Pela primeira vez, Censo demográfico registra número de quilombolas no país | Jornal Nacional | G1

O Brasil tem 1,3 milhão quilombolas. Foi a primeira vez que o Censo demográfico registrou esse grupo de cidadãos.

Lugares que serviam como abrigo para quem fugia e lutava contra a escravidão. Comunidades que representaram espaços de liberdade e resistência. E onde, até hoje, vivem brasileiros como o Seu Pedro, neto da fundadora do Quilombo Cafundá Astrogilda, na Zona Oeste do Rio.

“Uma vida livre, você vivendo dentro da natureza, essas coisas, assim, e podendo comer as coisas que a terra te dá, te propõe”, diz o agricultor e feirante.

Pela primeira vez o censo do IBGE contou o número de cidadãos que se auto identificam como quilombolas, integrantes de povos e comunidades tradicionais reconhecidos pela Constituição.

São 1,3 milhão de brasileiros que vivem em 473 mil domicílios no país. Eles representam 0,65% da população do Brasil.

O Censo mostrou que 7 em cada 10 quilombolas estão na região Nordeste. Sendo que metade dessa população se concentra nos estados da Bahia e do Maranhão. Entre os municípios, Salvador e Senhor do Bonfim, na Bahia, e Alcântara no Maranhão têm o maior número de moradores quilombolas.

O resultado foi apresentado, nesta quinta-feira (27), em Brasília.

“Identificar as localidades quilombola, território quilombola, agrupamento quilombola e outras localidades foi fundamental pra chegar até aqui com população superior aos registros administrativos existentes hoje e disponíveis, quilombolas vacinados e o CadÚnico”, diz Cimar Azeredo, presidente interino do IBGE.

O Censo também identificou que apenas 12,6% dos quilombolas estão nos territórios delimitados no país. A grande maioria dessa população vive fora das áreas oficialmente reconhecidas.

Isabela Nery Lima atuou no Censo em comunidades quilombolas do Rio.

“Essa identificação dos quilombolas e como eles vivem, onde eles vivem, ela é importante pra eles, depois, com o tempo, e a partir dessa identificação, tentar trazer um pouco mais desses serviços públicos para a vida deles”, diz a analista censitária do IBGE.

“Muita gente chega aqui: ‘não imagino que aqui tem um lugar desse’. Mas tem. Um pouco modificado, mas existe ainda”, diz Paulo José Martins Ferreira, autônomo do quilombo Cafundá Astrogilda.

“O IBGE é fundamental para poder divulgar e amostrar porque teria que vir outras pessoas aqui pra ver isso, e através disso a gente ganhar visibilidade, essas coisas assim, perante o poder público”, diz Pedro dos Santos.

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