Representante do X no Brasil renuncia ao cargo, aponta ficha da Junta Comercial de SP | Tecnologia | G1


Representante do X no Brasil renuncia ao cargo, aponta ficha da Junta Comercial de SP

Documento mostra que Diego de Lima Gualda apresentou carta de renúncia no dia 8 de abril, dois dias após Elon Musk atacar Alexandre de Moraes no antigo Twitter.

Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

13/04/2024 01h13 Atualizado 13/04/2024

A rede X vai ser derrubada pelo STF?

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O representante e administrador da rede social "X" no Brasil, Diego de Lima Gualda, apresentou carta de renúncia ao cargo, de acordo com documento da Junta Comercial de São Paulo.

A renúncia foi protocolada no dia 8 de abril, dois dias depois de o dono da rede social, Elon Musk, atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a ficha cadastral da empresa, Gualda foi designado representante do X no Brasil em agosto de 2023. O documento cita que ele foi nomeado como procurador e administrador da rede social no país.

Além disso, Gualda, que é advogado, também ocupou cargo de diretor jurídico do antigo Twitter no Brasil. Antes do X, ele trabalhou em outras empresas, inclusive como representante do Yahoo.

O g1 tenta entrar em contato com o advogado.

Musk e Moraes

1 de 1 Twitter passou a se chamar X — Foto: Alamy via BBC

Twitter passou a se chamar X — Foto: Alamy via BBC

No dia 6 de abril, Elon Musk usou a própria rede social para acusar Alexandre de Moraes de censura e de ameaçar prender funcionários da rede social no Brasil. Ele também disse que poderia reativar perfis bloqueados por determinações judiciais.

No dia seguinte, Moraes determinou que a conduta de Elon Musk fosse investigada e ordenou que o antigo Twitter não desobedeça às decisões judiciais, sob pena de multa de R$ 100 mil para cada perfil bloqueado que for reativado.

Na decisão, Moraes afirmou ter visto indícios de obstrução de Justiça e incitação ao crime nas atitudes de Musk. Além disso, o ministro entendeu que o bilionário usou as redes sociais para espalhar desinformação e desestabilizar instituições do Estado Democrático de Direito.

"Na presente hipótese, portanto, está caracterizada a utilização de mecanismos ilegais por parte do 'X'; bem como a presença de fortes indícios de dolo do CEO da rede social 'X', Elon Musk, na instrumentalização criminosa anteriormente apontada e investigada em diversos inquéritos", escreveu.

Em outro trecho da decisão, o ministro escreveu em letras maiúsculas:

"AS REDES SOCIAIS NÃO SÃO TERRA SEM LEI! AS REDES SOCIAIS NÃO SÃO TERRA DE NINGUÉM!"

Após a decisão de Moraes, Elon Musk fez novos ataques ao ministro. O bilionário publicou que Moraes é um "ditador brutal" e que tem o presidente Lula "na coleira".

A Polícia Federal deve ouvir representantes no Brasil da rede X nos próximos dias.

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