Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo após novo corte da Selic; veja ranking
País deixou a liderança em dezembro, quando foi superado pelo México em levantamento do MoneYou. A Argentina, que enfrenta uma inflação altíssima, ocupa a última posição.
Por André Catto, g1
20/03/2024 18h36 Atualizado 20/03/2024
Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após novo corte da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses.
O Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (20) reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual (p.p.), para 10,75% ao ano. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram agora em 5,90%. O líder é o México, com taxa real de 7,46%.
Na última divulgação, em 31 de dezembro, o Brasil já ocupava a segunda colocação da lista. A combinação de inflação menor e cenário externo positivo ajudou no fechamento de uma taxa real de juros mais baixa, informou o MoneYou.
A Argentina ficou em último lugar no ranking. Apesar de ter as taxas nominais mais altas da lista, de 80% ao ano (veja mais abaixo), o país também enfrenta um quadro de inflação altíssima, o que acaba derrubando as taxas reais.
Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.
Sexto corte seguido de juros
Nesta quarta-feira, o Copom anunciou um novo corte da taxa básica de juros, de 0,50 p.p.. Com a redução, a Selic ficou em 10,75% ao ano.
Esse foi o sexto corte consecutivo da taxa básica por parte do colegiado, após a Selic ter se mantido em 13,75% ao ano por cerca de um ano.
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira caiu para a 6ª posição. Veja abaixo:
- Argentina
- Banco Central do Brasil
- Chile
- Colômbia
- Copom
- Filipinas
- Hong Kong
- Indonésia
- México
- África do Sul
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