e1rio do McDonald&#x27;s, Shovel passou a ser vegetariano, depois vegano, e <strong>defensor apaixonado do bem-estar animal<\/strong>. <\/p>\n<p> Essas jornadas paralelas, pessoal e profissional, levaram v\u00e1rios anos. Shovel e Sharman acabaram fundando a THIS, uma marca de prote\u00edna vegetal que pretende atingir as pessoas que comem carne, com seu marketing provocador, mas sem julgamento. <\/p>\n<p> &quot;Determinei logo no come\u00e7o que, basicamente, a melhor forma de desarmar a defensiva das pessoas&#8230; \u00e9 tentar faz\u00ea-las rir&quot;, conta Shovel. <\/p>\n<p> Andy Shovel n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico empreendedor vegano com passagem pela ind\u00fastria da carne. A empresa produtora de <strong>frango vegetal TiNDLE foi fundada<\/strong> pelo alem\u00e3o Timo Recker e <strong>por um brasileiro, Andr\u00e9 Menezes<\/strong>. Recker vem de uma fam\u00edlia do setor de carne processada e Menezes trabalhou para distribuidores de carne. <\/p>\n<p> As marcas The Vegetarian Butcher e Those Vegan Cowboys foram fundadas pelo fazendeiro holand\u00eas de nona gera\u00e7\u00e3o Jaap Korteweg. Ele decidiu abandonar a cria\u00e7\u00e3o de animais depois que a febre su\u00edna e a doen\u00e7a da vaca louca atingiram a Holanda. <\/p>\n<p>         2 de 4&#013;O frango da TiNDLE \u00e9 produzido com uma combina\u00e7\u00e3o de gordura e prote\u00ednas de origem vegetal \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC    <\/p>\n<p> O frango da TiNDLE \u00e9 produzido com uma combina\u00e7\u00e3o de gordura e prote\u00ednas de origem vegetal \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC <\/p>\n<p> E estes empres\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos a reavaliar seu trabalho com animais para alimenta\u00e7\u00e3o. Existem criadores de gado que tamb\u00e9m est\u00e3o mudando de ideia \u2013 como o criador brit\u00e2nico que passou a cultivar vegetais com m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o totalmente veganos. <\/p>\n<p> Mas, para mergulhar de cabe\u00e7a nos chamados <strong>&quot;empregos humanos&quot; \u2013 que beneficiam tanto as pessoas, quanto os animais<\/strong> \u2013 \u00e9 preciso encontrar apoio social e financeiro. <\/p>\n<p> <strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2024\/06\/13\/por-que-nao-existe-salmao-no-brasil.ghtml\">Por que n\u00e3o existe salm\u00e3o no Brasil?<\/a><\/li>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2024\/06\/14\/brasil-precisa-importar-arroz-por-que-o-preco-subiu-mais-de-20percent-em-um-ano.ghtml\">Brasil precisa importar arroz? Por que o pre\u00e7o subiu mais de 20% em um ano?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><h2>Substituindo animais por plantas<\/h2>\n<\/p>\n<p> Para a americana Morgan Salis-Deany, <strong>&quot;muitas vezes as mudan\u00e7as v\u00eam de um acontecimento traum\u00e1tico&quot;<\/strong>. <\/p>\n<p> Foi o que aconteceu na sua fam\u00edlia. Uma combina\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, suic\u00eddio e ainda outra morte fez com que eles enfrentassem decis\u00f5es dif\u00edceis sobre o que fazer com sua fazenda de 323 hectares, ou cerca de 3,2 km\u00b2, no Texas (EUA). <\/p>\n<p> O av\u00f4 e os tios de Salis-Deany criavam vacas e galinhas em n\u00edveis industriais. Eram cerca de 1 mil cabe\u00e7as de gado e 12 avi\u00e1rios com mais de 55 mil galinhas em cada um. <\/p>\n<p> A escala &quot;\u00e9 quase inimagin\u00e1vel&quot;, ela conta. E as mem\u00f3rias sensoriais da sua inf\u00e2ncia permanecem n\u00edtidas at\u00e9 hoje. <\/p>\n<p> &quot;Eu me lembro de andar por aqueles avi\u00e1rios com <strong>dificuldade para respirar, devido aos n\u00edveis de am\u00f4nia<\/strong>&quot;, ela conta, &quot;e de ver as aves no ch\u00e3o sem poderem se levantar porque o peso do corpo era grande demais.