Dólar abre em alta nesta quarta-feira, após falas de Lula e à espera do Livro Bege do Fed | Economia | G1


Dólar abre em alta nesta quarta-feira, após falas de Lula e à espera do Livro Bege do Fed

Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,30%, cotado em R$ 5,4288. Já o principal índice de ações da bolsa fechou em queda de 0,16%, aos 129.110 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas seguidas.

Por g1

17/07/2024 09h01 Atualizado 17/07/2024

1 de 1 Cédulas de dólar — Foto: Pexels

Cédulas de dólar — Foto: Pexels

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (17), conforme investidores repercutem novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o quadro fiscal do país.

Além disso, o mercado ainda continua a avaliar a participação do diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, em um evento na véspera e monitoram os novos balanços corporativos do dia.

No exterior, dados econômicos norte-americanos ficam no radar, à medida que o mercado segue atento a eventuais sinais sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. Com isso, também há expectativa pela divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O documento é um relatório desenvolvido em conjunto pelas 12 filiais regionai da instituição e serve como um termômetro da economia dos EUA.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Às 09h20, o dólar operava em alta de 0,39%, cotado em R$ 5,4500. Veja mais cotações.

Na véspera, a moeda fechou em queda de 0,30%, cotada em R$ 5,4288.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,04% na semana;
  • recuo de 2,86% no mês;
  • avanço de 11,88% no ano.

Ibovespa

As negociações do Ibovespa, por sua vez, só começam a partir das 10h.

Na véspera, o índice teve queda de 0,16%, aos 129.110 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,17% na semana;
  • ganhos de 4,20% no mês;
  • perdas de 3,78% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?

O principal destaque desta quarta-feira no ambiente doméstico continua sendo o quadro fiscal brasileiro.

Após declarações de Galípolo na véspera, que reafirmaram que as expectativas de inflação passam por uma revisão e que o cenário de juros mais altos por mais tempo nos EUA fortalece o dólar, o presidente Lula voltou a ficar sob os holofotes.

Em entrevista feita para a TV Record, na véspera, o presidente afirmou que não é obrigado a cumprir a meta fiscal e que ainda precisa ser convencido sobre um eventual corte de gastos em 2024. Lula, por outro lado, disse que a meta de déficit zero (com despesas e receitas equivalentes) não está descartada e se comprometeu a cumprir o arcabouço fiscal.

"As falas do presidente acabaram reacendendo preocupações sobre o compromisso do governo sobre a gestão fiscal e a manutenção das regras fiscais vigentes", afirmou a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá, durante morning call da companhia.

Após a entrevista de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, veio a público para reiterar o compromisso do governo com o cenário fiscal.

A jornalistas, o ministro afirmou que a equipe econômica avalia quanto bloqueio e contingenciamento terá que fazer em 2024 no Orçamento para cumprir as regras do arcabouço, destacando que og voerno ainda pode revisar para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A estimativa atual é de 2,5%.

Além disso, investidores ainda aguardam novos desdobramentos sobre a votação da reforma tributária no Senado e sobre a proposta de aumentar a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha. Na véspera, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 11 de setembro o prazo para que o Congresso analise medidas voltadas para este último tema.

Já no exterior, o foco do mercado fica com a divulgação do Livro Bege do Fed, uma espécie de relatório feito de forma conjunta pelas 12 filiais da instituição e que serve como um termômetro da economia norte-americana.

Novos dados da produção industrial dos Estados Unidos e balanços corporativos também ficam sob os holofotes.

Por fim, os sinais de favoritismo do ex-presidente Donald Trump na corrida eleitoral norte-americana também continuam a fazer preço nos mercados.

No último sábado, o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado a tiros enquanto discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele foi atingido na orelha direita enquanto falava e o evento foi interrompido.

O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana, uma semana após o outro candidato à presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, ter sofrido pressões para desistir de sua candidatura.

Após o ataque, o bitcoin disparou e voltou a ficar acima dos US$ 62 mil (aproximadamente R$ 338 mil).

Nesta quarta-feira (17), os antigos rivais de Trump para a indicação presidencial republicana, Nikki Haley e Ron DeSantis manifestaram total apoio à sua candidatura na convenção do partido.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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