{"id":62764,"date":"2024-06-30T15:29:43","date_gmt":"2024-06-30T15:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/?p=62764"},"modified":"2024-06-30T15:29:43","modified_gmt":"2024-06-30T15:29:43","slug":"por-que-uruguai-e-um-dos-paises-mais-caros-do-mundo-turismo-e-viagem-g1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.corretoraideal.com.br\/index.php\/2024\/06\/30\/por-que-uruguai-e-um-dos-paises-mais-caros-do-mundo-turismo-e-viagem-g1\/","title":{"rendered":"Por que Uruguai \u00e9 um dos pa\u00edses mais caros do mundo | Turismo e Viagem | G1"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1>Por que Uruguai \u00e9 um dos pa\u00edses mais caros do mundo<\/h1>\n<h2>Os economistas que estudaram o fen\u00f4meno garantem que h\u00e1 muitos fatores que explicam os pre\u00e7os elevados no pa\u00eds sul-americano.<\/h2>\n<p>       <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">    <\/a>   <\/p>\n<p> Por Felipe Llamb\u00edas <\/p>\n<p>  30\/06\/2024 08h10    Atualizado  30\/06\/2024    <\/p>\n<p>                      1 de 3&#013;A frutas e as verduras s\u00e3o mais caras no Uruguai (foto) do que no vizinho Brasil, segundo estudo \u2014 Foto: Getty Images\/Via BBC    <\/p>\n<p> A frutas e as verduras s\u00e3o mais caras no Uruguai (foto) do que no vizinho Brasil, segundo estudo \u2014 Foto: Getty Images\/Via BBC <\/p>\n<p> Quando um morador de Rivera, cidade fronteiri\u00e7a uruguaia, for ao mercado local esta semana, ver\u00e1 que o pre\u00e7o de um tubo de pasta de dente de 180 gramas \u00e9 de 243 pesos (US$ 6,20). <\/p>\n<p> Mas se ele for a um mercado brasileiro pr\u00f3ximo \u2014 algo para o qual basta atravessar a rua, porque a cidade continua sem barreiras com o nome de Sant&#x27;Ana do Livramento no Brasil \u2014, essa mesma pasta de dente, produzida em S\u00e3o Paulo, custar\u00e1 R$ 6,99 (US$ 1,28). <\/p>\n<p> A pasta de dente \u00e9 apenas um exemplo de que o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> \u00e9 um pa\u00eds caro, comparado aos seus vizinhos. <\/p>\n<p> O importador traz um produto para o pa\u00eds por um pre\u00e7o, mas quando chega ao p\u00fablico, seu pre\u00e7o m\u00e9dio quase triplica, segundo pesquisa realizada pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento (CED) a pedido do Banco Central do <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> e publicada em fevereiro. <\/p>\n<p> Mais acentuada \u00e9 a diferen\u00e7a de um sabonete ou de um desodorante, cujos pre\u00e7os numa loja ou mercado chegam a ser seis vezes maiores do que o valor com o qual entrou no pa\u00eds. <\/p>\n<p> Com base em dados reunidos pelo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/banco-mundial\/\">Banco Mundial<\/a>, o CED comparou os pre\u00e7os de cerca de 600 produtos no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> com os de outros 43 pa\u00edses ao longo do tempo. <\/p>\n<p> A pesquisa apontou que os pre\u00e7os eram em m\u00e9dia 27% mais caros no pa\u00eds sul-americano. <\/p>\n<p> Al\u00e9m disso, pa\u00edses europeus desenvolvidos como Fran\u00e7a, <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/alemanha\/\">Alemanha<\/a> ou <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/reino-unido\/\">Reino Unido<\/a> apresentaram pre\u00e7os inferiores aos pagos em Rivera ou <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/uruguai\/cidade\/montevideu.html\">Montevid\u00e9u<\/a>. <\/p>\n<p> Apenas nove pa\u00edses \u2014 Jap\u00e3o, Finl\u00e2ndia, Israel, Irlanda, Su\u00e9cia, Dinamarca, Su\u00ed\u00e7a, Noruega e Isl\u00e2ndia \u2014 revelaram-se mais caros. <\/p>\n<p>         2 de 3&#013;Montevid\u00e9u \u00e9 uma cidade cara, em parte devido \u00e0 sua pequena popula\u00e7\u00e3o (1,3 milh\u00e3o de pessoas) \u2014 Foto: Getty Images\/Via BBC    <\/p>\n<p> Montevid\u00e9u \u00e9 uma cidade cara, em parte devido \u00e0 sua pequena popula\u00e7\u00e3o (1,3 milh\u00e3o de pessoas) \u2014 Foto: Getty Images\/Via BBC <\/p>\n<p> Em compara\u00e7\u00e3o com outros lugares da Am\u00e9rica Latina, os produtos no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> custam mais que o dobro dos da Bol\u00edvia, 80% mais que no M\u00e9xico e 20% mais que os vizinhos Brasil e Argentina \u2014 parceiros no Mercosul e de onde chega boa parte das importa\u00e7\u00f5es sem