&quot; <\/p>\n<p> Para ela, a mudan\u00e7a de moradia para cursar a universidade na Calif\u00f3rnia foi como entrar em um mundo novo. <\/p>\n<p> Depois da morte do av\u00f4, seus tios n\u00e3o conseguiram dar conta da carga de trabalho. E tamb\u00e9m surgiram dificuldades financeiras. <\/p>\n<p> Por isso, sua m\u00e3e e a pr\u00f3pria Salis-Deany decidiram voltar para o Texas entre 2017 e 2019. Mas elas queriam que tudo fosse diferente. <\/p>\n<p> A fam\u00edlia j\u00e1 se considerava amiga dos animais h\u00e1 muito tempo. Mas havia uma distin\u00e7\u00e3o entre o amor aos seus c\u00e3es e cavalos e o trabalho que elas desempenhavam para viver. <\/p>\n<p> Salis-Deany e sua m\u00e3e haviam viajado e dedicado algum tempo ao resgate de animais. E a combina\u00e7\u00e3o das suas convic\u00e7\u00f5es, press\u00f5es financeiras e as dificuldades da cria\u00e7\u00e3o de galinhas fizeram com que a fam\u00edlia decidisse abandonar a pecu\u00e1ria. <\/p>\n<p> Para isso, elas precisaram fazer um empr\u00e9stimo, mas tamb\u00e9m tiveram aliados para apoi\u00e1-las. <\/p>\n<p> Durante o processo, Salis-Deany contou com o aux\u00edlio da ONG Mercy for Animals. A organiza\u00e7\u00e3o administra o programa chamado Transfarmation, nome que mistura a palavra farm (fazenda, em ingl\u00eas) com a palavra transformation (que significa transforma\u00e7\u00e3o), sugerindo assim a transforma\u00e7\u00e3o de fazendas. <\/p>\n<p> O programa oferece assist\u00eancia t\u00e9cnica e financeira para a <strong>transi\u00e7\u00e3o de fazendas que praticam a pecu\u00e1ria industrial <\/strong>nos Estados Unidos. <\/p>\n<p> Existem projetos similares em outros pa\u00edses. Na Su\u00ed\u00e7a, por exemplo, os fazendeiros est\u00e3o ajudando uns aos outros para <strong>substituir a pecu\u00e1ria leiteira pelo cultivo de aveia<\/strong>. <\/p>\n<p> Mas os programas de transi\u00e7\u00e3o de fazendas costumam ser realizados em pequena escala. Muitas vezes, \u00e9 dif\u00edcil atrair fazendeiros interessados em quantidade suficiente ou fazer com que o trabalho seja economicamente vi\u00e1vel. <\/p>\n<p> O projeto Transfarmation trabalhou com 12 fazendeiros em um per\u00edodo de cinco anos, segundo seu diretor, Tyler Whitley. &quot;Trabalhamos com um pequeno n\u00famero de fazendeiros, de forma muito, muito intensa.&quot; <\/p>\n<p> Para isso, \u00e9 preciso gerenciar com cuidado as expectativas. <\/p>\n<p> &quot;Quando voc\u00ea faz a transi\u00e7\u00e3o de um neg\u00f3cio que j\u00e1 dura 20 anos para fazer algo totalmente novo, esta mudan\u00e7a pode ser muito assustadora&quot;, reconhece Whitley. E mudar para um tipo de fazenda totalmente diferente \u00e9 um processo complexo. <\/p>\n<p>         3 de 4&#013;O mercado de alimentos de origem exclusivamente vegetal est\u00e1 em crescimento em todo o mundo \u2014 Foto: ALAMY via BBC    <\/p>\n<p> O mercado de alimentos de origem exclusivamente vegetal est\u00e1 em crescimento em todo o mundo \u2014 Foto: ALAMY via BBC <\/p>\n<p> Os fazendeiros geralmente entram em contato com o programa depois de conversar com suas fam\u00edlias, quando j\u00e1 est\u00e3o cansados do que est\u00e3o fazendo. <\/p>\n<p> Seus motivos podem ser diversos, segundo Whitley. Eles incluem problemas financeiros; desejo de melhor qualidade de vida; a busca de mais autonomia em rela\u00e7\u00e3o aos contratos de produ\u00e7\u00e3o, nos quais as grandes empresas fornecem os animais; e <strong>preocupa\u00e7\u00f5es com o impacto ambiental ou as condi\u00e7\u00f5es dos animais<\/strong>. <\/p>\n<p> O projeto Transfarmation fornece informa\u00e7\u00f5es