A relação entre as grandes metrópoles do mundo e de suas áreas verdes tem diferenças importantes ao longo da história e, por um longo período, o desenvolvimento econômico e infra-estrutura, o que tem diminuído pela presença de áreas florestais. Pensando nisso, o ZAP, uma empresa do Grupo ZAP, desenvolveu uma nova investigação sobre a arborização da cidade de São Paulo e a ligação com o mercado imobiliário. Os principais pontos identificados no estudo foram de que o capital de são paulo tem quatro árvores a cada 100 metros e que, em geral, os bairros com os imóveis valorizados são aqueles com a média de árvores mais altas.
As zonas oeste e sul são as mais arborizadas da cidade de são paulo, andando pelas ruas e praças destas regiões, as pessoas são, em média, seis árvores a cada 100 m, a região central, vem na sequência com as cinco árvores e os territórios do norte e do leste para o fim da lista, com quatro árvores. Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Jardins e liderar o ranking dos bairros mais arborizados, com 15, 12 e 11 árvores por 100 metros, respectivamente, totalizando cerca de 30 mil árvores.
São Paulo (Foto: Shutterstock)
O resto do top 10 bairros woody, segue com: Brooklin (dez árvores), Cidade Jardim (dez árvores), Santa Cecília (dez árvores), Vila Nova Conceição (nove árvores), Pacaembu (nove árvores), Itaim Bibi (nove árvores) e Real Parque (oito árvores). Esta análise demonstra que a região sul da capital, com sete dos dez distritos. Para o gerente de inteligência de mercado do Grupo ZAP, Cristiane Crisci, a presença de muitos bairros nobres mostra como o tema tem uma relação direta com a valorização local e do imóvel. “Este é um ponto muito importante e que aumenta o valor dos bairros, pois está diretamente relacionada com o bem-estar e qualidade de vida. A região da Barra Funda, por exemplo, que está em pleno desenvolvimento, imobiliário, conta com apenas quatro árvores a cada 100 metros, portanto, não há espaço para melhorar o paisagismo do bairro avançar para os novos empreendimentos. Já, Vila Olímpia, que verticalizou significativamente na última década e o terceiro m2 mais caro da cidade (de R$13.610/m2), foi acima da média, com sete árvores, mas abaixo do vizinho Itaim Bibi – nove árvores.”, mais detalhes.
Já as regiões com menos arborizadas estão localizadas principalmente em áreas periféricas. A região da Sé, no centro da cidade, se destaca como o menor índice da cidade, com apenas 1 árvore a cada 100 metros. Na seqüência são: Relevo, Jardim Ângela, Brasilândia, Grajaú e Jaçanã, todos com uma média de duas árvores por 100 metros.
Áreas verdes do valor bairros
Analisando os preços, nota que os bairros mais verdes têm um preço por m2 mais valorizado. O valor da mediana das dez áreas mais arborizadas é 55% maior do que nos dez menos verde. O destaque fica para apartamentos, usado para venda em Cidade Jardim, Vila Nova Conceição, Jardins, líderes de florestação, com R$18.761/m2, R$17.572/m2 e R$12.165/m2, respectivamente. Comparando com menos arborizada, pode-se destacar Itaim Paulista (R$3.982/m2), Cidade Tiradentes (R$3.995/m2) e Grajaú (R$4.702/m2).
Parque do Ibirapuera (Foto: Shutterstock)
A realização de uma relação com o mercado imobiliário na cidade, podemos identificar que as áreas mais valorizadas da cidade: a Cidade Jardim e Vila Nova Conceição, também estão no ranking das dez mais arborizada. Por outro lado, os dois menos valorizadas da cidade: Cidade Tiradentes e Itaim Paulista, também aparecem no ranking das dez menos verde. “O preço dos imóveis está diretamente relacionada com a estrutura em torno dele, e como isso afeta no dia-a-dia das pessoas. A arborização, bem como o transporte público e a segurança são as principais diferenças para a avaliação de imóveis”, conclui Cristiane.
São Paulo (Foto: Shutterstock)
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