tarifas. <\/p>\n<p> Em produtos de higiene e limpeza, o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> \u00e9 58% mais caro que a m\u00e9dia dos pa\u00edses; em alimentos e bebidas n\u00e3o alco\u00f3licas, 55%; e em artigos de inform\u00e1tica e eletr\u00f4nicos, 43%. <\/p>\n<p><h2>&#x27;Efeito pa\u00eds&#x27;<\/h2>\n<\/p>\n<p> Este fen\u00f4meno ocorre com mais for\u00e7a em \u00e1reas onde praticamente n\u00e3o h\u00e1 \u2014 ou realmente n\u00e3o h\u00e1 \u2014 produ\u00e7\u00e3o nacional, o que exige a importa\u00e7\u00e3o, segundo explica Ignacio Umpierrez, economista e pesquisador do CED. <\/p>\n<p> A lista de itens que n\u00e3o s\u00e3o produzidos no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> \u00e9 muito longa. <\/p>\n<p> Umpierrez afirma que os pre\u00e7os mais elevados no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> n\u00e3o s\u00e3o um resultado conjuntural do valor do peso uruguaio em rela\u00e7\u00e3o a outras moedas, mas \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que perdurar\u00e1 por muito tempo. <\/p>\n<p> Ele aponta para o &quot;efeito pa\u00eds&quot;, que diz respeito a algumas condi\u00e7\u00f5es que tornam o pa\u00eds caro. <\/p>\n<p> O pesquisador e a equipe conclu\u00edram que o mercado uruguaio \u2014 que \u00e9 pequeno, porque h\u00e1 3,5 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds \u2014 est\u00e1 concentrado em algumas empresas que s\u00e3o as grandes respons\u00e1veis \u200b\u200bpor essas importa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p> &quot;Em mercados concentrados, o poder de precifica\u00e7\u00e3o das empresas \u00e9 maior&quot;, explica. <\/p>\n<p> Como consequ\u00eancia desta falta de concorr\u00eancia, o lucro por produto era quase sempre superior \u00e0 metade do pre\u00e7o pago pelo consumidor final, segundo mostrou a pesquisa. Ou seja, algo que foi importado por 10, o cidad\u00e3o m\u00e9dio paga mais de 20. <\/p>\n<p> Umpierrez descreve essas margens como &quot;relativamente altas&quot;, embora ressalve n\u00e3o saber por quantos intermedi\u00e1rios os produtos passam entre o importador e o consumidor final. <\/p>\n<p> O economista uruguaio Sebasti\u00e1n Fleitas, professor de economia da Universidade Cat\u00f3lica do Chile especializado em quest\u00f5es de concorr\u00eancia e mercado, destaca um aspecto do com\u00e9rcio internacional que o pa\u00eds n\u00e3o pode mudar. <\/p>\n<p> &quot;O <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> est\u00e1 longe do mundo e, por isso, tem custos de transporte e log\u00edstica&quot; quando os produtos n\u00e3o v\u00eam de seus vizinhos, aponta. <\/p>\n<p> Ele acrescenta que, nos neg\u00f3cios do <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> com a maioria dos pa\u00edses, existem gastos mais altos com impostos e taxas que em outras partes do mundo, al\u00e9m da obriga\u00e7\u00e3o de contratar um despachante aduaneiro para cada importa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> E tudo vai se somando ao pre\u00e7o final. <\/p>\n<p><h2>Barreiras contra a competi\u00e7\u00e3o <\/h2>\n<\/p>\n<p> Fleitas diz \u00e0 BBC News Mundo (servi\u00e7o em espanhol da BBC) que o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> \u00e9 caro devido a &quot;dois problemas centrais&quot;: a falta de concorr\u00eancia e os setores regulados pelo Estado, &quot;onde a regula\u00e7\u00e3o tem s\u00e9rios problemas&quot;. <\/p>\n<p> &quot;\u00c9 um pa\u00eds pequeno, onde todos nos conhecemos e onde existe muita intera\u00e7\u00e3o entre os regulados e os reguladores. Isso n\u00e3o \u00e9 ileg\u00edtimo, mas coloca alguns desafios adicionais \u00e0 defesa da concorr\u00eancia, ao controle do lobby e esse tipo de coisa que faz com que desfazer esse pa\u00eds caro represente um conjunto de pequenas batalhas, cada uma delas exigindo muito capital pol\u00edtico&quot;, afirma. <\/p>\n<p> O especialista diz que, apesar de haver um longo caminho a se percorrer, h\u00e1 coisas que j\u00e1 podem ser feitas para baratear o pa\u00eds. <\/p>\n<p> Para ele, h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00f5es que criam barreiras, como registros de sa\u00fade para alimentos, bebidas, produtos de higiene e muito mais. <\/p>\n<p> \u201cPara um produto entrar no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a>, ele