'BBB das galinhas': câmeras ajudam o ES a manter a liderança na produção de ovos no país | Agronegócios no Espírito Santo | G1


'BBB das galinhas': câmeras ajudam o ES a manter a liderança na produção de ovos no país

Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, concentra mais de 90% de toda a produção de ovos no estado. E para ajudar na quantidade e qualidade do produto, donos de granjas apostam em máquinas modernas, elevadores e até monitoramento das aves.

Por Priciele Venturini, g1 ES e TV Gazeta

21/07/2024 04h01 Atualizado 21/07/2024

Modernização ajuda no aumento da produtividade e qualidade em granjas no estado

Modernização ajuda no aumento da produtividade e qualidade em granjas no estado

Elevadores, esteiras, maquinários modernos e até câmeras para monitorar as aves e todas as etapas da produção de ovos: do recolhimento até a embalagem. A tecnologia é uma aliada em granjas na cidade de Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, que se mantém líder no segmento não só no estado, mas também no país, com uma produção de 12 milhões e 700 mil ovos por dia em 2023, de acordo com a Associação dos Avicultores do Espírito Santo.

O estado ocupa a primeira posição como a maior produtora de ovos do país desde 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Toda a tecnologia empregada na produção, dentro e fora das granjas, facilita o trabalho dos funcionários, contribui para a qualidade dos produtos, dá rapidez ao recolhimento e embalagem dos ovos.

Na prática, por exemplo, a mecanização das granjas faz com que, de hora em hora, chegue alimento fresco para as galinhas.Tudo automatizado. E tem até produtor que investiu em instalação de câmeras para vigiar os próprios equipamentos utilizados e também as aves, para evitar perdas.

É o caso do dono de uma granja em Santa Maria, Carlos Berger, que segue com os investimentos tecnológicos e colocou até câmeras de monitoramento espalhados pela granja.

"Instalamos para fazer o monitoramento na falha da máquina. Precisamos ter alguém para observar se entupiu um tratador. Então, a gente bota esse monitoramento para não ter perda na produção. Já vimos em outros países que já tem robô para fazer o encaixe do ovo e retirar as aves quando elas morrem. Então, acho que o futuro é cada vez mais modernidade" finalizou o dono da granja.

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Carlos disse que começou o investimento em equipamentos mais modernos há 15 anos, e não se arrepende. A tecnologia tem avançado e ele tenta acompanhar o ritmo.

"Na época, a gente começou devagar, começamos com um barracão. O investimento não é baixo, é realmente alto, e a gente foi fazendo com o passar dos anos. Fomos aumentando a granja de acordo com o que a gente foi crescendo no mercado também", relatou Carlos.

1 de 4 Tecnologia é aliada das granjas e ajuda na produção no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Tecnologia é aliada das granjas e ajuda na produção no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Todas as máquinas são pré-programadas sem a ação humana. O que gera menos mão de obra. Sem o maquinário, a granja de Carlos precisaria de três vezes mais da quantidade de funcionários.

"A gente até comenta que quem não está automatizado não fica no mercado, exatamente por causa dessa dificuldade de mão de obra. Então, a gente olha lá pra trás, em 2010, e conseguimos ver que realmente foi uma decisão acertada ter automatizado a granja", comentou Carlos.

Dentro dos galpões da granja do Carlos são reproduzidos 300 mil ovos por dia. Segundo o médico veterinário que trabalha no local, são 320 mil galinhas que vivem engaioladas. Cada gaiola abriga de 12 a 13 aves.

2 de 4 Donos de granja no Espírito Santo utilizam maquinário para ajudar no andamento do trabalho — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Donos de granja no Espírito Santo utilizam maquinário para ajudar no andamento do trabalho — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O veterinário da granja, Leonardo Morelo, explicou que a nutrição interfere diretamente na quantidade e qualidade dos ovos. E para ajudar nisso, uma máquina é responsável por nunca deixar os cochos esvaziarem.

"A gente programa nos relógios a passagem do tratados, colocamos o horário que a gente quer que ele passe durante o dia. Colocamos o intervalo de meia em meia hora e fazemos o tratamento das aves. Com isso, o cocho vai permanecendo sempre cheio. As aves consomem ração o dia inteiro e tem a necessidade da alimentação sempre renovada. Porque os tratadores passam, deixam o cocho sempre cheio e estimula a alimentação delas também", pontuou o veterinário.

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3 de 4 Máquinas ajudam desde a retirada dos ovos até a embalagem final em granjas no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Máquinas ajudam desde a retirada dos ovos até a embalagem final em granjas no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Com a automatização, a granja busca profissionais especializados que saibam mexer no maquinário.

"Cada dia mais a gente está mais automatizado e estamos precisando de pessoas mais capacitadas. E por isso a gente conta com programas de treinamento, orientação. Capacitamos os funcionários na empresa com relação a todos os processos, todos os cuidados", explicou o veterinário.

Apenas Santa Maria de Jetibá concentra mais de 90% de toda a produção do estado, com dezenas de granjas espalhadas pela cidade. E para muitos avicultores da região, a tecnologia é vista como uma grande aliada para se destacar no mercado.

4 de 4 Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, é líder na produção de ovos — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, é líder na produção de ovos — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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