Haddad antecipa volta dos EUA; Fazenda cita 'agenda econômica e negociações com o Congresso' | Economia | G1


Haddad antecipa volta dos EUA; Fazenda cita 'agenda econômica e negociações com o Congresso'

Semana foi marcada por revisão das metas fiscais – que, somada ao cenário externo, desvalorizou o real e derrubou o Ibovespa. Governo não informou quais compromissos Haddad terá na volta.

Por Alexandro Martello, Mateus Rodrigues, g1 — Brasília

18/04/2024 14h12 Atualizado 18/04/2024

1 de 1 Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda. — Foto: Globonews/Reprodução

Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda. — Foto: Globonews/Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu antecipar para esta quinta-feira (18) o retorno ao Brasil, após compromissos oficiais em Washington, nos Estados Unidos.

Haddad retornaria na noite desta sexta (19), mas o embarque foi adiantado para a noite desta quinta. O Ministério da Fazenda informou a mudança, mas não divulgou se houve compromissos cancelados em razão do novo horário.

No comunicado, o Ministério da Fazenda informou que a antecipação tem como motivo "a agenda econômica em Brasilia e negociações com o Congresso envolvendo os projetos de interesse do governo".

O texto não cita quais reuniões Haddad terá no retorno ao Brasil. Questionado, o Ministério da Fazenda disse apenas que a agenda está "cheia".

A semana da equipe econômica foi marcada por tumulto porque, na última segunda (15), o governo federal anunciou a redução da meta de superávit fiscal para os próximos anos. Veja abaixo:

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Na prática, a mudança significa que o governo terá que gastar mais dinheiro público nesse período, o que dificulta o equilíbrio das contas e aumenta a insegurança de investidores.

Essa sinalização, junto com novos episódios da crise no Oriente Médio e com a trajetória dos juros dos Estados Unidos, levaram a quedas sucessivas na Bolsa de Valores e a uma forte valorização do dólar frente ao real.

O cenário tem outro complicador: a disputa, também agravada nesta semana, entre a articulação política do governo e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Isso porque, mesmo para cumprir as metas menos ambiciosas anunciadas esta semana, o governo conta com uma série de medidas para ampliar a arrecadação de impostos e cortar despesas. E boa parte dessas medidas depende de aprovação do Congresso.

Se a relação entre Executivo e Legislativo não for pacificada, além de não aprovar esses projetos, o governo passa a correr riscos com as chamadas "pautas-bomba" – projetos que tramitam no Congresso e aumentam o gasto público, a exemplo da PEC que estabelece remuneração adicional para servidores do Judiciário e do Ministério Público.

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