deve ter registro sanit\u00e1rio no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade P\u00fablica\u201d, explica Umpierrez. <\/p>\n<p> Mas as grandes empresas \u201cbasicamente possuem sua ficha t\u00e9cnica por quest\u00f5es de exclusividade ou acordos comerciais\u201d. <\/p>\n<p> Isso implica que, por exemplo, se alguma empresa uruguaia quisesse importar um creme dental comprando-o por US$ 1,28 em um supermercado ou atacadista brasileiro, o Estado uruguaio n\u00e3o permitiria porque a empresa n\u00e3o possui a ficha t\u00e9cnica do produto. <\/p>\n<p> E n\u00e3o importa que seja exatamente a mesma pasta de dente que entra pela subsidi\u00e1ria de uma multinacional. <\/p>\n<p> \u201cSe n\u00e3o protegemos uma ind\u00fastria, n\u00e3o estamos protegendo o emprego, estaremos talvez protegendo o rendimento monopolista de um importador?\u201d, indaga o economista Alfonso Capurro, da empresa de consultoria local CPA\/Ferrere. <\/p>\n<p> Ele sublinha que existem regulamenta\u00e7\u00f5es que \u201cprocuram genuinamente proteger o consumidor\u201d, mas que h\u00e1 \u201cin\u00e9rcia e um ac\u00famulo de diferentes regulamenta\u00e7\u00f5es&quot;. <\/p>\n<p> \u201cNingu\u00e9m se atentou que este conjunto de regulamenta\u00e7\u00f5es se sobrepunha e impedia o mercado de funcionar melhor\u201d, aponta. <\/p>\n<p> A CPA\/Ferrere elaborou outro estudo a pedido do Banco Central, neste caso relativo aos pre\u00e7os de frutas e legumes. <\/p>\n<p> Capurro, um dos economistas que trabalhou nesta pesquisa, explica \u00e0 BBC News Mundo que a importa\u00e7\u00e3o de alguns destes alimentos \u00e9 proibida pelas regras sanit\u00e1rias \u2014 com isso, apenas a produ\u00e7\u00e3o local deve ser comercializada. <\/p>\n<p> Entretanto, ele afirma que essa regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 utilizada para fins sanit\u00e1rios, e sim como medida protecionista, uma vez que em tempos de escassez interna os governos j\u00e1 permitiram a entrada desses alimentos. <\/p>\n<p> \u201cIsso torna as frutas e vegetais mais caros, em m\u00e9dia, do que poderiam ser se fossem importados. E esse \u00e9 um pre\u00e7o excessivo que n\u00f3s, consumidores, pagamos\u201d, diz. <\/p>\n<p> O estudo analisou o valor de certas frutas e vegetais nos mercados atacadistas ao longo do tempo no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> e no Brasil. O tomate, por exemplo, custou tr\u00eas vezes mais no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a>. <\/p>\n<p> \u201cSe retirarmos essas prote\u00e7\u00f5es aos produtores, o setor desaparece. \u00c9 um subs\u00eddio oculto\u201d, observa Capurro. <\/p>\n<p> Ao mesmo tempo, os produtores uruguaios de frutas e hortali\u00e7as t\u00eam que trabalhar em um sistema com custos elevados, destaca. <\/p>\n<p><h2>O sistema tribut\u00e1rio e o alto custo da energia<\/h2>\n<\/p>\n<p> Capurro aponta que outro fator que contribui para os pre\u00e7os elevados \u00e9 o sistema tribut\u00e1rio uruguaio. <\/p>\n<p> Al\u00e9m do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), alguns produtos recebem a cobran\u00e7a de outros impostos que os encarecem. <\/p>\n<p> \u201cNosso sistema tribut\u00e1rio \u00e9 um pouco antigo, \u00e9 muito baseado em impostos diretos sobre o consumo e n\u00e3o tanto em impostos sobre as pessoas. Paga-se menos em impostos como o imposto de renda, mas eles s\u00e3o pagos diretamente sobre os bens que s\u00e3o consumidos\u201d, diz o especialista. <\/p>\n<p> Um exemplo disso \u00e9 o combust\u00edvel. O <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> tem o litro de gasolina mais caro da Am\u00e9rica Latina e o 15\u00ba do mundo \u2014 quase metade do pre\u00e7o \u00e9 composto por tributos. <\/p>\n<p> O diesel tamb\u00e9m \u00e9 caro, porque um percentual do pre\u00e7o do litro \u00e9 destinado ao subs\u00eddio ao transporte p\u00fablico \u2014 algo que se reflete nos custos de transporte e distribui\u00e7\u00e3o de qualquer produto. <\/p>\n<p> Ao mesmo tempo, as margens de lucro na distribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o altas porque \u201cos caminhoneiros e os postos n\u00e3o est\u00e3o dispostos a competir\u201d, explica Capurro. <\/p>\n<p> Algo semelhante acontece com a eletricidade: as contas est\u00e3o entre as mais altas do mundo, em parte devido aos investimentos