'Bug do milênio' atrasado? Entenda medo global na virada dos anos 2000 | Tecnologia | G1


'Bug do milênio' atrasado? Entenda medo global na virada dos anos 2000

Falha global não se concretizou. Empresas e governos gastaram bilhões de dólares para atualizar seus sistemas nas vésperas da virada do ano.

Por g1

20/07/2024 11h37 Atualizado 20/07/2024

1 de 2 Falha em computadores causa 'tela azul' em aeroporto de Newark, nos EUA, nesta sexta, 19 de julho de 2024 — Foto: Bing Guan/Reuters

Falha em computadores causa 'tela azul' em aeroporto de Newark, nos EUA, nesta sexta, 19 de julho de 2024 — Foto: Bing Guan/Reuters

Era 31 de dezembro de 1999. A energia festiva da véspera de Ano Novo estava misturada a um medo que assombrava o mundo. À meia-noite, uma falha global poderia colapsar tudo que era comandado por computadores: bancos, aviação, sistemas de energia, telefonia e serviços básicos.

Poucas pessoas ousaram voar durante a virada do ano. Era o medo do chamado "bug do milênio", que não se concretizou.

Nesta sexta-feira (19), quando um apagão cibernético afetou vários lugares do mundo, diversas pessoas no X brincaram que ele chegou 24 anos atrasado. "Quem diria que o bug do milênio só estava atrasado", disse um usuário da rede social. "O bug do milênio chegou 24 anos atrasado, com isso podemos chamar de bug Rubens Barrichello?", brincou outro.

? A pane mundial foi causada por uma falha em uma atualização de uma ferramenta de segurança da empresa CrowdStrike. Ela funciona como uma espécie de antivírus para empresas. O problema cancelou voos e impactou bancos, serviços de saúde e serviços públicos em diversos países do mundo.

"Empresas entraram em pânico, porque seus sistemas de produção poderiam colapsar, e até pessoas com marcapassos estavam assustadas. A turma catastrofista dizia que era o apocalipse e o que mundo voltaria a Idade das Trevas. Sorte da humanidade que naquela época não existia redes sociais", disse o comentarista Ariel Palacios.

"A venda de armas nos Estados Unidos em dezembro de 1999 cresceu 20%. Alguns compraram galinhas para ter comida em casa, com ovos frescos, caso o caos se espalhasse nas ruas. E construíram bunkers em locais isolados", relembrou Palacios.

2 de 2 Central de operações contra o 'bug do milênio' em Los Angeles, nos EUA — Foto: Jim Ruymen/AFP/Arquivo

Central de operações contra o 'bug do milênio' em Los Angeles, nos EUA — Foto: Jim Ruymen/AFP/Arquivo

? O medo do "bug do milênio" tinha a ver com a virada da data. Os sistemas mais antigos de computadores registravam as datas com dois dígitos, inclusive para os anos – 98 e 99, por exemplo.

➡️ A grande falha iria acontece se, à meia-noite, os computadores lessem o "00" de 2000 como sendo de 1900.

? Para evitar o equívoco que supostamente levaria a uma hecatombe, empresas e governos gastaram bilhões de dólares para atualizar seus sistemas.

Na França, o Crédit Agricole gastou quase € 140 milhões, enquanto a France Telecom, agora rebatizada de Orange, gastou € 160 milhões.

A empresa de trens francesa SNCF voluntariamente parou todos os seus trens por 20 minutos entre 23h55 e 00h15, por simples precaução, o tempo para verificar se tudo estava funcionando.

Não se sabe o dinheiro investido ajudou a evitar o desastre. Fato é que o apagão cibernético desta sexta causou muito mais transtornos que o tão temido bug do milênio.

Duas décadas do "Bug do Milênio"

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