sobre diversas possibilidades de subsist\u00eancia e ajuda a testar diferentes usos da infraestrutura j\u00e1 existente nas fazendas, como cultivar cogumelos em avi\u00e1rios. <\/p>\n<p> O programa tamb\u00e9m costuma conceder pequenos financiamentos, de US$ 10 mil a US$ 20 mil (cerca de R$ 53,5 mil a R$ 107 mil), para ajudar na transi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> A manuten\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas \u00e9 um problema importante e encontrar mercado para produtos especializados pode ser dif\u00edcil. Mas Whitley relata que &quot;todos os produtores com quem trabalhamos est\u00e3o tendo lucro com suas empreitadas&quot;. <\/p>\n<p> Ele tamb\u00e9m acredita que continuar produzindo alimentos permite que os fazendeiros mantenham seu senso de orgulho relacionado \u00e0 sua identidade. <\/p>\n<p> Salis-Deany certamente sente orgulho quando descreve as novas atividades desenvolvidas na fazenda da fam\u00edlia. Agora, ela trabalha no resgate de animais do centro de resgate Let Love Life, destinado principalmente aos c\u00e3es. <\/p>\n<p> A fazenda come\u00e7ou a produzir c\u00e2nhamo, que agora \u00e9 seco nos antigos avi\u00e1rios, para ser transformado em \u00f3leo de canabidiol. E ela tamb\u00e9m est\u00e1 transformando outro avi\u00e1rio em uma opera\u00e7\u00e3o de cultivo de flores. <\/p>\n<p> Salis-Deany tamb\u00e9m tem um plano de longo prazo de hospedagem na fazenda. <\/p>\n<p> Ela reconhece que existem riscos nesses planos t\u00e3o diversificados, como a redu\u00e7\u00e3o da lucratividade. Mas tamb\u00e9m haveria riscos se eles continuassem a gerenciar a fazenda como faziam anteriormente. <\/p>\n<p> Ela tenta viver um dia de cada vez. E, a cada dia na fazenda, ela sente o cheiro de madressilva, s\u00e1lvia e outras plantas, em vez dos odores da am\u00f4nia das galinhas confinadas. <\/p>\n<p> Salis-Deany vem observando cada vez mais aves e borboletas na fazenda. &quot;N\u00e3o vejo nada al\u00e9m de possibilidades.&quot; <\/p>\n<p><h2>Como superar os obst\u00e1culos<\/h2>\n<\/p>\n<p> No caso de Andy Shovel, a transi\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria da carne para produtos de origem vegetal foi acompanhada por uma mudan\u00e7a radical de ideologia, o que o ajudou a tamb\u00e9m compreender a psicologia dos seus clientes. <\/p>\n<p> Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es por tr\u00e1s da abordagem irreverente da THIS. Shovel acredita que ela pode ajudar a romper as defesas das pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de carne. <\/p>\n<p>&quot;Talvez todos n\u00f3s aceitemos bem o terr\u00edvel comportamento do nosso sistema alimentar porque achamos que \u00e9 normal&quot;, afirma ele.<\/p>\n<p> Para Shovel, o <strong>poder da normaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme<\/strong>. Por isso, &quot;\u00e9 importante observar com novos olhos e simplesmente redefinir as normas&quot;. <\/p>\n<p> Mas uma li\u00e7\u00e3o dessas transi\u00e7\u00f5es para alimentos de origem vegetal \u00e9 que apenas a \u00e9tica das pessoas costuma ser suficiente. Ela normalmente ajuda se houver tamb\u00e9m uma raz\u00e3o pr\u00e1tica para a mudan\u00e7a. <\/p>\n<p> Uma dessas raz\u00f5es pode ser financeira. As dificuldades criadas pelas d\u00edvidas cr\u00f4nicas entre os fazendeiros <strong>&quot;facilita muito o trabalho de tentar idealizar uma op\u00e7\u00e3o competitiva&quot;<\/strong>, segundo Tyler Whitley. <\/p>\n<p> Shovel conta que o impulso inicial para mudar para produtos alternativos \u00e0 carne foi o seu enorme potencial de mercado. <\/p>\n<p>         4 de 4&#013;A transi\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de animais