na \u00faltima d\u00e9cada para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de energia de fontes renov\u00e1veis. <\/p>\n<p>         3 de 3&#013;O Uruguai \u00e9 considerado pelo Banco Mundial um pa\u00eds de alta renda \u2014 Foto: EPA\/Via BBC    <\/p>\n<p> O Uruguai \u00e9 considerado pelo Banco Mundial um pa\u00eds de alta renda \u2014 Foto: EPA\/Via BBC <\/p>\n<p><h2>Pa\u00eds de alta renda<\/h2>\n<\/p>\n<p> O <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> \u00e9 o pa\u00eds latino-americano com o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita, cerca de US$ 22 mil (R$ 120 mil), e isso o coloca na categoria de pa\u00edses de alta renda, segundo a classifica\u00e7\u00e3o do <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/banco-mundial\/\">Banco Mundial<\/a>. <\/p>\n<p> Cada fam\u00edlia uruguaia ganha em m\u00e9dia cerca de US$ 2.500 (R$ 13,6 mil) mensais, segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica. <\/p>\n<p> Apesar da alta renda para a regi\u00e3o, os uruguaios sentem que viver no seu pa\u00eds \u00e9 muito caro. <\/p>\n<p> Na Espanha, por exemplo, ganha-se cerca de US$ 3.200 (R$ 17,4 mil) por m\u00eas, e n\u00e3o s\u00f3 as fam\u00edlias ganham mais, mas as compras custam 25% menos que no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a>, segundo a compara\u00e7\u00e3o do CED. <\/p>\n<p> Mesmo na compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses mais caros, o <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> sai perdendo. <\/p>\n<p> \u201cCopenhague \u00e9 cara, mas por boas raz\u00f5es. As pessoas vivem muito bem l\u00e1, ganham sal\u00e1rios muito bons e est\u00e3o felizes com isso\u201d, explica Fleitas. <\/p>\n<p> \u201cTemos sal\u00e1rios baixos para o n\u00edvel de custo de vida, mas ao mesmo tempo altos para os n\u00edveis de produtividade\u201d, disse Umpierrez. <\/p>\n<p> O que \u00e9 mais barato no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> do que nos pa\u00edses desenvolvidos \u00e9 a habita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> O pre\u00e7o m\u00e9dio de um aluguel no <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> \u00e9 de cerca de US$ 500 (R$ 2,7 mil), enquanto na Espanha \u00e9 o dobro, segundo dados oficiais. <\/p>\n<p> Os tr\u00eas economistas entrevistados concordam que o estado de bem-estar social proporcionado pelo <a class href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\">Uruguai<\/a> tem os seus custos, e isso se reflete nos pre\u00e7os. <\/p>\n<p> Mas algumas dessas iniciativas s\u00e3o ben\u00e9ficas para a popula\u00e7\u00e3o, outras n\u00e3o. <\/p>\n<p> \u201cO que nos complica \u00e9 que somos caros por coisas que n\u00e3o geram bem-estar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o rendimentos que v\u00e3o para alguns empres\u00e1rios e alguns trabalhadores que est\u00e3o nesses setores\u201d, diz Fleitas. <\/p>\n<ul>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/alemanha\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Alemanha\"> Alemanha <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/banco-mundial\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Banco Mundial\"> Banco Mundial <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/uruguai\/cidade\/montevideu.html\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Montevid\u00e9u\"> Montevid\u00e9u <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/reino-unido\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Reino Unido\"> Reino Unido <\/a> <\/li>\n<li> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uruguai\/\" class=\"entities__list-itemLink\" data-track-click=\"Uruguai\"> Uruguai <\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<h3> <a id=\"js-next-article-desktop-link\" class=\"next-article-desktop-link\"><\/a> <\/h3>\n<h3> <a id=\"js-next-article-smart-link\" class=\"next-article-smart-link\"><\/a> <\/h3>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>       Anterior   Pr\u00f3ximo     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que Uruguai \u00e9 um dos pa\u00edses mais caros do mundo Os economistas que estudaram o fen\u00f4meno garantem que h\u00e1 muitos fatores que explicam os pre\u00e7os elevados no pa\u00eds sul-americano. 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