Doença de Newcastle: área de emergência zoossanitária é reduzida a cinco municípios do RS
Medida, que inicialmente valia para todo o estado, prevê ações como limpeza e desinfecção de locais afetados e vigilância em propriedades por um período de 90 dias. Mapa determinou restrição de 90 dias, com o isolamento da área afetada.
Por g1 RS
25/07/2024 13h50 Atualizado 25/07/2024
Ministério da Agricultura reduz área de emergência da Newcastle no RS
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reduziu para cinco municípios a área de emergência zoossanitária em razão da Doença de Newcastle, identificada em um aviário de Anta Gorda. Além da cidade, estão no limite Doutor Ricardo, Putinga, Ilópolis e Relvado, em um raio de 10 km do foco da doença.
A medida valia, inicialmente, para todo o território do Rio Grande do Sul. No aviário em Anta Gorda, 7 mil aves tiveram que ser sacrificadas.
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O status de emergência zoosanitária prevê ações de sacrifício ou abate de todas as aves onde o foco foi confirmado, limpeza e desinfecção do local, adoção de medidas de biosseguridade, demarcação de zonas de proteção e vigilância em todas propriedades existentes no raio de 10km, definição de barreiras sanitárias, entre outras.
A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (24). Nesta quinta (25), o governo do estado publicou um decreto que declara estado de emergência de saúde animal na mesma região.
A medida tem duração de 90 dias, com o isolamento da área afetada e restrição de movimento de material de risco. Oito barreiras sanitárias foram instaladas na região, para impedir o avanço da doença de Newcastle. Os pontos de controle fazem a desinfecção de veículos de risco, de cargas de animais e aviários, além de varreduras em todas as propriedades rurais em dois raios, de 3 km e 10 km.
Das 858 propriedades rurais da região, 78% já foram vistoriadas, segundo o governo do estado.
A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), a doença apresenta sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça dos frangos.
1 de 3 Fiscalização em aviário no Vale do Taquari — Foto: Julia Chagas/Secretaria da Agricultura
Fiscalização em aviário no Vale do Taquari — Foto: Julia Chagas/Secretaria da Agricultura
Suspensão das exportações
A suspensão de exportações foi confirmada pelo Mapa e considera o acordo bilateral entre países parceiros, a fim de garantir a transparência do serviço brasileiro com os importadores.
As suspensões devem durar pelo menos 21 dias e variam o produto e a área, a partir do acordo comercial. Parte dos países considera carnes produzidas em todo o território nacional; alguns, somente no Rio Grande do Sul; e outros, em um raio de 50 km do foco da doença identificada.
Barreiras sanitárias são montadas no Vale do Taquari por causa da Doença de Newcastle
Identificação após queda de granizo
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a doença de Newcastle foi identificada na propriedade em meio às ondas de frio no inverno. Uma chuva de granizo teria destelhado o aviário, matando 7 mil aves em razão das condições inadequadas, segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin.
As outras 7 mil aves foram sacrificadas na quinta-feira (18), de acordo com a associação, conforme determina o protocolo, para evitar que a doença se alastre pela região.
2 de 3 Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda — Foto: Reprodução/RBS TV
Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda — Foto: Reprodução/RBS TV
Consumo liberado
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que a população pode continuar consumindo frango mesmo após o diagnóstico da doença de Newcastle.
Uma ficha técnica publicada em 2022 pelo Mapa aponta que a doença pode causar conjuntivite transitória em humanos após contato direto com as aves, por meio de aerossóis e secreções respiratórias, além de secreções oculares e fezes de aves infectadas. Não há infecção através do consumo, afirmam especialistas.
"Podem continuar tranquilos, consumindo carne de frango, inclusive da própria região, dessa própria criação na região", falou Fávaro.
3 de 3 Doença de Newcastle identificada em aviário do RS — Foto: g1
Doença de Newcastle identificada em aviário do RS — Foto: g1
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