para o cultivo de produtos vegetais exige aten\u00e7\u00e3o e planejamento \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC    <\/p>\n<p> A transi\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de animais para o cultivo de produtos vegetais exige aten\u00e7\u00e3o e planejamento \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC <\/p>\n<p> Outra quest\u00e3o \u00e9 a import\u00e2ncia de manter o senso de comunidade depois de uma transi\u00e7\u00e3o importante. Uma mudan\u00e7a radical que envolva a atividade de cria\u00e7\u00e3o de animais, em que a identidade dos produtores \u00e9 t\u00e3o intimamente relacionada com a sua forma de vida, pode ser algo especialmente perturbador. <\/p>\n<p> Morgan Salis-Deany conta que faz parte de um grande grupo de volunt\u00e1rios e funcion\u00e1rios no resgate de animais, mas tamb\u00e9m de uma comunidade maior para conseguir encontrar alguma base em comum. <\/p>\n<p> Mas n\u00e3o tem sido f\u00e1cil. Ela nunca se sentiu pertencente \u00e0 regi\u00e3o leste do Texas, onde ela percebe que <strong>&quot;ainda existem muitas formas antigas de pensamento, muitos ideais conservadores&quot;<\/strong>. <\/p>\n<p> Mas, mesmo nos Estados Unidos, at\u00e9 grupos politicamente polarizados podem se unir em torno da prote\u00e7\u00e3o dos animais de estima\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> Durante o processo de transi\u00e7\u00e3o da sua fam\u00edlia para abandonar a pecu\u00e1ria, Salis-Deany encontrou conforto no senso de comunidade existente em suas outras atividades, como o resgate de c\u00e3es. <\/p>\n<p> Tudo isso ajuda a evitar o risco de mergulhar demais em comunidades de nicho. Shovel tem consci\u00eancia deste risco. <\/p>\n<p>&quot;O veganismo \u00e9 uma \u00e1rea em que, eu acho, as c\u00e2maras de eco s\u00e3o extremamente frequentes.&quot;<\/p>\n<p> Como muitos outros veganos, Shovel recebe muitas cr\u00edticas por suas opini\u00f5es sobre os produtos de origem animal. <\/p>\n<p> &quot;Eu me sinto muito isolado, \u00e0s vezes, quando o assunto \u00e9 minha ideologia&quot; de n\u00e3o usar produtos animais, explica ele. &quot;\u00c9 uma disson\u00e2ncia muito forte deixar de seguir as ideologias relativamente comuns para, de repente, passar a se sentir um alien\u00edgena.&quot; <\/p>\n<p> Mas existem espa\u00e7os onde Shovel pode se sentir um pouco menos solit\u00e1rio. Ele estima que cerca de 10% dos funcion\u00e1rios da THIS sejam veganos \u2013 mais do que o \u00edndice m\u00e9dio do Reino Unido, de cerca de 4%. E ele tamb\u00e9m fundou recentemente uma ONG dedicada ao bem-estar animal. <\/p>\n<p> Como parte da pequena rede de fazendeiros que trabalharam com o projeto Transfarmation, Salis-Deany tamb\u00e9m encontrou uma comunidade que consegue ajud\u00e1-la a se sentir menos isolada, embora seus participantes estejam espalhados pelos Estados Unidos. <\/p>\n<p> &quot;As comunidades de produtores podem ser muito pequenas&quot;, afirma Whitley. Por isso, para os fazendeiros participantes, a equipe do projeto Transfarmation &quot;tenta fazer com que eles tenham possibilidade de acesso a confer\u00eancias e outras oportunidades de forma\u00e7\u00e3o de redes, para que n\u00e3o se sintam t\u00e3o isolados&quot;. <\/p>\n<p> Aqui, o elemento social \u00e9 fundamental, como enfatiza a cientista da conserva\u00e7\u00e3o Anne Toomey, da Universidade Pace de Nova York, nos Estados Unidos. <\/p>\n<p> Para ela, &quot;se houver formas de permitir que a comunidade ambiental demonstre que ser ambientalista \u00e9 fazer parte de uma comunidade social, acho que pode ser algo muito poderoso&quot;. <\/p>\n<p> Essas comunidades podem ser criadas online, como as redes de apoio a produtores org\u00e2nicos na internet. <\/p>\n<p> Toomey acredita que &quot;se as pessoas sentirem que fazem parte de algo e tiverem outras pessoas que possam encontrar para testar isso e aquilo&quot;, elas ter\u00e3o ajuda para superar as dificuldades. <\/p>\n<p> Mas tudo isso envolve ouvir al\u00e9m das cis\u00f5es sem fazer julgamentos, o que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil colocar em pr\u00e1tica. <\/p>\n<p> Como diz Whitley, &quot;esta \u00e9 uma \u00e9poca de grandes mudan\u00e7as e, por isso, \u00e9 de grande aux\u00edlio se conseguirmos nos aproximar dos demais, buscando maior compreens\u00e3o para podermos enfrentar juntos essas mudan\u00e7as&quot;. <\/p>\n<p> <strong>Leia a <\/strong><a class href=\"https:\/\/www.bbc.com\/future\/article\/20240612-the-meat-workers-who-became-vegan-pioneers?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Bg1%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>vers\u00e3o original desta reportagem<\/strong><\/a><strong> (em ingl\u00eas) no site <\/strong><a class href=\"https:\/\/www.bbc.com\/future?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Bg1%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>BBC Future<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> <\/p>\n<p> <strong>LEIA TAMB\u00c9M: <\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ciencia\/noticia\/2023\/03\/25\/o-paradoxo-da-carne-que-faz-muita-gente-ignorar-como-animais-sao-criados-na-hora-de-comer.ghtml\"><strong>O &#x27;paradoxo da carne&#x27;, que faz muita gente ignorar como animais s\u00e3o criados na hora de comer<\/strong><\/a><\/li>\n<li><a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2023\/07\/21\/reducao-forte-no-consumo-de-carne-equivale-a-retirar-8-milhoes-de-carros-das-ruas-no-reino-unido-diz-estudo.ghtml\"><strong>Redu\u00e7\u00e3o forte no consumo de carne equivale a retirar 8 milh\u00f5es de carros das ruas no Reino Unido, diz estudo<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><h2><strong>Veja mais em: <\/strong><\/h2>\n<\/p>\n<p>                   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-62377\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quebrada-organica-projeto-na-periferia-de-sao-paulo-muda-relacao-da-comunidade-com-a-alim.jpeg\" alt=\"Quebrada Org\u00e2nica: projeto na periferia de S\u00e3o Paulo muda rela\u00e7\u00e3o da comunidade com a alim\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> Quebrada Org\u00e2nica: projeto na periferia de S\u00e3o Paulo muda rela\u00e7\u00e3o da comunidade com a alim <\/p>\n<p>                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-62378\" src=\"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/de-onde-vem-os-alimentos-organicos.jpeg\" alt=\"De onde vem os alimentos org\u00e2nicos\" width=\"800\" height=\"400\" \/>       <\/p>\n<p> De onde vem os alimentos org\u00e2nicos <\/p>\n<ul> <\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os profissionais que abandonaram ind\u00fastria da carne para abrir neg\u00f3cios veganos Mercado de alimentos de origem exclusivamente vegetal est\u00e1 em crescimento em todo o mundo. Por Christine Ro 19\/06\/2024 05h30 Atualizado 19\/06\/2024 1 de 4&#013;Os profissionais que abandonaram ind\u00fastria da carne para abrir neg\u00f3cios veganos \u2014 Foto: GETTY IMAGES via BBC Os profissionais que abandonaram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-62375","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62375"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62375\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62379,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62375\/revisions\/62379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}